Apologia à liberdade: cigarro não é ilegal – e fumantes não são contagiosos
Ah, fumar. Com um suspiro, a fumaça se esvai dos pulmões. Pensamentos, reflexões, conclusões, câncer, mau hálito, budum, falta de ar. Ah, o cigarro. Tão importante para os fumantes quanto a bengala é para aqueles que o joelho não mais responde com tanta eficácia ou quanto os óculos para aqueles que se sentem trancados em uma garrafa de vidro fosco.
O pequeno instrumento fálico que acende, consome-se e apaga já foi retratado em 938.972.928.352 cenas do cinema. (Já reparam como soa inculto citar filmes feitos há menos de 20 anos? Em vez de ir lá para trás, ficarei com os mais recentes, só de birra) Quem não pensou em acender um ao ver Eva Green acorrentada nas grades da cinemateca francesa e com um cigarrinho colado em seus lábios, quando Bernardo Bertolucci retratou uma geração formada pel’Os Sonhadores?
Mário Quintana, uma vez, estabeleceu qual era a Arte de Fumar:
“Desconfia dos que não fumam:
esses não têm vida interior, não tem sentimentos.
O cigarro é uma maneira sutil, e disfarçada de suspirar”
Mas, não se engane. Embora no passado ele tenha sido bonito e elegante, hoje ele é a escória do mundo. Os fumantes são burros, desrespeitosos e causador de males alheios. Em parte, é verdade (sou mesmo burro por fumar há 10 anos), mas respeito a liberdade alheia e tento não baforar perto de não fumantes.
A Lei Antifumo instaurada em São Paulo, teoricamente, visa evitar com que burros, como eu, fumem e espalhem os males do cigarro a não fumantes. Quer fumar? Seu lugar é lá fora. E não tem mais discussão. Quando soube que uma lei antifumo seria estabelecida na minha cidade, pensei que, finalmente, os fumantes não se sentiriam constrangidos ao acender o cigarro em uma mesa de bar. Locais seriam ampliados e destinados aos burros, sem misturar o ar puro com a poluição do negócio fálico.
Eis, porém, que se preferiu restringir a liberdade de uma determinada parcela da população. Os fumantes, que não fazem nada ilegal ao acender seu refil de poluição portátil, são impedidos de exercer sua liberdade de escolha em todos os ambientes publicos e fechados. Em outras palavras, impedem com que o burro entre nesses ambientes se estiver com um cigarrinho aceso entre os dedos.
Ué? Tabaco é uma droga ilegal, como a maconha ainda é, para não deixarem entrar? Tabaco deixou de ser uma opção? Não há mais a necessidade de adaptar o ambiente para acolher o fumante?
Essa lei, a meu ver, não é só inconstitucional (uma vez que restringe a minha liberdade pela simples vontade da restrição) como coloca o fumante em um muro gigantesco entre o preconceito e a escória. Parece forçar a barra afirmar essa dicotomia, mas vejam o que acontece com os portadores de necessidades especiais. Eles que, obviamente, não são ilegais, são restritos de entrar em determinado ambiente que não esteja adaptado. E isso, felizmente, é ilegal! Todos devem ter o direito de entrar e sair de onde quiserem, e conseguir permanecer no local conforme suas necessidades pedem.
Se a necessidade de um fumante é apenas um fumódromo adequado e fiscalizado, por que não determinar por lei novas diretrizes e aumentar a fiscalização? Obrigar alguém a ter que sair de um estabelecimento para, na chuva ou no frio, fazer algo completamente legal é tratar uma parcela da população como um cachorro vira-lata mal amado pela família.
Se o problema são os custos que os fumantes causam nos serviços de saúde publicos (que são muitos!), que se proíba de vez a droga. O que não pode acontecer é restringir a liberdade de qualquer parcela que seja da população, principalmente se ela está fazendo algo regularizado por lei. E é assustador averiguar que, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Datafolha, 88% dos moradores do Estado de São Paulo aprovam a lei e apenas 10% se dizem contra (outros 2% são indiferentes). E é mais assustador ainda ver que 71% dos fumantes também concordam! E, pelo twitter, pode-se ter uma visão geral das opiniões sobre a lei antifumo.
