O “valor” da cultura no Brasil: Livros, espera eterna e preços abusivos
O artigo abaixo tem por objetivo servir não só de desabafo e demonstrar uma certa revolta com nossa maravilhosa indústria cultural (sic), mas também denunciar a falta de respeito com o consumidor no que concerne os prazos absurdos para a tradução de um livro, a demora em lançar títulos estrangeiros, e, acima de tudo, os preços abusivos praticados que impossibilitam a compra de um livro por boa – senão a franca maioria – da população brasileira.
Há algumas horas recebi um e-mail da Editora Record me informando da possibilidade de encomendar o mais novo livro de um dos meus autores favoritos, Robin Cook – “Estado Crítico”.
Nada fora do normal – até pensei “excelente, eu queria mesmo ler este livro há eras!” -, se não fosse um simples fato: O livro já havia sido lançado há mais de 2 anos nos EUA e o anterior – “Crisis”, de 2006 – sequer foi lançado no Brasil, mais de 3 anos depois do lançamento lá fora.
Qual foi a decisão editorial da Record? Não faço idéia, mas é estúpido e um desrespeito com o consumidor. Eu, por exemplo, compro todos os livros do autor e realmente acho um desrespeito a idéia de “pular” uma lançamento. Nem quero imaginar quando chegará ao Brasil seu último livro lançado este mês nos States, “Intervention”: chuto 2015!
Já é costume a demora absurda no lançamento de livros estrangeiros no país, não surpreende que um livro de outro autor muito interessante, Edward Rutherfurd, esteja demorando já quase 4 anos para ser lançado (detalhe, é a segunda parte de uma saga, sobre Dublin, na Irlanda, ou seja, é de se esperar uma certa continuidade e não o esquecimento).
Não vejo como o problema possa ser reduzido à dificuldades na tradução, falta de tempo ou coisa do tipo. Não é uma desculpa aceitável, afinal, se uma equipe de leigos, de fãs, consegue em menos de um mês traduzir um calhamaço como os livros do Harry Potter, alguém me explica porque uma tradutora ou um tradutor profissional leva 6 meses ou mais?
Se fãs que tem um inglês “ok” traduzem um livro em um mês ou menos, como se explica que tradutores profissionais levem meses e, no caso dos livros do Robin Cook, Edward Rutherfurd e outros, até 2 anos – se tomarmos a tradução como maior empecilho ao lançamento!?
Mas o que realmente me surpreendeu foi a disparidade absurda de preços entre a edição nacional e a edição americana, no caso do livro do Robin Cook, mas o exemplo serve para quase todas as publicações nacionais.
Que cultura neste país seja cara é uma coisa, mas pagar quase o dobro por um produto nacional é simplesmente ridículo.
Comparem o preço da edição brasileira (42,90) com a americana (25,90), estamos falando de quase 20 reais de diferença! É mais barato importar um livro, pela mesma Livraria Saraiva, que comprar a edição nacional, que está na loja aqui do lado de casa – Frete incluso!!!
Caso eu não queira esperar algumas 4-6 semanas pelo livro posso comodamente ir até o site da Amazon e em até 15 dias receber o livro, pagando em dólar, mas, ainda assim, o livro sai mais barato que seu irmão nacional! Lá fora, na Amazon, o livro custa $9,99 e mesmo com o custo de envio, que sequer chega aos $5 dólares, ainda sai mais em conta comprar direto dos EUA. E eu poderia ter lido o livro há 2 anos!
Podem até falar que os impostos no país são altos demais – não estarão mentindo, são abusivos – mas é considerar o consumidor um imbecil afirmar que este valor é o mínimo que podem praticar para ter um lucro decente.
Basta esperar alguns meses e notamos que o valor dos livros costuma baixar consideravelmente; Ou, ainda, basta aos consumidores esperar pelas promoções das grandes livrarias e comprar livros com descontos que chegam aos 60, 70%. Oras, se em épocas de promoção as livrarias e editoras conseguem praticamente se livrar de livros que outrora custavam 40, 50 reais ou até mais, então porque vendem à preços tão abusivos para começo de conversa?
