Trezentos

O início de uma multidão

A melhor democracia que o dinheiro pode comprar

É um titulo perfeito para o momento onde o PIG se junta com os militares para organizar um ato esquizofrênico intitulado a democracia ameaçada. Como sempre tem um monte de trouxa que cai nesta, afinal o PIG é o propagador dos mantras da irracionalidade, e sabemos muito bem que não existe democracia ameaçada nenhuma, e que na verdade o PIG se sentiu intimidado porque a sociedade se organizou para cobrar mais responsabilidade de seus veículos que agem como se fosse imparciais mas que possuem uma clara preferência partidária.

O título é na verdade o título do livro de Greg Palast,  jornalista investigativo que se especializou em investigar as entranhas do Neoliberalismo, e botar para fora todo tipo de excremência que esta turma produz mundo afora. Não me surpreendi nem um pouco quando li o primeiro capítulo, dedicado ao Brasil!

Sua Excelência Robert Rubin, Presidente do Brasil

O capítulo fala da reeleição de Fernando Henrique Cardoso como presidente marionete do Brasil, marionete esta comandada por Robert Rubin, não esta entendendo? Bom então vamos dar uma ajuda.

Em outubro de 1998, o presidente nominal do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, foi reeleito para o cargo por um único motivo: tinha estabilizado o valor da moeda brasileira e, portanto, contido a inflação. Na verdade, não tinha. O real brasileiro estava ridiculamente supervalorizado. Mas, com a aproximação das eleições, sua taxa de câmbio contra o dólar simplesmente desafiava a gravidade. Esse milagre levou Cardoso à linha de chegada com 54% dos votos.

Mas, não existem milagres.

Quinze dias depois da posse de FHC. o real despencou e morreu. Seis meses depois da eleição, ele tinha aproximadamente a metade de seu valor no dia da eleição. A inflação está aumentando e a economia implodindo. A taxa de aprovação de Cardoso, que se revelou um incompetente e uma farsa, caiu para 23% do eleitorado. Tarde demais. Ele já havia colocado a presidência no bolso.

Quer dizer, mais ou menos. Não restava muito da presidência de Cardoso além do título. Todas as políticas importantes do orçamento ao emprego, são ditadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e seu órgão irmão, o Banco Mundial. E por trás deles, dando as cartas, estava o secretário do tesouro, Rubin que governou de fato como presidente do Brasil sem precisar perder uma única festa em Mahattan. Mas esse é o preço que Cardoso pagou pelos serviços de Rubin na campanha eleitoral. Pois foi o secretário do Tesouro quem, junto com o FMI, manteve a moeda brasileira alta.

Rubin tem bons motivos para manter a dúbia moeda brasileira, além de ajudar FHC. Sabendo muito bem que a moeda seria destroçada logo depois da eleição, o Tesouro dos EUA garantiu que os Bancos Americanos conseguissem tirar seu dinheiro do país em condições favoráveis. Entre julho de 2002 e a posse em janeiro do ano seguinte, as reservas em dólar do Brasil caíram de 70 bilhões de dólares para 26 bilhões de dólares, um sinal de que os banqueiros pegaram seu dinheiro e fugiram. Mas, a moeda permaneceu em alta antes da eleição porque os EUA deixaram clara sua intenção de substituir as reservas perdidas por um pacote de empréstimos do FMI.

E também se deixou muito claro para os eleitores que os fundos seriam entregues a FHC, e jamais ao Partido dos Trabalhadores, da oposição. O apoio da elite internacional a FHC foi selado pela presença em julho, no Rio, de Peter Mandelson, cão-de-caça político do primeiro ministro britânico, Tony Blair. O estranho e inédito apoio de Mandelson a FHC marcou o ingresso oficial de Cardoso no projeto da Terceira Via de Clinton e Blair.

Um mês após a reeleição de Cardoso, o FMI ofereceu devidamente ao Brasil, um crédito no total de 41 bilhões de dólares. O Brasil não ficou com nada disso, é claro. Qualquer parcela que tenha realmente pingado no país embarcou no primeiro avião com os investidores e especuladores que o abandonaram.

Agora, os brasileiros têm que pagar a dívida. Mas essa é a menor de suas preocupações. Como parte da magia negra para manter a taxa de câmbio antes da eleição, Washington pressionou o Banco do Brasil a elevar a taxa de juros básica para 39%. O FMI pressionou por 70%. Nas ruas de São Paulo, isso se traduziu de taxas de juros de até 200% sobre empréstimos privados e créditos a empresas.

A confirmação do esquema de Rubin para salvar tanto FHC quanto os Bancos Americanos vem de uma fonte das mais interessantes: Jeffrey Sachs, da Universidade de Harvard. Sachs é mais lembrado como a Mary Tifóide do neoliberalismo, que disseminou teoremas do mercado livre e a depressão econômica pela extinta URSS. Sachs, que continua entre o falante grupo de atores no circulo das finanças internacionais, disse-me: “Você podia ver a economia [brasileira] caindo do precipício. Foi uma câmera-lenta. Mas, em vez de evitar a queda pela desvalorização controlada Washinton e o FMI incentivaram vigorosamente taxas de juros acima de 50%”, ele disse. “Washington queria a reeleição de FHC” , dando seis meses aos financistas americanos para vender os títulos e moeda do Brasil em condições favoráveis.

