Agregando blogueiros, extinguindo a mídia
Como diz o colega Pedro Biondi, blog…
…
É a mídia que prescinde da mídia e a extingue
E isso vai para as manchetes
…
Em março de 2002 me chamou a atenção o anúncio da aposta de 1 milhão de dólares que Dave Winer (Scripting News), um dos criadores do RSS e à época CEO da Userland.com fez com Martin Nisenholtz, CEO do NYTimes Digital. O desafio seria decidido 5 anos depois, em 2007, tendo como critério cinco temas a serem pesquisados no Google – se um blog figurasse na frente do NYTimes.com na lista de resultados em três ou mais buscas, Winer venceria. Em caso contrário, ou na hipótese das empresas de mídia se apropriarem do formato blog para publicar seu próprio conteúdo, e um blog no NYTimes figurar no topo das pesquisas em 2007, Nisenholtz seria o vencedor.
Neste ano lancei meu blog, o Ecologia Digital.
Em 2007 Dave Winer venceu a aposta, mas não como ele havia imaginado. Cinco anos depois, quem de fato apareceu melhor rankeado em 4 dos 5 temas pesquisados foi a Wikipedia, que em 2002 tinha apenas 1 ano de idade. Ou seja, um coletivo de ‘amadores’ anônimos organizando a informação construída através da participação aberta em ferramentas de colaboração online são, segundo o Google, a mais confiável fonte de informação sobre as principais manchetes jornalísticas de 2007.
Em 2009, redes sociais e twitter dão o tom da conversa online, personalizando cada vez mais os fluxos de contextos e significados, e tornando visíveis e rastreáveis reflexões e conversas.
No que vai dar esta reunião de 300 blogueiros em 2009? Vale apostar.
Sobre estas nossas ferramentas de expressão, Pedro diz:
…
É baú
É boca
É um par de asas
É o falo da expressão
É a vulva do conhecimento livre
É parte inextricável do corpo ampliado na era cibernética
…


Winer só poderia vencer, olha o nome dele! : )
Nossa, espero que Winer tenha doado a grana da aposta para alguma rede social ou para desenvolver tecnologias de democratização da informação…
Q legal ver vc aqui, zé!
Oi Deb.
O Dave Winer doou o 1 milhão para o consórcio W3C. Ele, como ativista por uma política saudável no estabelecimento de padrões para a rede, até que foi coerente c não acha?
Mas há controvérsias sobre a decisão que deu vitória ao Winer. Soube-se depois que o Google estava por trás da aposta, e de uma certa forma, o contexto proposto sacramenta o page-rank da Gigante colorida como instância de verificação da relevância das fontes de informação na rede. Perigoso, né?
O causo é interessante, a meu ver, para ilustrar a rapidez como estes modelos de interatividade e colaboração na rede estão evoluindo, e como por trás de tudo isso o que importa mesmo são as pessoas.
Tamos aí, em mais uma agregação. Salve os trezentos… Bjs.