O que houve com a sociedade para se aprovar algo desse tipo? Esse post não é uma apologia ao cigarro. É uma apologia à liberdade, ao direito de poder fazer o que está previsto na Constituição. Não são apenas os fumantes que devem tomar cuidado com ações deste tipo, mas toda a população. Hoje são os fumantes, ontem foram os negros, judeus, homossexuais.
Quem será o próximo?


Um adendo: vale ler a coluna de João Ubaldo Ribeiro sobre a Lei Antifumo “Ainda há muito terreno pela frente” (http://www.dm.com.br/materias/show/t/ainda_ha_muito_terreno_pela_frente)
É indiscutível de que fumar não se restringe apenas aos fumantes, mas também a quem está perto, principalmente em ambientes fechados. Inconstitucional é eu ficar privado de ir a um bar ou outro lugar com a presença de fumantes, ou simplesmente aspirar obrigadamente esta “maldita” fumaça. E eu ainda sou maioria.
pois é. e excluíram os fumódromos tirando do fumante seu direito de fazer o que quiser com a própria saúde. eu posso recusar um tratamento médico, pedir pra desligarem os aparelhos, comer fast food. mas fumar é tão – tão – horrível que todos os espaços ao fumante serão proibidos, mesmo que só os fumantes estejam neles (que já seria segregação o suficiente).
mas a lei super pegou. até na holanda eles têm umas restrições desse tipo. parece meio sem volta.
Essa lei é muito invasiva e preconceituosa. E ainda aplicam dinheiro nosso fiscalizando quem está fumando nos estabelecimentos noite a fora, como se não tivesse coisa mais importante para o poder público se ocupar. Fumar prejudica a saúde? sim, assim como pegar sol, comer hamburgers, beber coca-cola ou cerveja, até trepar. Tudo o que vale a pena hoje em dia faz algum mal a saúde. Daqui a pouco estará proibido também usar perfume para não causar alergia respiratórias em pessoas sensíveis, e sabe-se lá mais o que. E essa gente, fumante passivos, acham que será o meu cigarro o culpado por um futuro cancer deles, não é a descarga dos carros na rua, não é a pregação da pele bronzeada, não é o ambiente confinado com um ar condicionado mal conservado em que trabalham. Não, é o cigarro da mesa ao lado. Não poder existir estabelecimentos para fumantes de nunhum tipo é muito autoritário.
Tem um aspecto dessa lei que passa despercebido nas discussões em geral e que me incomoda talvez mais que o blablabla legalista de direito e tal… A lei se apóia sobre um direito de denuncia por parte da população “não fumante” que não consigo evitar que remeta à memória um tipo de panóptico típico de regimes totalitários… Claro que não parece nada quando a questão é o fumo, mas começando a parecer normal pode tornar-se realmente perigoso…
Não que eu diga que estamos caminhando pro totalitarismo… Mas são nas pequenas privações que as grandes ganham espaço… (cito um amigo que escreve também pra este forum: http://tsavkko.blogspot.com/2009/08/inocente-manipulacao-midiatica-e.html )
1) Não deixe que o fato de a lei ser do Serra em São Paulo prejudique a sua avaliação sobre ela;
2) Separe princípios de políticas: a liberdade de cada pessoa é um marco, um direito, uma necessiade para que possamos viver com repeito mútuo. Mas e na prática, como ficamos, em relação a quem é efetivamente prejudicadopor um dado exercício de liberdade?
3) Em um mundo ideal, a própria pessoa que fuma se preocuparia em não incomodar a outra pessoa que optou por não fumar e não seria necessário uma lei pra isso; um meio termo cabível seria mais campanhas a favor do respeito a alteridade, ao outro, a quem não fuma, em vez de previsão de leis 4) com punições.
4) O debate e complexo e pode ser observado por incontáveis perspectivas (direito, economia, saúde, política, históra, fisiologia etc.), todas relevantes, o que faz mais importante conversas abertas para que possamos saber as posições plurais sobre o tema e daí propor mudanças. Isso deveria ter sido feito, sem dúvida, antes da legislação, mas não há impedimento de ser feito depois.