Se o Golpe de Estado de Rubin pareceu bem praticado, foi porque ele usou o mesmo método em 1994 para tornar-se presidente de fato do México. Mais uma vez, um partido governante sem credibilidade voltou ao poder pela força de sua moeda e das promessas de apoio dos EUA. Quatro semanas depois da posse do presidente Ernesto Zedillo o peso despencou, enquanto os credores americanos do México foram salvos por um fundo de empréstimo especial dos EUA.

FHC sabe que não adianta culpar as manipulações de Rubin pelos problemas do Brasil. Em vez disso, com ajuda de uma imprensa de direita (marrom), ele e o FMI atribuem o colapso econômico a vilões conhecidos: funcionários públicos, aposentados e sindicatos. São acusados de estourar o orçamento do governo.

Isso é maluquice. Os pagamentos dos juros, comenta Sachs, equivalem a monstruosos 10% dos gastos do país e são totalmente responsáveis pela duplicação do déficit federal. Comparadas a isso, as aposentadorias dos funcionários, principal alvo dos cortadores de orçamento, são uma gota no oceano.

Mas a analise de Sach é incompleta, ele diz que o “FMI falhou” porque os juros altos causaram a crise e a depressão. Está enganado. A crise é um elemento deliberado do plano.

A crise tem suas utilidades. Somente em caso de pânico econômico Rubin e o FMI podem soltar os Quatro Cavaleiros da Reforma: eliminar os gastos sociais, cortar a folha de pagamento do governo, quebrar os sindicatos e, o verdadeiro prêmio, privatizar empresas publicas lucrativas.

Mas, FHC não estava contente no papel de marionete de Rubin. Originalmente um sociólogo especialista em Teoria da Dependência, Cardoso deve ter lamentado pessoalmente a perda da soberania financeira de seu país.

Ele sobreviveu às eleições, mas a oposição varreu seu partido dos principais Estados, os novos governadores não lamentaram. Mostraram os dentes. Em janeiro de 1999, o ex-presidente Itamar Franco, recém-eleito Governador do Estado de Minas Gerais, recusou-se a pagar as dívidas com o Tesouro Nacional. Então outros seis governadores disseram a FHC o que qualquer pessoa sensata diria a um agiota que aumenta as taxas de juros de 10% para 60%: vá para o inferno. A imprensa mostra Franco como um bufão, enciumado de Cardoso. Seu objetivo é desviar a atenção da verdadeira ameaça a FHC e ao FMI: Olívio Dutra, popular governador do Rio Grande do Sul, era a estrela ascendente do Partido dos Trabalhadores. Filho de agricultores sem-terra, um militante jovem e educado da era da televisão, Dutra transformou a capital do estado em vitrine de desenvolvimento para o país.

Eles atacam Franco, mas é a Dutra que temem. FHC. Fez o possível para punir os gaúchos por sua eleição. Dutra não suspendeu os pagamentos ao governo federal, mas pagou os fundos, cerca de 27 milhões de libras, nos tribunais. FHC. reagiu com crueldade, retendo 37 milhões de libras em impostos coletados para o Estado de Dutra. O FMI bloqueou empréstimos para o Rio Grande do Sul. Contatado por telefone em seu escritório em Porto Alegre, Dutra disse-me que aceitava o fato de a crise exigir sacrifícios. Ele demitiu funcionários públicos, mas teve à audácia de sugerir à General Motors e à Ford que participassem do sacrifício e desistissem de isenções fiscais, que agora sangravam os cofres do estado.

O Brasil é um país rico, com um PIB, mesmo em depressão, de meio trilhão de dólares. Mas, como um hamster frenético na rodinha, está perdendo a corrida para captar seu próprio capital em fuga, que deve recomprar com taxas de juros de usura. Foi por isso que Dutra se esforçou tanto contra a privatização do banco de desenvolvimento de seu Estado, um motor da expansão autofinanciada do Rio Grande do Sul.

O Governador, que não é bobo, não desperdiçou balas contra o humilhado FHC. Ao organizar a resistência às exigências de Rubin e às condições de crédito do FMI, Dutra habilmente não visou as marionetes, mas seus manipuladores.

Dutra foi derrotado, e embora seu Partido dos Trabalhadores esteja na presidência (com Dutra como ministro), Lula está na prisão dos devedores, algemado pelas obrigações com o Citibank e seu braço policial, o FMI. E Rubin foi eleito para o cargo muito mais alto que o de presidente-sombra do Brasil: é presidente do comitê executivo do Citigroup, a corporação que é dona do Citibank, que é dono do Brasil.

Esta vendo ai? Veja como fomos enganados, e manipulados. Não sou eu quem esta falando da imprensa manipuladora e golpista é o reporter investigativo Greg Palast, mas não acabou não, vamos ver como a história se desenrola.

POSTAIS DO CARNAVAL DA DESVALORIZAÇÃO

Eu acabara de me servir mais uma dose da pinga caseira dE Zeb. Era dezembro de 1998. Estava brindando a três conquistas extraordinárias do Brasil que haviam ocorrido naquele dia.

