Trezentos

O início de uma multidão

outros mares

No início da manhã da quarta (15/04/09) moradores de São Francisco do Conde perceberam o vazamento de ‘um óleo incolor‘ na Refinaria Landulpho Alves, da Petrobras. Segundo o email que recebi hoje na Lista do Ecologia Urbana, 2,5 mil litros estão espalhados no mar, cerca de um quilômetro e meio mar adentro, atingindo a Baía de Todos-os-Santos.


Os marisqueiros perderam suas redes, seus utensílios de trabalho, os barcos estão bem sujos, e existem muitos peixes mortos no local. Os caiçaras dizem que desde que a Refinaria foi instalada muita coisa foi destruída. Entretanto, em contrapartida, nunca ofereceram possibilidades de renda para eles.(…) Enquanto isso, a Petrobras, disse que uma falha no bombeamento causou o vazamento.

Para tentar minimizar o dano imenso, foram mobilizadas dez embarcações, um helicóptero e cerca de 100 homens. A Petrobras não tem previsão de quando será concluída a retirada da substância, pois o trabalho depende da maré.

Funcionários da refinaria alertaram para o risco de incêndio nas unidades da fábrica enquanto o vazamento não fosse contido -  a Petrobras negou que houvesse esse perigo. Talvez, a Petrobras esteja preocupada com isso…e não com as pessoas.


Fora do mundo de cifras milionárias: as pessoas que precisam assistência. Vidas que se sustentam da pesca artesanal, e que tiveram perdas enormes. Tanto pela morte dos mariscos, como por um estigma-eterno de “que estão contaminado”. Os pescadores pediram reparo de danos: para cada família R$5 mil, três mil cestas básicas para os moradores da região, restauração de 150 embarcações danificadas pelo óleo e 100 mil metros quadrados de novas redes para substituir as atingidas pelo vazamento. A Petrobras, ainda, não se manifestou.

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