Dito tudo isso, depois vou reler o texto e dar uma olhada sincera os comentários. Abraços.
O debate é bom, e interminável… Penso algumas coisas: 1) Seria muito proveitoso, parece, que o fumante pudesse sair um pouco de sua condição para o debate, a defesa própria por vezes soa inapropriada; é como um argumento de assaltante, “as coisas me faltam, o capitalismo é privativo demais, então preciso roubar”. 2) Não é descompassada a alusão ao preconceito de toda ordem contra negros, judeus, etc.; fumantes discriminados como judeus, paciência…: o rótulo de fascismo como panacéia contra toda e qualquer forma de ordem não empobrece a discussão? 3) O melhor argumento a favor da lei não é o de que a proibição da fumaça em lugares fechados prejudica um outro indivíduo, que nada tem a ver com minha opção de fumar? (Isso, obviamente, considerada correta a tese sobre os prejuízos do fumo passivo, senão cai o argumento). Pensemos nas pessoas que trabalham em bares e casas noturnas: essa proibição realmente não faz sentido? Em relação aos fumódromos e áreas afins em repartições públicas eu também não entendo, isso parece exagero, daqueles autoritários que querem ganhar terreno como se ninguém percebesse, no embalo de boas (?) idéias. 4) Comparar cigarro com hambúrguer ou coca-cola não funciona, estes podem produzir gases horríveis (rsrs), mas o argumento é que a fumaça interfere na vida do outro de forma negativa; “coca-cola mata você”, diria fulano, “mas não quem está no mesmo ambiente que você”. 5) Fumantes passivos certamente não morrerão por conta de um fumante ativo específico, mas se pensarmos nos trabalhadores de bares, eles podem ter problemas em função de muitos ativos inespecíficos, por que não? Quanta a descarga poluente dos carros, dá-lhe lei anti-poluição neles, pronto, certamente haverá revolta nos motoristas pois uma coisa dessas inflinge a “liberdade individual”, ora, conviver em sociedade significa isso também, conforme as circunstâncias, não poder fazer o que se quer quando se bem entende. Fundamentalismo anti-ordem tem cura, pode-se viver na selva. 6) Sim, é possível imaginar adaptações nos estabelecimentos para que se torne possível o fumo sem prejuízo alheio, mas na lógica do governo de estado, é muito mais oneroso que simplesmente proibir o fumo. Os fumantes de carteirinha que pressionem os empresários! É uma idéia. Ou que se criem bares para fumantes com um contrato especial para os trabalhadores, com consciência do risco, o que seria um ótimo exemplo de liberdade individual. 7) De nada disso tenho convicção alguma, mas ponho na mesa pra compartilhar.
Não sou a favor do Estado, nem do anti-Estado, ambos são velhos parceiros, o Estado reclama do fumo, mas ganha zilhões com ele; prefiro pensar que podemos agir a favor de nossa convivência, a melhor forma possível, acho uma baita idéia.
Abraço.
@Daniel de Souza Telles: concordo que o ato de fumar prejudica não só quem está tragando, mas todos no entorno. Mas é uma escolha, como se escolhe um carro a diesel, de 2t, para transportar uma única pessoa pela cidade. Eu realmente creio que deva ser proibido fumar em locais fechados, mas deve-se ter um espaço para que os fumantes possam se matar sozinhos, por escolha. O que não pode é se restringir a ida dele ao estabelecimento ou escoraçá-lo de um bar para ficar embaixo de chuva ou frio intenso (afinal, está previsto na lei que nem toldos podem-se colocar). A liberdade funciona para os dois. Se você se sente irritado em não poder ir a um lugar, por que o outro não se sentiria? E é nesse pensamento de maioria que muitas coisas erradas foram feitas…
@Aline: e isso que é o mais assustador. Parece uma coisa meio 11 de setembro. As pessoas largam sua privacidade e o direito de ir e vir por um “bem maior”. Elas se esquecem do principal direito para ter uma tal finalidade sanada. E os problemas vão e vão crescendo cada vez mais.