A primeira era a aprovação de uma linha de crédito de 42 bilhões de dólares do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial para o Brasil. A segunda, relacionada à primeira, era um salto de 4% no valor das ações na Bolsa do país. A terceira era o anúncio pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) de que o Brasil finalmente havia superado o Chile como economia mais desigual do hemisfério.

O BID calcula que 10% das famílias mais ricas do Brasil, hoje, recebam 47% da renda do país. Os 10% mais pobres recebem menos de 1%.

A expectativa de vida no Brasil é hoje a mais alta das Américas. Menos de uma em cada cinco crianças mais pobres do país completam a escola primária, menos ainda que na Bolívia e no Peru.

No entanto, o economista-chefe do Banco Mundial aplaudiu as “boas condições dos fundamentos econômicos do Brasil”. A pergunta é: boas para quem?

O que marca os que visitam São Paulo não é a pobreza, mas sua riqueza organizada: fileiras e fileiras de luxuosos prédios de apartamentos, shopping centers e torres de escritórios – frutos de um BIP quase tão grande quanto o da Grã-Bretanha.

Se eu deixar cair um copo pela janela do meu hotel de luxo, matarei uma galinha na favela lá embaixo, uma das numerosas cidades de barracos que inundam os espaços entre as extravagantes torres urbanas.

A pinga me ajuda a entender essa louca mistura de pobreza e riqueza. Assim como um cartão-postal do Rio de Janeiro completamente preto. Os moradores do Rio, a Cidade Luz, enviaram centenas desses cartões escuros aos políticos locais, num protesto contra a light, a companhia de eletricidade do Rio, hoje apelidada de Dark.

Em 1997, o governo federal privatizou a Rio Light, vendendo-a para a Electricité de France e a Houston Industries, do Texas. Os novos proprietários, que haviam prometido melhorar o serviço, rapidamente eliminaram 40% da força de trabalho da empresa.

Infelizmente, o sistema elétrico do Rio não está totalmente mapeado. Os funcionários d companhia elétrica guardavam na cabeça a localização dos cabos e transformadores. Quando foram demitidos, levaram consigo os mapas mentais.

Quase todos os dias um novo bairro ficava às escuras. Os proprietários estrangeiros culpavam o clima no oceano Pacífico. O Rio fica no Atlântico, é claro.

Mas para os proprietários em Paris e no Texas nem tudo era escuridão. As conseqüências dos cortes de salários e aumento de tarifas ajudaram os donos estrangeiros a obter dividendos de mil por cento. O preço da ação da Rio Light saltou de 194 reais para 259 reais.

Em 1998, o governo brasileiro pôs em leilão a empresa de eletricidade de São Paulo. Apesar de gritos e processos movidos por organizações de consumidores, a companhia foi ganha pelo único licitante, que pagou o preço mínimo pedido: o mesmo consórcio corrupto Houston-Paris. Imediatamente os novos donos anunciaram um excesso de mil funcionários.

O objetivo desta história de privatização é esclarecer os detalhes sórdidos, raramente relatados, do que o Banco Mundial chama de “criar um ambiente amigo do mercado”.

As condições dessa liquidação de ativos brasileiros são ditadas por um volumoso documento da consultoria americana Coopers & Lybrand (hoje chamada Price Waterhouse-Coopers). Enquanto o termo “mercado” é borrifado por todo o texto, o projeto é feudal e não capitalista. A Coopers divide a infra-estrutura vendável do país em monopólios legalmente aceitáveis, destinados a garantir superlucros aos novos donos, na maioria estrangeiros, sem empecilhos do controle do governo ou da concorrência.

Ele tem como modelo o sistema medieval de “arrendamento fiscal”, em que, por um único pagamento, os reis permitiam que coletores de impostos limpassem os camponeses. Os termos da privatização beneficiaram outros clientes da Coopers, as mesmas companhias que faziam ofertas pelos ativos brasileiros.

O Banco Mundial afirma que a liquidação de todas as empresas públicas do Brasil foi lançada pelo governo brasileiro. “sem pressão externa”. Ah, claro!

A venda acelerada dos bens brasileiros – no valor de 40 bilhões de dólares em 2003 – é uma condição inegociável das linhas de crédito de banco e agências internacionais.

Supostamente, a venda de empresas públicas, portos e rodovias reduz as dívidas do país. Não é verdade. Privatizar a infra-estrutura reduz a dívida do governo, mas não a dívida pública. A menos que os cidadãos desistam da eletricidade e da água, o público ainda é responsável pelas dívidas desses serviços. Na verdade, o governo está cobrindo os custos dos seus empréstimos por meio de um terrível imposto regressivo, na forma de aumento dos preços da eletricidade e da água cobrados aos trabalhadores do país (e aos desempregados das favelas)

É claro que a elite brasileira recebe uma parte do saque. O governo exige que qualquer consórcio estrangeiro que compre propriedade estatal inclua um sócio da língua portuguesa. Provavelmente, você não ficará chocado ao saber que amigos do partido governante estão recebendo tratamento especial.

Em 1998, o Ministério das Comunicações e o diretor do programa de privatizações demitiram-se depois que transcrições de conversas em telefones celulares interceptadas revelaram suas tentativas de influenciar as ofertas por companhias telefônicas estatais, para favorecer amigos ligados a operadoras européias.

