De repente
E se, de repente, você perecebesse que o verão apenas começou, que os morangos não estão mais verdes e que realmente as plantações são eternas?
E se, de repente, o mundo para o qual você olhava com segurança mudou, desapareceu, trocou?
E se, de repente, estivéssemos vivendo uma revolução, a verdadeira revolução, aquela revolução que todos nós sempre esperamos?
E se, de repente, esta revolução deixasse de ser apenas uma utopia para se tornar real?
E se, de repente, os questionamentos se tornassem mais constantes, como um grito de um trompete em uma música de jazz?
…, reuníssemos todos os interessados em um mesmo assunto para lutar por um ideal?
…, o poder estivesse na mão de todos, e simples ações como tomar um sorvete ganhassem significações políticas?
…, em vez de pensarmos apenas nas mudanças, vivêssemos como se estivéssemos em um musical?
…, nossas vidas fossem narradas por nós mesmos para um infinidade de pessoas?
…, notássemos que somos apenas coadjuvantes em um mundo televisionado?
…, exibíssemos as barreiras que há entre todos nós, mas que fingimos não existir?
…, usássemos o que passou como a matéria-prima para o que virá?
…, a antropofagia cultural tão comum a nós fosse considerada o futuro?
E se, de repente, a segurança fosse trocada por uma pós-modernidade fluída, em que a regra é a não-forma?
E se, de repente, os lugares perdessem o status de lugares por causa de uma supermodernidade?
E se, de repente, as palavras dessem lugar ao silêncio?


Fantástico! Que linkagem…!
Opa! Valeu, Sérgio! Que bom que você gostou!
Parabéns, Thiago, fez meu domingo mais feliz!
Parabéns você, Paula, pela foto dos protestos! Aquela imagem é linda!
Resumindo em uma palavra: Maravilha!