@Manoel Leonam: para mim, o problema nem é a falta de estabelecimentos (uma vez que os há, e são as tabacarias), mas a falta de espaço para os fumantes. A fiscalização realmente deve existir – e não só para ver se os fumantes estão para fora, mas para verificar a segurança, limpeza e outros aspectos do estabelecimento – para conferir se há ou não fumódromos na casa. Da mesma forma que eles verificam se há acessibilidade a portadores de necessidades especiais, eles devem verificar se o fumante pode frequentar o ambiente naturalmente. Hoje, os fumantes também são portadores de necessidades especiais (fumar não é ilegal!).
@Eduardo Liron: essa denúncia por parte dos “não-fumantes” se chama cidadania, e eu espero mesmo que melhore!
Quanto mais pessoas denunciarem o que realmente está errado – e não achar que é só responsabilidade do poder publico – melhor a sociedade será, não? Assim, quando você jogar algo na rua – ou até uma bituca – se pensará duas vezes, pois alguém poderá te chamar a atenção.
@Paulo Rená da Silva Santar´m: eu acho que nesse caso, um fumódromo já resolveria o problema. O Estado existe justamente para que uma liberdade não inflinja a outra. O que não pode é o Estado restringir a sua liberdade prevista na Constituição. E, Paulo, eu nem citei o Serra no texto e, para ser sincero, nem tinha atrelado a lei a ele…
@Daniel Dutra: eu espero mesmo que não sejam apenas os fumantes contra essa lei. Eu ser fumante ou não acho que não me desqualifica como alguém para abordar ou defender um ponto de vista. Qualquer um, com a trajetória que for, deve e pode falar o que acha e, espero, isso nunca soe como inapropriado
Qualquer comparação à restrição de liberdade, por mais que em graus, contextos, pesos e focos diferentes, pode ser válida para mostrar que a lei não está só pensando no grande bem dos pulmões dos cidadãos. É só ver quem é atuado quando alguém fuma dentro de um estabelecimento: é o fumante ou o próprio bar, que não tem controle sobre os seus clientes? O melhor argumento a favor da lei é que ela deve ser reformulada, pois ela não está só impedindo o fumante de fumar em lugares publicos e fechados, mas jogando-o para fora do estabelecimento e proibindo que um lugar específico para ele fumar (repito: cigarro não é ilegal) seja instalado. Eu que não entendo como um lugar para reunir os que querem fumar pode soar autoritário e exagerado. O cigarro, assim como o carro a gasolina, não é proibido por lei. Se está realmente danificando a saúde de toda a população – e não só daqueles que optaram por fumar -, não deveria ser proibido? Afinal, essa lei não visa a saúde dos cidadãos? E os cidadãos devem pressionar o poder publico, não os empresários. A lei que proíbe espaços para fumantes, não os donos dos estabelecimentos.
Thiago, por hora, apenas uma réplica, pois no fundo, assim entendo, acho que estamos de acordo. Quanto aos fumódromos: negligenciei o contexto da minha frase e parece ter sugerido o contrário do que intentei. Quis dizer que não entendo a proibição no sentido de não concordar com ela nesse tocante, ou seja, exagerada e autoritária me parece a proibição, e não a oposição a ela, insisto, quanto a áreas reservadas para fumantes em empresas e repartições públicas.
