Fechem o seu conteúdo e descubram quantas vezes nós iremos visitá-los…
Isso mesmo. A grande imprensa comandada por Keith Rupert Murdoch deve fechar o seu conteúdo. Globo, Folha e Estadão parecem que irão aderir a Declaração de Hamburgo, uma espécie de grito de guerra de um segmento da velha indústria de intermediação contra a circulação gratuita de informação noticiosa.
Querem endurecer as leis de copyright para tentar evitar que as pessoas compartilhem as notícias que estão em seus portais. Querem impedir a existência de agregadores de notícias e provavelmente irão bloquear todos os RSS.
Por que tanto desespero?
Porque a Internet afetou os gatekeepers e seus modelos de negócios. Porque a Internet acelerou a velocidade de circulação da informação e permitiu que pessoas comuns disputassem com poderosos editores o que poderia ser noticiado. A diversidade de fontes e a queda na credibilidade dos grandes grupos jornalísticos ocorre simultaneamente ao aumento de reputação de diversos blogueiros e sites colaborativos. Além disso, as redes sociais digitais aparecem e crescem também como fonte de notícias.
Resultado: maior diversidade de fontes, maior pulverização das audiências e maior disperção das verbas publicitárias.
Hoje, se reunirmos 5 blogueiros de destaque e observarmos o número diário de seus visitantes únicos, perceberemos que tal soma ultrapassará o número de leitores de qualquer impresso diário brasileiro, excetuando os jornais de São Paulo (por enquanto).
O ecossistema midiático mudou. Murdock acha que tem força para bloquear as redes digitais. No seu manifesto, está escrito: “Universal access to websites does not necessarily mean access at no cost. We disagree with those who maintain that freedom of information is only established when everything is available at no cost.” Ou seja, querem voltar ao velho mundo da cobrança por conteúdo. Ótimo. Fechem logo o acesso aberto às suas empresas.
Em breve, os empresários de comunicação que buscam produzir notícias sérias e de qualidade perceberão que se tiverem um portal informativo aberto e ágil serão replicados, retwittados, copiados e atrairão um fluxo crescente de leitores. John Perry Barlow já havia avisado: a força da economia digital está no relacionamento e não na propriedade. Murdock só é bom em um ambiente verticalizado e autoritário, por isso, odeia as redes digitais.
Murdock não deve ter lido nem mesmo o prólogo do livro Free, de Chris Anderson. Se tivesse lido, talvez aprendesse com o exemplo do Monty Python que aumentou 23.000% a venda de seus produtos depois que os liberou (em alta resolução) em seu canal no Youtube.
Leia a Declaração de Hamburgo.


Essa “velocidade” é bem analisada por Virílio. É a compressãoespaço-tempo. Os jornalões não conseguem acompanhar. Hoje nós produzimos conteúdo e sabemos de muto antes que eles saibam. Não toleram o fato!
Fechando irão apenas se dar mal, serão um clubinho restrito e com poucos acessos pois podemos nos virar sem eles. Na verdade, estamos até melhor sem eles! Sem a manipulação do PIG e as mentiras que nos contam.
MAs é bom avisar ao Murdoch e aos tubarões da mídia que se eles querem fechar então que não usem NENHUMA informação vinda do Twitter ou de blogueiros, como costumam fazer. Que usem só suas fontes e nos deixem livres.
Ganharemos fácil e veremos o naufrágio da mídia corporativa que se fechará em torno de si mesma e morrerá abraçada.
E enquanto isso, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprova a PEC 386/2009, que exige o diploma de jornalismo para ser jornalista (com isso a quilométrica Constituição de 1988 passa a ser a única constituição na face da Terra, e quem sabe, na história da humanidade, a determinar que uma dada profissão exija um certo diploma). Já a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira dos Provedores de Acesso à Internet (Abranet) querem estender a jurássica e incoerente restrição de estrangeiros no capital social de empresas de comunicação para sites na Internet.
pegaram o trem atrasados e querem conduzir o bicho. Vão cair nos trilhos igual aquele mulher bêbada que tentava apagar um cigarro…
Não suportam essa “anarquia” que tem se tornado o mundo das comunicações. O poder está nas mãos de muita gente, e isso é um perigo enorme…
Farão pouquíssima falta.
O que não percebem é estarem cavando a própria cova.
Isso dará ainda mais força e audiência aos blogs.
É como se os monges copistas quisessem impedir Gutenberg de imprimir a Bílbia. Os signatários da convenção de Hamburgo são a vanguarda do atraso, os xiitas da propriedade intelectual
Todos os veículos que assinarem esse tratado estão assinando simultaneamente seu atestado de jurássicos. E vai ser um tiro no pé tão dolorido que me dá até pena. Já faz tempo que estão tentando cercear o livre conteúdo na web, desde o fechamento do The Pirate Bay e das leis anti-downloads na França, até esse acordo estúpido de Hamburgo. Mas a web é maior e mais forte. Quem daqui por diante ainda encarar a web como inimiga, e não como aliada, com certeza vai ter muitos prejuízos.
Engraçado também…
As emissoras de TV aberta tem usado matérias/imagens exibidas nas concorrentes, supostamente retiradas do ‘Iuthube’, para exibir dentro de seus programas. Exibem uma tarja dizendo “imagens da internet”, provavelmente para sair do flagrante, pois não é exibido o logo da emissora criadora da matéria. Até no Jornal Nacional eu já vi.
Querem mais o quê?
Querem resistir ao Protocolo… HEHEHEHE. :- P
RT João Sérgio: É como se os monges copistas quisessem impedir Gutenberg de imprimir a Bílbia. Os signatários da convenção de Hamburgo são a vanguarda do atraso, os xiitas da propriedade intelectual
haha muito bom, definiu.
E acham que somos trouxas! Do editorial da Folha de hoje:
“A Folha se associa ao movimento não apenas no intuito de defender as balizas empresariais do jornalismo independente, apartidário e crítico que postula e pratica. Empunha a bandeira porque está em jogo o direito do cidadão de conhecer a verdade, de não ser ludibriado por governos ou grupos econômicos que ficaram poderosos demais.”
Querer falar que isso é “defender a democracia”? Garantir “A” verdade”?
“Contra a tendência de todo governo de manipular fatos a seu favor, desenvolveram-se mecanismos de controle civil -caso dos veículos de comunicação com independência, financeira e editorial, em relação ao Estado.”
Foi o tempo que essa afirmação acima era válida. NÃO SOMOS TROUXAS! Sim, nós temos a voz, nós somos os pauteiros!
Estão errando o pulo, Srs. Frias, mais uma vez…