Está claro que não só as livrarias como as editores querem ganhar o máximo que puderem e, para o consumidor, sobra o prejuízo. Isso quando alguém resolve realmente comprar o livro!
Não é a toa que os críticos do Vale-Cultura proposto pelo governo federal – dentre os sérios e decentes, claro – tenham notado que, com 50 reais de “ajuda” seria quase impossível comprar mais que um livro, por exemplo.
Uma ajuda de 50 reais tornaria impossível sequer a compra de um livro e uma ida ao cinema no mesmo mês, por exemplo. Não que 50 reais seja pouco, na verdade o preço de um livro é que é simplesmente abusivo no país. Porque será que nos EUA, por exemplo, o valor de capa é absurdamente mais baixo do que aqui? E isto vale mesmo para livros de autores nacionais – são caros no geral -, não cabe desculpa de ter que pagar tradutor e etc.
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Para uma excelente e irretocável análise sobre o Vale Cultura vale visitar o blog Cinema & Outras artes.
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As editoras reclamam de crise, de que vendem pouco, em parte podemos realmente afirmar que o brasileiro não tem o costume de ler mas, até que ponto este é o problema? Será que o preço atual dos livros não impede que boa parte da população tenha acesso à leitura? Enfim, é o brasileiro que não gosta de ler ou ele não pode ler?
Será que o problema é a falta crônica de leitura do brasileiro ou o preço impagável para a maior parte da população?
Canso de ver pessoas mais humildes no metrô que pego diariamente para o trabalho e do trabalho para casa com livros nas mãos, a franca maioria com etiquetas de bibliotecas. E não falo de auto-ajuda ou inutilidades engana-trouxa do tipo. Será que não comprariam caso o preço de um livro fosse decente? Acessível?
Não é crível que uma livraria ou uma editora tenham prejuízo na venda de um produto, se o fizessem iriam à falência, logo, se uma livraria pode vender um livro por 30% do seu preço de capa normal passados alguns meses do lançamento de um livro, então seus lucros são simplesmente abusivos, e em cima de nós, consumidores.
Me lembro agora da excelente Feira do Livro da USP onde as editoras vendem seus livros com 50% de desconto pelo menos. E ainda assim, obviamente, tem lucro.
É uma questão simples de matemática e capitalismo, se as editoras cobram na Feira 50% do valor normal por um livro – por valor “normal” levemos em consideração o preço praticado pelas livrarias – então as livrarias garantem, pelo menos, 50% de lucro sobre o valor que compram das editoras!
E isso se acreditarmos que uma livraria compre um livro pelo valor que compramos na Feira, o que não é verdade, sem dúvida compram bem mais barato dada a quantidade que devem pedir a cada lançamento.
O lucro de uma livraria é, enfim, de pelo menos, por baixo, 50%!
Aliás, segundo este artigo aqui, o lucro das livrarias chega aos 100% quando os livros são vendidos naquela “bonita livraria, com café e internet, música ambiente e tudo o mais”. Leitura recomendada.
Resumo da ópera: livro no Brasil é caro porque as livrarias apelam nos preços, e temos o nosso próprio paperback, que chamamos de capa-mole, que é muito melhor, em termos de qualidade, do que o paperback norte-americano.
E não podemos nos esquecer ainda que uma Editora lança uma tiragem gigantesca sabendo que boa parte vai encalhar, mas pouco importa, ela já tirou seu lucro. A livraria faz o mesmo, compra uma quantidade imensa (ou recebe em consignação), encalha mas já vendeu os demais por um preço altíssimo.
Até quando nós, trouxas, ops, consumidores, iremos pagar um valor abusivo para ter acesso à cultura? Já não basta a ameaça à meia-entrada em cinemas, os valores risíveis para shows internacionais e o preço caríssimo nas sessões de cinema?
