Bibliotecários
Trecho de uma conversa entre Charlie Stross, escritor vencedor do prêmio Hugo de ficção científica, e Paul Krugman, prêmio Nobel de economia e colunista do New York Times, na Convenção Mundial de Ficção Científica, em Montreal, no último dia 6 de agosto:
PK: Ainda não descobrimos a economia da disseminação fácil de informação. Embora a Internet seja um chapéu velho, ainda não vimos a economia do seu funcionamento. […]
[…]
CS: Ah sim. Por outro lado, com bens físicos, você precisará de massa e energia para montá-los. Enquanto para a propriedade intelectual, não é preciso tanta elaboração. Há muita gente se afligindo sobre pirataria e cópia de coisas na Internet, editores que estão muito, muito preocupados com toda a idéia de pirataria de ebooks. Gosto de ganhar um pouco de perspectiva sobre isso lembrando que antes da Internet surgir, tínhamos um termo muito especial para a pessoa que compra uma única cópia de um livro e daí permite que todos os seus amigos o leiam de graça. Nós os chamávamos de bibliotecários.
Via Hermê.


Eram os compartilhadores do mundo off-line, os precursores da cultura livre! =)
Paulo, eram e são quem facilita o compartilhamento de conhecimento, idéias, informação a baixo custo através do empréstimo de livros em um ambiente físico, a Biblioteca. Mas vamos trazer para hoje (Internet). As redes p2p compartilham informação, e-books, cultura (filmes, música) etc… Logo o que temos? Uma rede de pessoas que compartilha seus recursos, arquivos, documentos (economia da abundância), que funciona de forma parecida como a biblioteca offline, só que ligadas em rede (nós) oferecendo algo parecido com o empréstimo, o download. Então temos uma #BibliotecaP2P
Concordo.
Gosto particularmente da descrição do Yochai Benkler:
Sugiro grifar, no post, o trecho “antes de a Internet surgir, tínhamos um termo muito especial para a pessoa que compra uma única cópia de um livro e daí permite que todos os seus amigos o leiam de graça. Nós os chamávamos de bibliotecários”.
E depois, pode apagar esse comentário.
Sugestão acolhida, Paulo
Interessante. Estou pensando aqui com meus botoes que se o conceito de biblioteca surgisse hoje, ia ter gente tentando proibi-lo. Que triste.
É verdade, Barbara. Pela mentalidade corporativa sobre “direitos” que tentam nos impingir, bibliotecas seriam proibidas por tratados internacionais.
Falando nisso, se a biblioteca tradicional empresta livros ou nós trocamos livros com outras pessoas e isso não é crime, porque seria crime compartilhar livros e músicas via rede? #bibliotecap2p
caramba,
Bingo, menina barbara! Peço licença para usar essa sua frase (já imaginando que vc, é claro, concederá).
GENIAL!
Acrescento que houve uma época – uma tal de idade média – na qual pessoas muito ruins quiseram mesmo proibir o acesso de todos aos livros.
Infelizemente hoje o que mais temos visto é a biblioteca ser usada como um acessório.
Por exemplo: Quantas vezes vocês já viram diversas pessoas até o nosso querido Presidente Lula dar entrevistas tendo como fundo uma biblioteca, bonito né?
Nas Universidades não é diferente, tem alunos que se formam em 4,5 anos e vão a biblioteca no máximo 2 vezes (e por obrigação).
O (des)caso do Estado para com as bibliotecas é reflexo da sociedade “virtual” e inculta que vivemos. As pessoas vivem em um videoclipe. (desculpe se vomitei no teu colo)
Vamos aos fatos, acreditam que a Argentina lê mais livros do que a nossa nação? Porque será? Deve ser o tamanho! Da ignorância.