Mais uma nota, não resisti
: digo que concordamos no fundo porque antipatizamos com o autoritarismo, só isso. De resto, você se põe contra a lei, eu estou mais para apoiá-la. Não sou fumante; não simpatizo com o vício, tanto que para não me viciar na antipatia ao vício, eu fumo prazerosamente de vez em quando. Nada tenho contra a escolha de fumar pelo indíviduo no que toca a particularidade da experiência consigo mesmo, o problema para mim está na relação com este suposto outro que eu afeto negativamente, é um problema genuinamente ético do meu ponto de vista. Você poderia insistir mais nesse ponto, que me parece caríssimo. Você toca nele, por exemplo, quando fala na emissão de gás-carbônico pelos automóveis, mas acho que essa comparação ainda fica devendo; em grande parte, o sujeito não usa o automóvel em benefício próprio (diretamente), ele é constrangido a usar pelo contexto da vida moderna, principalmente toda a sorte de veículos de serviço. Outro elemento, a maior parte da população, feliz ou infelizmente, deve apoiar a utilização de veículos, mesmo à custa de altos índices de poluição, porém, o mesmo não acontece em relação ao fumo em lugares fechados, a grande maioria da população não apoia. Cigarro não é ilegal – você protesta – e tem razão, tanto que você pode fumar na sua casa, em casa de amigos, na rua, em supostos bares exclusivos para fumantes, etc, e ninguém está contra isso. A lei não retira sua total liberdade de fumar, e se você acha que a lei é apenas um passo nessa nefasta direção, isso é apenas um pessimismo, talvez bastante fundado, mas não passa de um pessimismo. Eu diria que você subestima a capacidade de revolta da população; me coloco a favor desta lei, mas se houvesse algum passo efetivo na direção totalitária, estaria imediatamente disposto a sair às ruas para lutar por um direito que não é vital para mim. Eu sei, isso é um otimismo, talvez bastante fundado, mas não passa de otimismo. Assim é a vida, feita de uma multiplicidade de perspectivas, e quem quer a vida, tem que afirmar esse jogo, pois não existe outro. Quanto à restrição de liberdades, continuo não concordando, não acho válido a comparação em qualquer escala, indiscriminadamente, pois restringir liberdades individuais me parece completamente compatível com a democracia, livre de totalitarismos. Sigamos. Abraço…
Oi, @Daniel Dutra!
Quando eu fiz a comparação com o automóvel, na verdade, foi o tipo de veículo que eu queria questionar. Não digo que todos os carros devem ser destruídos – eu, por exemplo, tenho um carro, sendo que na maioria das vezes ando sozinho. A comparação caiu sobre ser parte de uma escolha. Da mesma forma que eu posso escolher fumar – o que é um ônus para mim, meus familiares, amigos e para o serviço de saúde publica -, eu posso decidir comprar um carro compacto a álcool ou gás para poluir menos, e não o SUV de 2t a diesel.
E já digo que eu acho ótimo que você esteja dando a sua opinião e levantando pontos para a discussão
Eu sou completamente contra fumar em locais fechados, e realmente acho que deve ser proibido. O que eu contesto é como esta lei foi imposta, redigida e apoiada.
Eu realmente acho que esta lei é um passo efetivo a uma direção totalitária por dois motivos: fica-se proibido a construção de fumódromos (o que já discutimos e ambos concordamos) e o fumante é jogado para a rua como um lixo qualquer. Ninguém pode ficar restrito a frequentar locais somente se forem destinados a eles. Isso é segregacionista. Assim como acontece com os portadores de necessidades especiais, os fumantes também devem contar com um local adequado ao seu vício, justamente pelo cigarro não ser ilegal. Aí, não é questão de gosto da maioria ou se tem apoio, é uma questão constitucional de direito. Não digo, também, que se deve permitir fumar em locais fechados, pelo contrário, concordo com esta parte. Só creio que se deva existir um local para eles, e não na rua, sem alguma proteção. Por enquanto, não está um frio montanhoso ou caindo uma chuva torrencial, mas quando isso acontecer, onde o fumante poderá fumar? No meio da rua, para pegar uma pneumonia ou algo do tipo?
É por isso que bato na tecla que cigarro não é ilegal. O direito de fumar é o mesmo direito de um cidadão. Estabelecer parâmetros para que esta liberdade não interfira na do outro é mais do que ideal, até se demorou demais para fazer isso. Mas restringir a esse tipo de atitude a vida de um cidadão é um abuso de direito que todos devem prestar atenção. Hoje são os fumantes. Amanhã será quem?
Valeu, Daniel!
vamos fumar essa lei e soltar a fumaça no Senado!
Prometi que não ia discutir a lei e acabei tendo vários embates sobre ela nos últimos tempos, então segue o que tirei dessas conversas, contrapondo os argumentos favoráveis à lei anti-fumo.
