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O início de uma multidão

Suécia: Tomas Norstrom não foi tendencioso. Brasil: Peter Sunde: Continuem a copiar!

Como se já não bastasse os absurdos de ter condenado os quatro administradores do site The Pirate Bay a um ano de prisão, ter estipulado o pagamento de cerca de 3,6 milhões de dólares em multa e depois ter congelado suas contas bancárias, agora a justiça sueca recusou a apelação feita pela defesa do TPB, que alegava que o juiz responsável pelo caso teria sido tendencioso.

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Tomas Norstrom (Foto: Fredrik Persson/Reuters)

Os advogados do TPB haviam pedido um novo julgamento tendo em vista que o juiz, Tomas Norstrom, responsável pela sentença de condenação do grupo, é membro da Associação Sueca do Direito Autoral. Mas, nesta quinta-feira (25), a corte sueca determinou (pasmem!) que Tomas Norstrom não foi tendencioso.

Se a condenação de um site de Bit Torrent, que facilita o compartilhamento não autorizado de arquivos sob copyright, como é o caso do The Pirate Bay, não seria interessante ou desejável para um membro da Associação Sueca do Direito Autoral, então, eu não sei para quem poderia ser. Isso é uma piada!

Enquanto isso…

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Peter Sunde no FISL


Enquanto lá na Suécia a justiça tenta, descaradamente, favorecer às indústrias fonográfica e cinematográfica, aqui no Brasil, Peter Sunde, um dos cabeças do TPB, lança várias críticas ao modelo de negócio delas. Durante sua palestra no FISL (Fórum Internacional de Software Livre), que está acontecendo em Porto Alegre, Peter, disse que por se recusarem a achar um novo modelo de negócio essas indústrias estão fadadas ao fim.

Ele defendeu, ainda, o direito do público de copiar obras para qualquer finalidade: “Se uma obra tem licenças, então ela tem restrições. Sou contra qualquer tipo de restrição. Todo mundo deveria ter o direito de baixar o quanto e o que quiser, seja para qualquer finalidade, comercial ou não. O público já decidiu que não deseja pagar nada pelo conteúdo.”

E segue o principal recado de Sunde: Não parem de copiar!

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7 comentários para “Suécia: Tomas Norstrom não foi tendencioso. Brasil: Peter Sunde: Continuem a copiar!”

  1.   João Sérgio disse:

    Não encontro outra palavra para definir mais essa decisão da justiça sueca a não ser ABSURDO.
    É realmente triste perceber o quanto se privilegia os lucros das grandes corporações, em detrimento do interesse público

  2.   Luiz disse:

    Suécia com um Gilmar Mendes? Quem é sócia de quem? Supõe-se que eles sejam o supra-sumo da civilização. Não são. São tão corruptos como qualquer ser humano sobre a face da terra com pouca moral e que tem poder.

  3.   Paulo disse:

    O que o Peter Sunde não se liga na fita é que o modelo é falho, verdade, mas tem gente honesta que trabalha produzindo conteúdo e que merece receber pagamento pelo seu trabalho sim. Ninguém defende o “free work”, você trabalha para o patrão e ele não te paga nada, vai dizer que é imoral, crime, etc. Mas é bem isso o que falam para um autor de livro quando dizem que seu trabalho deve ser copiado livremente. O direito autoral é respeito ao trabalho de pessoas, nada a ver com mega-corporações. Mudem o sistema sim, todos queremos preços justos, mas lembrem-se que simplesmente destruir a renda de TODO e QUALQUER autor (e aqui não se fala apenas de mega-sucessos) vai simplesmente implicar na diminuição drástica da produção de conteúdo.

  4.   André disse:

    A indústria tem q parar de vender o “conteúdo” e passar a vender o “produto”.

    Só assim a cultura vai parar de ser “elitizada”…

    CULTURA LIVRE JÁ!!!

  5.   André disse:

    Paulo disse: “O que o Peter Sunde não se liga na fita é que o modelo é falho, verdade, mas tem gente honesta que trabalha produzindo conteúdo e que merece receber pagamento pelo seu trabalho sim. Ninguém defende o “free work”, você trabalha para o patrão e ele não te paga nada, vai dizer que é imoral, crime, etc. Mas é bem isso o que falam para um autor de livro quando dizem que seu trabalho deve ser copiado livremente. O direito autoral é respeito ao trabalho de pessoas, nada a ver com mega-corporações. Mudem o sistema sim, todos queremos preços justos, mas lembrem-se que simplesmente destruir a renda de TODO e QUALQUER autor (e aqui não se fala apenas de mega-sucessos) vai simplesmente implicar na diminuição drástica da produção de conteúdo.”

    Paulo,
    Acho q vc ñ viu essa notícia.
    http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/06/17/troca-de-arquivos-digitais-beneficiou-sociedade-diz-estudo-de-harvard/

    Ninguém que defende o compartilhamento é a favor do “free work”, muito pelo contrário, a indústria pode lucrar como jamais lucrou, basta ela rever os próprios modelos de negócios e se adequar as novas tecnologias. ELA SÓ TEM A GANHAR COM ISSO!!!

  6.   Aracele Torres disse:

    O conhecimento pertence a todos, restrição a ele é um absurdo. Precisamos sim de um novo modelo de negócios que preze pelo desenvolvimento da inteligência coletiva.

  7.   Moleza Imperialista disse:

    Paulo, o problema do direito autoral não é contra ele o efeito do “free work”. Mas sim o “eternal over paid work”. Ou seja, a pessoa e a empresa criam e são ETERNAMENTE pagos pelo que criaram no passado! VC ACHA ISSO JUSTO ? SE ACHA, então por que o padeiro, que te vendeu um pedaço de pão que ele fez 2 anos atrás ELE SÓ RECEBEU UMA SÓ VEZ ? Por que vc não paga “direitos autorais” do pão á ele continuamente, mês após mês ? E o pedreiro que fez uma obra na sua casa ? POR QUE vc não paga seus “direitos autorais” da construção, mês a mês, até o fim da vida dele ? Pois além de esforço dele teve a criação e o talento dele. Por que não rescompensável pelo talento (imaterial) dele ? A sua empregada, por que não compensá-la até o fim da vida dela por que ela fez um bolinho de carne delicioso pra vc há 5 anos atrás ? Percebe ? Se as empresas e os criadores merecem ganhar pelo que produziram UMA ÚNICA VEZ NO TEMPO, na vida, até o fim da vida deles, POR QUE NÃO O PADEIRO, O CARTEIRO, A EMPREGADA, O MÉDICO ? Por que essa discriminação ?

    Quer dizer que uns tem mais direitos que outros ? POR ISSO O DIREITO AUTORAL É UM SUPER DIREITO E COMO “SUPER” NÃO TEM ESPAÇO NUMA SOCIEDADE DEMOCRÁTICA REAL (em que os direitos de todos DEVERIAM SER IGUAIS)!

    Oras, o problema não é o free work, É A MALLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLANDRAGEM DE CRIAR UMA ÚNICA VEZ E FICAR NA SOMBRA DEPOIS COÇANDO O SACO E AINDA RECEBENDO PELO QUE FEZ NO PASSADO E JÁ FORA PAGO!

    O direito autoral é um ALUGUEL SOCIAL INJUSTO! Vamos pagar os empregados e compensar os investidores. Mas uma ÚNICA VEZ. O justo pelo justo! Não compensar até o fim dos tempos…. Moleza todo mundo quer.

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