Cultura, no Brasil, é algo inalcançável para grande parte da população e não vai ser com “Vales” – por mais louvável que seja a iniciativa – que a coisa vai melhorar, senão com uma política de proibir/limitar lucros exorbitantes e abusos contra o consumidor.


Raphael, sua indignação é pertinente. Já trabalhei numa grande rede de livrarias do país e pasmem, já vi lucro de até 400%!!!!!! Achei aquilo um absurdo!!!! E livro não sofre a mesma tributação que a maioria dos produtos. Tenho dúvidas que esse país um dia vá pra frente…
Também concordo com a indignação do Raphael. As editoras no Brasil têm a cultura de buscar ganhar bastante por unidade de livro vendido; são poucos os que arriscam fazer projetos mais baratos, que permitam preços de capa menores (e logo almejem mais vendas).
Mas faria uma correção: o usual é que a livraria ganhe 50% do preço de capa (grandes redes e livros sui-generis têm regras diferentes, mas no geral é isso). Assim, na Feira da USP as editoras vendem aproximadamente pelo mesmo preço que recebem das livrarias. Quando o blog que você mencionou diz que o lucro da livraria é de 100%, o que a autora quis dizer, se entendi bem, é que a livraria “compra” por R$25 e vende por R$50 (que é o preço de capa). Ou seja, o lucro da livraria seria 100% sobre o valor pago à editora (mas continua sendo de 50% do preço de capa).
E com relação à demora de 6 meses para publicar um Harry Potter, acho que não vale a comparação com a tradução por fãs. A tradução da editora é feita (supõe-se…) por uma única tradutora, o que garante coerência de vocabulário e — principalmente — de estilo. Não dá pra conseguir isso traduzindo em grupo. Além disso, no caso de boas editoras, a tradução publicada passa ainda por uma preparação e pelo menos uma revisão. Isso faz com que o livro da editora tenda a ser de maior qualidade. Salvo casos muito especiais, eu não trocaria uma tradução de um bom tradutor profissional por uma tradução de fã.
Miguel: A questão do lucro das livraris é ponto a se discutir, não temos como saber, só conjecturar. Mas o que você diz tem algum sentido!=)
Quanto à tradução, não justifica tanto tempo. E, pelo menos no caso do Harry Potter, eu preferi a tradução dos fãs até que a tradução “oficial”. em alguns casos é até mais precisa no que a autora tenta dizer.
Mas claro, são exceções.
Mas, ainda assim, o tempo que leva para chegar aqui alguns lanamentos é injustificável, seja por decisão editorial, demora na tradução ou o que for.
Eu até hoje não consegui entender como um livro de bolso escrito em francês vendido no Brasil (importado) pode custar a mesma quantia ou até menos que o mesmo livro em português (também de bolso)…
Ainda bem que vc citou contemporâneos, porque eu nem imaginava quando ia encontrar uma tradução descente de “Call of Cthulhu”, publicado por Lovecraft só há uns 80 anos… Saiu uma (que nem de longe inclui a obra no contexto original em que foi publicada, mas no meio duma seleção(sic) dos melhores contos) ESSE ANO! Dentre outros classicos esquecidos por ai…
Tenho de admitir que esses “livros de bolso” da companhia das letras são um alivio considerável ao meu bolso com algumas otimas traduções (cof cof… insustentavel leveza do ser… cof… orientalismo… cof… Nietzsche… etc) mas ainda assim ta longe de ser uma perspectiva muito luminosa… (cito especificamente esta editora porque tem uns pocket books por ai que minha avó traduziria melhor… aff)
anyway… ta um otimo texto pruma… bom, vc sabe o que acho q vc eh hahahahaha
abs ae rafa
Doo, meu querido, só pelo comment eu não te mando pra onde vc merece por furar esse fds nas saídas!=)
MAs é bem por aí, as decisões editoriais são incompreensíveis. São lamentáveis. Pode observar que rapidamente um lucro de auto-ajuda é editado e traduzido em dois tempos, já um livro sério demora eras ou sequer é lembrado. Que o dia os clássicos! Estes só comprando em Portugal ou no original.