1) Meu direito de não fumar vem antes do seu direito de fumar: Sim, isso é verdade, mas não fui eu quem obrigou você a estar em determinado bar ou boate onde se pode fumar. É a lei de mercado: cada público opta pelo produto que melhor lhe atende as expectativas. Você deveria ter (e tem, apesar das poucas opções atuais) a liberdade de poder escolher ir a um lugar onde não é permitido fumar, e assim ficar livre da minha fumaça malvada. Da mesma forma que eu deveria ter o direito de escolher o lugar onde me sinto mais confortável, inclusive onde eu possa fumar, se eu quiser. Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum (se não o cigarro, pelo menos a cerveja).
2) O cigarro faz o cigarro gastar mais os meus impostos com saúde pública: De novo, verdade. Mas nesse rombo da saúde pública também entram as vítimas do trânsito, e eu não dirijo, os males causados pela poluição, e eu não tenho fábrica, as vítimas da violência, e eu não tenho arma. E pago os mesmos impostos que você. Lembrando também que a bebida é um vilão tão grande quanto o cigarro mas é socialmente um vício muito mais tolerado e não tem as altas tributações que o cigarro tem. Ou seja, na verdade eu pago mais impostos pra manter o meu vício que você provavelmente paga pra manter o seu.
3) O cigarro transforma funcionários de bares e restaurantes passivos: Verdade novamente. Mas existe uma coisa na lei trabalhista chamado adicional de insalubridade, aplicado quando um profissional se expõe, por conta de seu trabalho, a substâncias ou situações perigosas, que podem fazer mal à sua saúde. Há ainda o adicional de periculosidade, quando a profissão põe a vida em risco, e o adicional noturno, destinado ao funcionário que trabalha à noite. Infelizmente, os profissionais de bares, restaurantes, boates e hotéis comumente são contratados de forma irregular, sem carteira assinada e sem direito a quaisquer benefícios ou pagamentos adicionais. Isso não é culpa do cigarro. É culpa de empregadores criminosos e de uma fiscalização pobre. Adicionais de insalubridade e/ou periculosidade deveriam ser obrigatórios para esta classe. E a fiscalização reforçada. No mínimo, incentivaria alguns empregadores a proibir o cigarro por iniciativa própria, para economizar, dando a você, não-fumante, a opção de um lugar livre de fumaça.
4) O cigarro é nojento e faz mal: pode até ser, mas ele ainda é legalizado no Brasil e, até que isso mude, eu tenho a liberdade de decidir fumar ou não, mesmo sabendo o que ele faz à minha saúde. Digo mais: não posso ser discriminado por fazê-lo, e é isso o que essa lei promove, a discriminação do fumante. Trata-o como criminoso, uma vez que incita a delação por parte de proprietários de bares e restaurantes e alvo do ridículo ao expulsá-lo do convívio social para saciar sua vontade de fumar (sim, pq não basta sair do estabelecimento, você tem de ir para longe).
Um artigo, escrito pelo advogado Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira para, dizem, a Folha de S. Paulo mostra com mais argumentos o quão absurda é essa lei: http://www.conjur.com.br/2009-abr-11/lei-antifumo-aprovada-sao-paulo-inconstitucional
Para ajudar ainda, como eu gosto de levar porrada, entrei na comunidade “Lei Antifumo. Eu apóio” do Orkut para verificar se os meus argumentos são realmente válidos. A discussão está ficando interessante: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=16731210&tid=5369332182316877400&na=2&nst=58
Pois é, agora parece que é crime fumar. Se eu for importunada por um bêbado na balada ou num bar, posso mandá-lo beber lá fora também?
Paulo Fehlauer me mandou este artigo, a meu pedido, por e-mail, já que a Folha de S. Paulo proíbe não assinantes de acessar o conteúdo:
JOÃO PEREIRA COUTINHO
Até tu, São Paulo?