O processo de “reformas” imposto por credores externos não se limita à tomadas de bens estatais.

O Brazilian Council da Grã-Bretanha promoveu uma reunião em Londres, em novembro de 1998, sobre os serviços públicos do Brasil. Foi apresentado um plano para “melhorar a eficiência no mercado de trabalho”, financiado pelo Banco Mundial. Os brasileiros não deveriam ver o documento. Mas eu obtive uma cópia e decidi contar o que há nele.

O Plano Mestre do Banco Mundial propõe cinco aperfeiçoamentos para esse país que tem o menor compromisso com a educação e outros serviços públicos do hemisfério. Ele diz claramente;

  • Reduzir salários e benefícios
  • Cortar pensões
  • Aumentar as horas de trabalho
  • Reduzir a estabilidade no emprego e o emprego.

Mas a recompensa, a linha de crédito de 42 bilhões de dólares, não vai, em última instância, pingar sobre pessoas nos barracos?

Não, diz Ildo Sauer, professor de energia da Universidade de São Paulo (licenciou-se para exercer o cargo de diretor de Gás e Energia da Petrobrás – N.E.). “Tudo vai para saldar os prejuízos do jogo”. – o esforço frenético do governo para manter a taxa de câmbio do real contra o ataque de especuladores.

O Brasil está pagando juros incríveis de 40% sobre sua dívida interna para convencer sua elite a guardar o dinheiro em São Paulo, em vez de Miami. Os 42 bilhões de dólares não vão cobrir os juros de um ano.

Estive hospedado numa casa maravilhosa na praia, perto de Santos (por motivos de pesquisa, legitimamente cobrada do The Observer). O proprietário diz que a residência vale cerca de 500 mil dólares. É sua terceira casa. Ele paga imposto de propriedade de apenas mil dólares por ela.

Os pobres do município não mandam seus filhos à escola porque a captação de impostos não é suficiente para pagar livros, uniformes ou o transporte dos alunos.

E agora, dois anos depois, vemos que os 42 bilhões de dólares do FMI simplesmente permitiram que o banco americano deixasse o Brasil e os ricos espertos mandassem seu dinheiro para o exterior.

É março de 2000. Com a aproximação de terça-feira de carnaval, as conversas políticas ao som da batucada são sobre o salário mínimo, que a Constituição do país efetivamente fixa em 100 dólares pro mês. Com a desvalorização da moeda e a inflação maciça dos bens básicos (a eletricidade aumentou 250%), o mínimo deveria subir automaticamente de 130 reais para menos 170 reais

Sobre esse socorro à população de baixa renda, o presidente Fernando Henrique Cardoso, portados da tocha da Terceira Via na América Latina, permanecia inescrutavelmente perplexo. Mas seus ministros, as câmaras de comércio e seus acadêmicos encheram colunas de jornais com argumentos para se eliminar a “inflexibilidade” da Constituição.

Como tudo o mais durante o carnaval, o debate sobre o salário mínimo é uma farsa. A questão já fora decidida e anunciada em novembro de 1998 pelo Banco Mundial e seu primo, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, em um relatório ao British Council em Londres (cujo segredo agora violo com alegria).

Em troca dos empréstimos usados para sustentar o valor do real – um completo fracasso -, o Brasil teria de cortar os salários e aposentadorias do governo e, em especial, fazer cortes nos serviços básicos como saúde e educação. Alguns salários e aposentadorias do Estrado são definidos como múltiplos do salário mínimo – por isso tem de ser cortado sem piedade.

Para aplicar sua decisão (ou, como diz o banco, para “ajudar”), o BID transferiu 160 milhões de dólares das verbas de saúde e seguridade social do Brasil para esse projeto “estrutural”. Nem todo o dinheiro foi desperdiçado. Minha própria dispendiosa viagem pelo Brasil foi paga com essas verbas, numa coordenação do Departamento de Estado dos Estados Unidos e da velha frente da CIA, a USIA. (Não pergunte)

Meu trabalho era instruir os brasileiros em processo democráticos para consumidores e sindicatos dentro dos direitos básicos de uma sociedade civil. Isso é bem americano: primeiro atire em suas pernas, depois dê a eles aulas de samba.

***

A disputa sobre o salário mínimo é um tanto teórica nos estados do Norte do Brasil que cercam a bacia Amazônica, onde qualquer salário é um luxo. Por isso fiquei especialmente tocado pela batalha de um grupo, na maior parte dessa área da Amazônia, conhecido simplesmente como Donas da Casa. As mulheres, cujo trabalho típico consiste em colocar alimentos e roupas para os mais pobres dos pobres do país, deram um susto no complexo bio-industrial internacional com uma ação legal, aberta para elas pelos advogados do IDEC, uma associação de consumidores do Brasil, para impedir a venda pela Monsanto de soja “Round Up Ready”.

A Monsanto modifica o DNA dessas sementes mágicas para sobreviver a uma forte dosagem do herbicida da companhia, Round Up. Andréa Libério, uma líder da Casa, enfurece-se diante da alegação condescendente da indústria de que esse produto vai alimentar os pobres brasileiros, enquanto ela lê que os supermercados britânicos Tesco se recusam vender produtos contaminados por ele. No início, a briga das Donas de Casa parecia a de um peixe de aquário contra Godzilla. Mas os peixinhos estão ganhando.

