Veja como foi o seminário “Cidadania e Redes Digitais”
A abrangência e densidade das rodadas de discussões foi tamanha, que a tarefa de resumir o que rolou nesses dois dias na Faculdade Casper Líbero não é fácil. Web semântica, neutralidade da rede, cidades digitais, direito autoral, software livre, compartilhamento de dados, ecossistema digital, poder comunicacional, governo aberto, apropriação de tecnologia, liberdade na rede foram alguns dos assuntos levantador por lá. A dominação, o controle da web esteve em foco desde a primeira palestra, do professor da Columbia Law School Tim Wu. Para ele, existe um ciclo quase “inescapável” de invenção> abertura>dominação, do qual dificilmente a internet se livrará.
Galloway, na última mesa, mostrou como a rede é regulação e nada mais. “O princípio fundador da rede é o controle e não a descentralização [...] As redes são assimétricas. E como é uma relação onde existe uma situação de desigualdade, assimetria e antagonismo?”, disse. Para ele, os protocolos de internet, que permitem a comunicação entre as máquinas, operam fora de medos do controle do poder. “Reduzir a lógica da infraestrutura da máquina para a lógica dos governos e corporações é falso [...] Um sistema que usa protocolos é um sistema que opera entidades anônimas individuais”. Ele defendeu que infraestrutura técnica é tão importante quanto os poderes corporativo, comercial ou governamental. “O que as redes podem fazer? Derrubar governos, por exemplo”, e ainda mostrou que a rede permite uma liberdade de criação, produção, mas ao mesmo tempo tudo isso é feito sob uma vigilância constante.
Veja o resumo das seis mesas de discussão no Blog Cidadania e Redes Digitais, criado na plataforma www.culturadigital.br, para a cobertura do seminário.