Leio a legislação antifumo do Estado de São Paulo e reconheço sua natureza totalitária
A SÉRIE “Mad Men” ainda não estreou no Brasil. Lamento. Melhor é impossível. “Mad Men” é o retrato perfeito dos publicitários da Madison Avenue na Nova York sofisticada de 1960. Mas é mais do que isso. Um fresco sobre a grande transição americana: do aburguesamento dos “fifties” à contracultura dos “sixties”. Do tédio à lixeira.
Um pormenor, porém, não deixa de causar espanto entre os filistinos: o fumo. Em “Mad Men”, toda a gente fuma com uma naturalidade que nos parece herética. Dentro dos edifícios, fora dos edifícios. Mães, pais. Patrões. Empregados. E médicos, é claro, a começar por um ginecologista que segura o cigarro com uma mão e faz o exame com a outra. Equilibrismo puro.
Tanto fumo não deveria espantar. Pessoalmente, ainda recordo o tempo heroico em que o meu avô me levava ao cinema e fumava, em plena sala, do princípio ao fim.
E, historicamente, “Mad Men” está na viragem. Em 1950, Richard Doll publicava o primeiro grande ensaio científico sobre a relação direta entre fumo (ativo) e doença. Só em 1970 chegou o mito do “fumo passivo”. Digo “mito” e digo bem. Ainda está para aparecer o primeiro estudo cientificamente rigoroso capaz de mostrar uma relação sustentada entre “fumo passivo” e câncer.
O que não significa que não existam estudos sobre essa hipótese. Christopher Booker, um especialista sobre as nossas histerias modernas, normalmente lembra dois. Os maiores e mais recentes. O primeiro foi realizado pela Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer, da Organização Mundial de Saúde. O segundo foi dirigido, durante 40 anos, por James Enstrom e Geoffrey Kabat para a Sociedade Americana de Câncer através da observação de 35 mil não fumantes que conviviam diariamente com fumantes. Resultados? Repito: um mito é um mito é um mito.
Mas a ideologia é a ideologia é a ideologia. De vez em quando, afirmo que alguns traços nazistas sobreviveram a 1945. Sou insultado. Não respondo. Basta olhar em volta para perceber que algumas das nossas rotinas médicas mais básicas teriam agradado ao tio Adolfo e à sua busca de perfeição terrena. Exemplos? Certas formas de eugenia “respeitável”, praticadas por milhões de pessoas quando recebem uma má ecografia. Ou a demonização absoluta que o fumante moderno conhece nos Estados Unidos. Na Europa. E agora, hélas, em São Paulo.
Leio a legislação antifumo do Estado de São Paulo e reconheço a natureza totalitária dela, novamente dominada por uma ideia iníqua de perfeição física.
Tudo começa pela elevação da mentira a dogma: o dogma de que “fumo passivo” é um perigo fatal para terceiros. O dogma não é apenas fantasioso; é também perigoso, porque estabelece de imediato uma divisão moral entre os agentes da corrupção (os fumantes) e as vítimas inocentes (os abstêmios). É só substituir “fumante” por “judeu”; e “abstêmio” por “ariano” para regressar a 1933.
E regressar a 1933 é regressar a um mundo que desprezava a liberdade individual com especial ferocidade. A lei antifumo cumpre esse propósito. Proibir o fumo em lugares fechados, como bares ou restaurantes, é um ataque à propriedade privada e à liberdade de cada proprietário decidir que tipo de clientes deseja acolher no seu espaço. O mesmo raciocínio aplica-se aos clientes, impedidos de decidir livremente onde desejam ser acolhidos.
Mas o melhor da lei vem no policiamento. Imitando as piores práticas das sociedades fechadas, a lei promove a delação como forma de convivência social. Por telefone ou pela internet, cada cidadão é convidado a ser um vigilante do vizinho, denunciando comportamentos “desviantes”. Isso não é regressar a 1933. É, no mínimo, um regresso à Rússia de 1917. Se juntarmos ao quadro uma verdadeira “polícia sanitária” que ataca à paisana, é possível concluir que o espírito KGB emigrou para o Brasil.