A Monsanto, em vez de apresentar evidências num tribunal, entregou a defesa da companhia ao juiz em sua casa, à noite. Mas escolheu o juiz errado. Este, aparentemente, lembrava-se de um tempo não muito distante em que o governo militar ia à noite entregar as decisões “certas” aos juízes, ou os levava embora. O juiz Antonio Souza Prudente decidiu que os brasileiros não lutaram pára depor a ditadura militar e vê-a substituída por um comercial. Em seu tribunal, denunciou os visitantes noturnos e proibiu a venda das sementes manipuladas.

A decisão de agosto de 1999 encorajou o diretor da agência ambiental do país a aliar-se aos consumidores e às donas de casa. Não foi uma decisão profissional acertada – o presidente Cardoso o demitiu do cargo. Depois, o governo FHC foi favorável na apelação da Monsanto.

Mas a decisão do juiz parece juridicamente intocável. O Brasil, segundo meus conselheiros da embaixada americana, tem leis ambientais mais rígidas que os Estados Unidos ou a Grã-Bretanha, com multas maiores contra os poluidores. Olhei pela janela do carro para as colunas de fumaça cáustica que dá a partes de São Paulo a aparência do terceiro anel de Hades, “ah… Todo ano o presidente Cardoso decreta uma anistia, assim ninguém paga as multas”.

***

Antes de me reunir com o vice-presidente da Justiça do Estado de São Paulo, meu guia do Departamento de Estado sugere que eu use a nova linguagem criada por consultorias de grupos de interesse. Os cidadãos não são mais cidadãos, e sim “clientes”. O poder do mercado substitui os direitos humanos. “Existe toda uma atitude no Brasil em relação ao público”. Passamos por cima de alguns “clientes” que dormiam sobre as saídas de ventilação do hotel.

O secretário ficou contente ao me ver. Isso lhe deu uma desculpa para escapar de duras negociações com líderes dos Sem-Terra e Sem-Teto que haviam ameaçado montar um acampamento permanente em volta da Secretaria. Eu comentei em inglês: “The roofles meet the rubles” [ Os sem-teto encontram os sem-piedade]. Acho que a tradução foi difícil.

Enquanto garçons serviam xícaras de café, o homem do Departamento de Estado estava ansioso para me mostrar o lado progressista de FHC.. Apontou para a maquete de um grande edifício que ocupava a mesa do secretário. “Acho que é o novo projeto habitacional do governo”.

O secretário sorriu. “Na verdade, é nossa nova prisão. O mais moderno projeto americano. Imagino que seja colocar os “clientes” em ALGUM LUGAR.

***

Notas da entrevista.

Por que aquele homem estava cortando árvores? Para obter lenha para cozinha. Ele não pode comprar gás engarrafado. O preço aumentou 150% em um ano.

E por que? Porque o governo FHC. Eliminou os subsídios e controles do gás engarrafado.

Por que aumentou o preço do gás do país? Para que os que podem pagar prefiram o gás encanado ao engarrafado.

Por que o governo não promoveu o gás encanado? Para tornar a privatização da companhia estatal, Comgás, mais interessante aos investidores estrangeiros.

Por que vender a Comgás? Cardoso precisava de dez bilhões de dólares por mês só para pagar os empréstimos para salvar a moeda.

Quem a comprou? A Shell Oil e a British Gás.

Quando? Em 1997, pouco depois que Tony Blair mandou seu principal assessor em visita ao presidente Cardoso.

***

“Relaxe, é carnaval” , me diz a embaixada. Lá está o presidente Cardoso num pequeno fio-dental verde, ajoelhado na frente de Bill Clinton. Ele cantando a balada de Jobim “Eu serei palhaço…”. De certa forma, os humoristas do desfile são mais verossímeis que a coisa real. Bem, chega. Tenho de vestir minhas plumas. Como diz o Departamento de Estado, “se você não consegue enriquecer, pelo menos pode ficar nu”.

Entendeu por que não se deve votar em um neoliberalista ou você gosta de grande emoções? Se você gostou do texto vai adorar o livro A Melhor democracia que o dinheiro pode comprar de Greg Palast.

Greg Palast é um dos mais importantes jornalistas investigativos Americanos, trabalha para o “The Guardian”, “The Observer”, asssim como a BBC, destaca-se entre os jornalistas, com suas obsessões pelas provas documentadas e seus minucioso métodos de pesquisa. Autor do Livro ” “A melhor democracia que o governo pode comprar”

Foto surrupiada do blog do “Prof Hariovaldo

Texto originalmente publicado no Entropia!

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14 comentários para “A melhor democracia que o dinheiro pode comprar”

  1.   thahy disse:

    o que diriam os revolucionários franceses?… liberdade, igualdade, fraternidade… para quem?
    ,

  2.   Emanuel disse:

    É cansativo ler material de quem não sabe como funciona macro-economia.
    Os estrangeiros tiraram o dinheiro do Brasil em 2002 apenas porque o idiota do PT mantém uma ala radical que fala aos quatro ventos que não vai pagar a dívida, que vai rasgar contratos, estatizar tudo, etc…
    Alias, o dinheiro não é deles e sim de pequenos poupadores do primeiro mundo. O que digam os italianos que perderam suas aposentadorias porque os fundos colocaram dinheiro na Arguentina que deu o calote. Eles são diferentes dos nossos velhinhos?
    Antes de assinar um artigo desses, me responda: Você colocaria seu dinheiro em um lugar louco para tomá-lo?
    Cai na real!