O que se vê são decisões que só visam lucro, fora as pequenas editoras que editam algumas raridades vez ou outra – estas sim pagam caro e tem altos custos de produção -, somos reféns de meia dúzia de grupos editoriais (com a chegada da Planeta, que comprou uma quantidade considerável de concorrentes, a coisa tende a piorar) que querem lucrar o mais alto que podem sem se preocupar em respeitar o consumidor final.
Aliás, o caso da Planeta é algo a parte, se por um lado condensou o mercado, por outro eles vem lançando bons títulos espanhóis de romance. É esperar para ver até onde essa boa vontade vai.
Miguel,
Vc tem razão: a minha comparação está relacionada ao lucro da livraria sobre o valor pago à editora.
Tsavvko,
outra questão que me fica em mente é o fato de termos tantos subsídios aos livros no Brasil e, ainda assim, eles serem caros.
Por exemplo, nossos “paperbacks” (os capa-mole) são mais “bonitos” do que os norte americanos pelo fato do papel ser subsidiado; os livros não pagam imposto; como, então, ainda assim, eles tem valores tão exorbitantes?
Acho que os pockets são um paleativo, mas eles ainda não costumam apresentar lançamentos. Nesses formatos costumam ser editados best sellers, clássicos e livros que tem bastante demanda, mas não uma literatura de “lançamento”.
Fico curiosa também em saber se existe no Brasil a história das bibliotecas participarem nesse processo de “barateamento”, consumindo grande parte da primeira tiragem e, assim, acelerando a segunda tiragem que, segundo o raciocínio financeiro, deveria ser uma tiragem mais econômica e, portanto, mais barata. (que é o que acontece nos EUA, por exemplo).
De qualquer maneira, é complicado apontar os culpados: as editoras culpam as livrarias, os livreiros culpam as editoras, e assim a culpa não recai sobre ninguém e acaba no bolso do leitor, quando ele paga um valor alto demais por uma obra que, em alguns casos, é mais barata de comprar no exterior. A única coisa que ainda “mata” é o frete.
Tenho as mesmas curiosidades que você, Jacqueline mas, para ser sincero, eu não acredito na “bondade” das editoras e nem no papo de que lançar segundas edições mais baratas. Tem livros que vejo caríssimos por anos a fio, vem edição e vai edição. Se a segunda deveria ser mais barato então alguma coisa não está funcionando.
Em alguns casos, mesmo com o frete sai mais em conta. Canso de ser forçado a ler em inglês ou espanhol porque a edição nacional é um absurdo. Fora os lançamentos pulados, esquecidos, traduções tenebrosas…
Falta o principal, respeito com o consumidor. Esse jogo de empurrar com a barriga sempre sobra pro elo mais fraco, nós.
Jacqueline,
Minha formação é como biblioteconomista e posso te dizer que, houvesse interesse por parte das editoras para com as bibliotecas, não teríamos neste País medidas extremadas de fechar bibliotecas por falta de leitores.
Ora, duas das cinco prerrogativas da biblioteconomia moderna é dar ao leitor o livro que se quer e ter livros que possam ser dados ao leitor; sem livros, como a biblioteca pode fazer essa sinergia? A política das editoras para bibliotecas, entretanto, não permite que estas possam investir para a compra de volumes, já que os preços mais “baixos” e as “facilidades” de pagamento não efetivamente vantajosas para essas.
