PT enfim começa a levantar a bandeira pela maconha
#antiproibicionismo.
O deputador Paulo Teixeira, do PT, declarou em entrevista para a Terra TV que o governo pretende rever a Lei Anti-drogas ainda este ano. Segundo ele, colocar no mesmo patamar usuários de crack e de maconha impede a implantação de políticas de saúde pública para ajudar usuários de crack e aumenta muito o preconceito contra usuários de canabis.
Este ano, vários avanços já foram alcançados em prol da luta anti-proibicionista em termos globais. No mês de janeiro, houve a posse de Obama, ex-usuário confesso, como presidente dos EUA, e a imagem de Michael Phelps, o atleta mais premiado em olimpíada na história, como experiente usuário de canabis. Como bem colocado por Rob Kall, do OpEdNews:
“Nem Barack Obama e muito menos Michael Phelps estão nas ruas se manifestando pela legalização do uso da canabis, mas não podemos negar que, quando o ser humano que mais ganhou ouro olímpico e o presidente americano mais popular em décadas, ambos registram o uso de canabis em seu histórico, fica difícil de argumentar que o uso desta planta fará mal à sua saúde, ou que irá arruinar a sua vida”.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também tem se movimentado em favor da efetiva descriminalização dos usuários de canabis. A sugestão faz parte do relatório apresentado pela Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, organização não-governamental que tem à sua frente também os ex-presidentes César Gaviria (Colômbia) e Ernesto Zedillo (México). “Precisamos quebrar o tabu que bloqueia o debate” afirmou FHC, o que evidencia a pressão que os ex-mandatários deve ter sofrido para não alavancar a discussão do tema no período em que efetivamente governaram (mais sobre a FHC e descriminalização aqui).
No intuito de expandir as fronteiras de sua articulação, FHC foi ao México apresentar ao presidente Felipe Calderón o relatório final da Comissão, a fim de tê-lo como intermediário a favor de uma política mais liberal de combate às drogas junto ao novo governo dos Estados Unidos. Paralelamente a tudo isso, dentro do governo brasileiro temos a movimentação do ministro da saúde, José Gomes Temporão, defendendo a abertura de um amplo debate sobre a descriminalização das drogas. Temporão já marcou reunião com o ministro da justiça, Tarso Genro, o secretário especial de direitos humanos, Paulo Vannuchi e o ministro do meio ambiente, Carlos MinC, para discutir possíveis alterações na legislação e como o Min. da Saúde pode se preparar para uma eventual descriminalização.
E agora o deputado do PT Paulo Teixeira anuncia publicamente seu apoio à causa. Acompanhe mais sobre o movimento anti-proibicionista no http://ecognitiva.blogspot.com/ e em http://www.marchadamaconha.org


Ok. Os argumentos são válidos, mas tenho algumas dúvidas:
- a canabis ficará na mão de quem?
- o que faremos para que os traficantes não comercializem este novo produto sem pagar os impostos e assim desencadear uma concorrência desleal com os novos produtores?
- Resta dúvida se estes novos produtores, ou investidores deste novo produto, serão os chefões do tráfico?
- Supondo que o $$$ do investimento deste novo produto seja do tráfico, será um meio legal de lavagem do mesmo vindo da cocaína ou crack. Não será?
- qual será o IPI da canabis?
cerveja 55%
cigarro 57%
cachaça 83%
- com a cobrança de impostos, a canabis será elitizada, e com isto o traficante pode nunca perder seu status de referência do produto? Quem compra CD pirata, vai comprar canabis do traficante também. É o mesmo raciocínio.
- o SUS está preparado para atender e tratar os usuários?