  3.   Gato de Botas disse:

    O Brasil deixou de ser um mero exportador de commodities na era FHC e sua inserção na economia globalizada só pode ser consolidada graças ao desengessamento da máquina estatal. Este jornalista se apropria de um clima de conspiração paranóica que envolve a Monsanto e os homens atrás da cortina da CIA (e outras siglas) para colocar um não-esquerdista em clara posição de submissão aos detentores das grandes riquezas mundiais. Metaforizar a atuação de um presidente com a de uma estagiária praticando a fuga da lula em Clinton não foi apenas um giro de palavras. Foi uma tentativa explicita de inculcar os incautos a metabolizarem essa idéia estapafúrdia de rebaixamento de um líder de uma nação perante o Banco Mundial.

    As empresas estatais nunca foram fonte de lucros. Abre aspas, fonte de lucros para a população. Estas empresas são um grande elefante branco que consome recursos públicos e oferecem serviços aquém da necessidade dos contribuintes. Fora a grande corrupção posta em prática pelos apaniguados do governo, seja neste ou em outros governos, as clausulas trabalhistas dos servidores públicos praticamente garante a leniência com a promiscuidade da falta de resultados nestes setores. Se a árvore do Lula garantiu a inclusão digital, nada teria saído dela senão fosse o esterco, como é visto, da privatização das teles. Ou será que alguém tem saudade de quando uma linha telefônica custava o preço de um Fusca usado e funcionava tão bem quanto?

    Não fosse o jornalista um partidário das idéias esquerdista, hoje seu texto poderia ser colorido com fatos petistas. Mas como é lei na favela, esquerdistas não caguetam esquerdistas. Podem até fazer uma crítica suave, mas nada que comprometa o jeito esquerdista de ser. A visão apresentada dos bastidores da política é tão nojenta quanto o funcionamento de uma fábrica de salsichas, mas de uma maneira geral o que se pesa são os resultados.

    Se vale de compensação aos militantes petistas que reescrevem a história para dar outras interpretações aos fatos – a famosa “Carta ao Povo Brasileiro” pode esclarecer bem melhor o comportamento arisco do mercado em 2002 – o candidato da oposição não se chama FHC. Este candidato se chama Serra e por manter um discurso esquizofrênico renegando as conquistas da era FHC para creditar os bons ventos a Lula, sairá primariamente derrotado nestas eleições. Com ele irá o que resta da verdadeira oposição e caberá a imprensa independente, conhecida pelos patrocinados pelo governo como PiG *, o papel de denunciar as falcatruas governamentais e servir de contra-ponto as ambições totalitárias. Viva a liberdade de expressão!

    * O engraçado é que o inventor da sigla é um típico revanchista: sai da Globo e xinga a Globo, sai do iG e xinga o iG. Quanta merda no ventilador ele não jogará quando o Bispo der um pé no rabo dele, hein? Se Mainardi cobrava moedinhas de sua esposa para dar opiniões, Amorim deve cobrar alguns trocados para esconder as suas. Pagando bem, que mal tem?

  4. É impressionante como a verdade incomoda os amantes do neoliberalismo, os fakes Emanuel e Gato de Botas que o digam. O Jornalista Greg Palast não é um esquerdista ou direitista, se ler o livro completo irá perceber que seu apurado jornalismo investigativo não vê orientação política.

    O discursso neoliberalista é sempre o mesmo, as estatais são elefantes, fontes de depesas com este argumento privatizam nossos Bancos, o que qualquer economista sabe que não deve ser feito, privatizam a preço de banana empresas lucrativas como a Vale do Rio doce dentre outras. É sabido que o Governado José Serra compatuou na maracutaia que fez com que o Banespa fosse privatizado, mesmo que lucrativo, tudo não passou de uma jogada contabil para parecer o contrario.

    A visão neoliberalista é tão curta e focada no capital que entendem de forma miope que o critério de avaliação de empresas públicas se dá pela lucratividade, e esquecem totalmente o fator estratégico, a Patrobras por exemplo, a Vale mesmo, todas elas que lidam com a extração de bens não renovaveis são estratégicas, não interessa para a nação extrair e vender estes bens de imediato, e sim, usa-los conforme a necessidade do pais.

    O caso das teles, o comentarista fala da privatização como uma grande benese à sociedade, mas esquece que esta conta estamos pagando, e equivale a 400% de media tarifaria mundial, colocando nosso custo de telecomunicações dentre os mais caros do mundo.

    Por fim,o Fake, como é tipico nos partulheiros ideologicos do neoliberalismo, não se identifica, são militantes sem cara e sem coragem, gostariamos de lembrar que ninguem menos que os queridos tucanalhas é que manipulam a história, eles tem a cumplicidade dos grande meios, o PIG, que pautam o que futuramente será a história, mesmo que seja uma grande mentira. E se o amigo tivesse se dado ao luxo de ler o verbete que trata do PIG teria visto que o inventor da expressão não é quem você fala.