Olha Raphael, é complicado mesmo…
Eu sei que o autor recebe uma parte muito ínfima do valor do livro, e uma de minhas professoras pediu para sempre comprarmos os originais…
Mas como sempre amei ler, mas não sou podre de rica nem nada, costumo apelar para baixar os livros online e ler no pc mesmo… se não fosse isso, nunca teira lido Shakespeare, Kafka, entre outros que acho que deveriam ser leitura obrigatória para qualquer pessoa que, han, exista no nosso mundo, heheh….Nem literaturas mais pipocas, como Anne Rice, que adoro, e que não se encontra toda a coleção em português…
Para literatura ainda tudo bem…Mas e agora que eu estou cursando psicologia? Cada professor indica assim uns 10 livros….sendo desses 2 ou 3 obrigatórios….
E a professora ainda pede para comprarmos os originais, para prestigiarmos o autor que já recebe tão pouco…
Tem base? Não né….
E cada livro custa no mínimo R$160,00 , que não achei nenhum mais barato que isso…E vai até R$300,00
Se, para fazer uma média, cada professor indicar 5 livros (eu tenho 6 matérias):
vou gastar no mínimo R$960,00
e no máximo R$1800,00
Acho um absurdo! E parece que como eles sabem que professores usam esse material em sala, e com a compra obrigatória, eles colocam preços completamente fora da realidade!
E graças a Deus que eu não decidí fazer medicina hein!!?? Que os livros de medicina também são absurdamente caros…acho que tem um que chega a custar R$500,00…só não vou saber te dizer qual…
Isso pq já pago R$740,00 de mensalidade + uma ajuda de custo que dou pra minha mãe no combustível, de R$40,00 por semana para ela me levar para trabalhar, que é longe, e a noite me buscar na faculdade.
E eu só estou no 2º semestre, hein? Depois a mensalidade vai aumentando…
R$50,00 pode não ser pouco dinheiro, mas para alguém que realmente precisasse de livros como esses para estudar, não faz nem cosquinha…
Só dá para comprar aqueles livretinhos de auto-ajuda e a coleção primeiros passos (“O que é Comunicação?”, “O que é Semiótica?”, “O que é sblrubbles?” etc…), esses sabe? que vendem no Frango Assado? Então…
Pois é, algo que deixei passar, existem livros que basicamente todo ano os professores indicam. Se tivessem um preço decente certamente seriam comprados, teriam um mercado cativo ano após ano.
Mas, pelo preço absurdo, sai mais em conta xerocar que comprar. Pode ter certeza, se um livro de Teoria das Relações Internacionais bom custasse menos ou só um pouco mais que cópias xerocada,s sem dúvida em compraria!
Mas o preço é abusivo!
Se as editoras tivessem interesse poderiam ir atrás dos professores e saber o que eles indicam e apresentar melhores formas de vender o livro, pedaços e etc. Mas não fazem. E ainda criminalizam a cópia!
interessante.
dois comentários: um custo que encarece bastante uma edição no brasil é o direito de publicação que é pago à editora estrangeira que detém os direitos sobre a obra. ainda mais sendo um best-seller, esses valores disparam. todos os anos há vários leilões internacionais vendendo esses direitos para tradução e publicação da obra. alguns são realmente muito caros.
outro comentário: 100% de lucro para as livrarias. não é bem assim – elas recebem em consignação ou compram os livros a 50% do preço de capa. é um absurdo, claro – até uns 20 anos atrás, esse percentual estava na faixa de 30 a 35%. mas essa diferença é o que sustenta a empresa livreira: paga luvas, o aluguel, os funcionários, os impostos municipais e trabalhistas (pois são isentas de icms e dos tributos federais), o contador, a energia elétrica, telefone, internet, equipamentos (prateleiras, escadas, computadores etc.), em suma, todas as despesas para seu funcionamento, mais aquisição de estoques e capital de giro. as pequenas e médias livrarias têm sofrido muito com a concorrência das megalivrarias e lojas de departamento, que podem vender alguns livros a preço de custo ou com grandes descontos porque o grosso do faturamento vem de outros produtos ou do alto volume de vendas de outros títulos, sobretudo os best-sellers nos 3 primeiros meses.