  5.   Sérgio Amadeu disse:

    Parabéns pelo artigo.
    É preciso esclarecer que o PSDB foi um arranjo organizado por um grupo de intelectuais conservadores para modernizar as elites brasileiras. Tentaram até atrair o antigo PFL e conseguiram crescer a sombra de pessoas como ACM. Tornaram-se orgânicos de alguns segmentos econômcos, até que foram incapazes de enfrentar a diversidade de problemas que atingiam o Brasil no final do século XX.
    Lula deu um show de orientação macroeconômica. Só não vê quem não quer ou não pode. No calor das eleições, é óbvio que tucanos treinados no preconceito e na Casa Grande não conseguem ver que o seu mundo mudou. Acabou a terra dos senhores e dos escravos.
    Abraços!

  6.   Dinarci Lima disse:

    Pessoalmente achei o artigo muito forçado, muitas explicações “montadas” para alicerçar uma esquerda completamente desestruturada pelo bixo papão dos interesses próprios!
    Deixem de ser cínicos!!!
    A maior marionete que estas terras conceberam é vosso líder-guru-quase xamã LULA!!!

  7. Dinarci, o texto é de Greg Palast, e leu sobre ele no final:
    Greg Palast é um dos mais importantes jornalistas investigativos Americanos, trabalha para o “The Guardian”, “The Observer”, asssim como a BBC, destaca-se entre os jornalistas, com suas obsessões pelas provas documentadas e seus minucioso métodos de pesquisa. Autor do Livro ” “A melhor democracia que o governo pode comprar”

    Se acha forçado então prove o contrario.

  8.   Jonas disse:

    Que pobreza de argumentação. Parece que é um desespero de causa ao ver que a marionete do “grande guia” corre o risco de ser derrotada nas eleições. Mas não se incomode, torço para que ella vença porque o país está quebrado e só não vê bolsistas e pseudo-jornalistas comprados a peso de ouro com dinheiro público! FHC foi realmente lastimável como presidente, achei eu que era o fundo do poço, mas veio Lulla, o maior picareta que o país já conheceu, como sindicalista pelego que sempre foi, nunca achei que poderia fazer alguma coisa de bom…acertei! Entregou bens públicos a assassinos africanos, traficantes bolivianos, bufões venezuelanos, falsos “heróis” e principalmente a seus amigos banqueiros que tanto respeita (afinal, uma campanha política suja só pode ser feita com ajuda do dinheiro sujo de extorções patrocinadas pelos “malditos capitalistas banqueiros” e seus juros “amigos”) e obedece. Cheguei a conclusão que é perda de tempo tentar explicar o óbvio a alguém que vê em Lulla e no PT algo aproveitável. E vc, caro “brogueru”, não passa de mais 1 papagaio de pirata de Luis Nassif e do patético e demente Amorim, dois “exemplares do melhor do jornalismo bananeiro”. Vá à escola. Viaje. Vá ver o mundo e não fique citando bobagens escritas pela imprensa “capitalista do dinheiro dos outros”. Para esses jornais da esquerda européia, quanto mais os “hintelequituais” da América Latrina apoiarem seus ditadores, melhor para eles. A destruição do país via governos populistas e bolivarianos é o caminho para eliminar qualquer possibilidade que o Brasil e outros países “em desenvolvimento” se tornem desenvolvidos. Nisso, seu amigo Lulla tem trabalhado com afinco. E pode contar com patetas (ou vigaristas) como você e tantos outros “hintelequituais” que odeiam a PIG, seja lá o que isso quer dizer…

  9. Jonas, não sei se você percebeu mas o texto é uma resenha, e tanto você como os demais Tucanalhas que comentaram aqui continua a fazer ataques de pelanca sem apresentar nenhuma prova ou contra argumentação que o valha. E não se guie pelo seu lider jornalistico Merdeval, pois o que ele fala não se deve ler, muito menos escrever. Eu não recebo um centavo de dinheiro publico para escrever, escrevo por um ideal. Alias eu e os outros 299 autores deste blog.

    Entendo que vocês neoliberalistas não conseguem entender como as pessoas podem escrever tanto sem remuneração, então aprenda a entender a cultura livre e encontrara pistas para a nossa motivação, as principais são Liberdade, democracia e bem social.

    Por fim, cadê os contra argumentos ao texto? Ainda não vi nenhuma resposta coerente, apenas ataques desesperados.

  10.   Fake, Luís disse:

    Bom, a melhor democracia que o dinheiro pode comprar, desde que os meninos da Erenice peguem um bom percentual, não tem preço.

  11.   Gato de Botas disse:

    O artigo pode ser uma mentira ou uma verdade ou uma meia-verdade. Quem sabe? Dos bastidores só sabemos aquilo que vaza e ficamos com a versão dos fatos de quem nos conta. Mostrar as credenciais do jornalista como prova de autenticidade é balela. Aqui somos tão céticos com nossos jornalistas investigativos que não vejo porque não se indagar sobre a versão de um profissional estrangeiro. Seria um dos sintomas da famosa síndrome de vira-lata?

    Foi interessante o articulista ter citado a Vale em seu comentário resposta. Até as crianças nas escolas eram convidadas pelos camaradas petistas para fazerem coro contra sua privatização em protestos pelas ruas. Hoje ela é a segunda maior mineradora do mundo, ganhou em eficiência e ao contrário do que se esperava da ideologia petista, ela não foi reestatizada. Venceu o bom senso!

    Sobre as teles, a contra argumentação do articulista não citou o fato de que o maior custo em ligação no Brasil é a feita por celulares. É totalmente relevante este fato, visto que o Brasil é um dos maiores consumidores de aparelhos móveis do mundo é o nosso, assim como é o que mais paga por ligações deste tipo. Esta discrepância é de ordem economica e social, visto que as pessoas trocam de celulares assim como trocam de roupa e a maioria (a classe C sub-emergente) se valem de cartões pré-pagos para não assumirem um compromisso financeiro com as operadoras. O resultado é que aqueles que precisam realmente de celulares pagam mais por isso, mas com a recente utilização em massa dos chips o cenário está mudando. Ou não, já que o bloqueio da portabilidade dos celulares foi intensamente contestada nestes trópicos com o patrocínio de empresas sabiamente lobistas e com histórico questionável. Oi?

    Outro pormenor que devo ressaltar é que o termo PiG, se não foi inventado por PHA, posso ter convicção plena que graças ao uso intensivo em seu blog “Conversa Afiada” a pseudo-sigla ganhou projeção entre os intelectualóides de esquerda deste país. O estranho é o fato que quando a Folha ou o Estado falam algo contra os tucanos, ele publica numa boa. Quando é contra os petistas, lá vem empulhação! Ao contrário da linha editorial do blog dele, estes veículos e outros que ele classificam com Partido da Imprensa Golpista, dão espaço para a informação sobre os feitos e mal-feitos tanto de tucanos, petistas ou seja que partido for. Você já viu Amorim tecer alguma crítica sobre Lula? Sobre a Dilma? Sobre o Dirceu? Talvez quando o patrocínio acabar a gente veja alguma crítica de Amorim sobre eles.

  12.   Danilo disse:

    Engraçado como os neoliberais entram solando quando alguém com uma visão neutra vem falar algo de verdade sobre a “democracia do real”. Ainda mais quando vem de um cidadão americano, não é?

  13.   Kallew disse:

    Achei interessantísimo o texto de Greg Palast e acredito que essa possa ser uma ser uma explicação plausível. Na realidade faz muito sentido. Na verdade não tenho nenhuma atuação política e pouca informação a me servir para poder discutir a veracidade dos fatos, e argumentar a favor ou contra de algum lado. Mas uma coisa posso afirmar que vejo: a grande imprensa é realmente muito tendenciosa e a informação parece cozida e preparada como um banquete. Só que por outro lado os que denunciam isso fazem o mesmo. Nesses últimos dias, tenho buscado informações pra saber em quem votar. Busquei programas de governo, propostas e história política e encontrei com mt mais facilidade ataques e mais informações tendenciosas. Poucos foram os candidatos e partidos que me pareceram realmente sérios e dedicados. Só vejo rostos sorridentes, frases de efeito e pessoas que claramente estão querendo é encher os bolsos, como o tiririca disse em campanha (talvez por isso ele esteja na frente, pelo menos ele é sincero). Agora os candidatos que prezam por uma campanha realmente limpa (e isso inclui limpeza da cidade, principalmente a visual) encontrei poucos, mas esses me disseram muito mais do que todos esses outdoors subdesenvolvidos que se ploriferam pelo país nessa época. De um lado, o serra é acusado de vários fracassos na prefeitura de são paulo, e ainda me vem com uma campanha oferecendo 600 reais de salário mínimo quem nem o silvio santos oferece dinheiro no topa tudo por dinheiro. De outro vem a Dilma com uma propaganda que só aparece o lula, uma musiquinha bonita, e o nome dela minúsculo no final. Se é pra ser assim por que que num liberam logo essa reeleição por 20 mandatos?? Por mais polemico que possa ser, pra mim mesmo com todas essas divergências de idéias e ataques, são farinha do mesmo saco. Primeiro que se não fossem um dos dois optaria pela imparcialidade nos artigos e pelo pavor ao ataque direto. Segundo que dizem que vão melhorar ainda mais e isso desde o FHC, só que melhorar mais o q? Eu ainda ando com medo nas ruas, tanto de bandido quanto de polícia, ouço sobre casos de corrupção o tempo todo, trabalho num colégio do lado de uma comunidade carente do Rio. Vejo a realidade desses alunos, muitos sem futuro. Faltam professores, funcionários, infraestrutura. Mas tudo bem, porque tem algumas políticas públicas que mais me parecem migalhas e esmolas. Então como vou acreditar totalmente em pessoas que acusama imprensa de cometerem a mesma falta que cometem. Não vejo aqui apoio aos partidos de esquerda e sim ao PT. Por isso é que nessa guerra eu não luto, mas se lutasse seria em um terceiro lado.

  14.   Leninini disse:

    “a extração de bens não renovaveis são estratégicas, não interessa para a nação extrair e vender estes bens de imediato, e sim, usa-los conforme a necessidade do pais.”

    Vender ? A Vale e a Petrobrás foram DOADAS! hehe. DOADAS. :)

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