Finalmente, lembremos o essencial: os extremismos políticos só sobrevivem em sociedades cúmplices, ou pelo menos indiferentes aos extremistas. Será São Paulo esse tipo de sociedade?
Parece. A última pesquisa Datafolha é sinistra: a esmagadora maioria dos paulistas (88%) aprova a lei antifumo. Só 10% se opõem a ela. Só 2% lhe são indiferentes. Mais irônico é olhar para os fumantes: depois de anos e anos de propaganda e desumanização, eles olham-se no espelho, sentem o clássico nojo de si próprios e até concordam com a lei (77%).
Razão tinha Karl Kraus quando afirmava, na Viena de inícios do século, que o antissemitismo era tão normal que até os judeus o praticavam. Péssimo presságio.
Ni!
Felizmente a maior parte da população reconhece com clareza que quem não sabe traçar uma linha entre liberdade e violência não merece usufruir da primeira.
Fumantes merecem ser discriminados pois roubam a saúde alheia para saciar uma dependência química, hoje em dia adquirida conscientemente, ainda se por pressão social. Ou seja, são eles que são os autoritários, mantendo os não-fumantes em campos de concentração de substâncias carcinogênicas e mal estar. Em público, a própria dinâmica dessa pressão social cria vínculos que limitam a eficiência do mercado e da sociedade em regular seus danos.
Não há nada fundamentalmente errado em discriminar se as justificativas são honestas e as punições observantes dos direitos humanos. Nossa sociedade por bem já discrimina os homicidas, os racistas, os escravagistas, quem não educa ou vacina seus filhos, etc. A discriminação correta no caso dos fumantes é punir o ato de fumar em locais público fechados, não havendo justificativa para criminalizá-lo incondicionalmente. Se há exagero na lei, é muito pouco e será lapidado com a experiência.
O fumo é uma questão de saúde pública cuja dinâmica sócio-econômica torna-a questão de Estado. Outro exemplo disso é a poluição e, nesse sentido, essa lei ainda abre caminho para a sociedade no futuro enfrentar o lobby muito maior das petroleiras e automobilísticas, que também aproveitam-se de travestis de “liberdade”, como o do indivíduo escolher seu meio de transporte.
Abraços,
ale
~~
Bom caros colegas, já estou sentindo na pele os resultados deste novo preconceito institucionalizado, estou a procura de um novo emprego e em entrevistas sempre me perguntam se eu fumo, para não perder a chance que são poucas, minha única opção é o pecado da mentira, pois meu salário é por enquanto minha principal fonte de renda; Agora tenho mais uma preocupação à minha saúde a de morrer de fome!!!!
Ilegal cigarro (ainda) não é. O que devia ser é o fato de eu ser socialmente obrigado a aceitar pessoa jogando fumaça na minha cara e não poder falar nada pra não ser tachado de fascista. Nunca obriguei ninguem a compartilhar meus vícios, nem deixo ninguem fedorento só de ficar perto de mim em balada.
Puta merda, pensem em quem não fuma, egoismo tem limite.
@Daniel: Vi você falando sobre a necessidade de exisitirem lugares para os fumantes. Pois bem, a nova lei em Minas Gerais a lei obriga os estabelecimentos a oferecerem lugares com certa lotação a terem espaços reservados para os fumantes, o que gerou muitas reclamações dos comerciantes, mas terá um bom retorno de investimento, pois os lugares com melhores “fumódromos” serão melhor opção para os fumantes (e, claro, também para não-fumantes que os acompanhem).
@Anônimo1: como está no post, o problema não é a proibição do fumo em lugares fechados e publicos. Isso, aliás, já é proibido pelas leis federal e municipal. Você afirma que “egoísmo tem limite”, agora, tenta pensar o contrário. Como bem mostrou EJ, a lei abre brechas para um preconceito institucionalizado, que prejudica a todos, não só os fumantes. Repito: o problema não é a proibição do fumo em lugares fechados e publicos (o que eu também sou a favor), é como a lei abre brechas totalitárias, anticonstitucionais e segregacionistas. É só ver o logo da lei, que é o desenho do Estado de São Paulo proibindo o cigarro. Não há mais escolhas, é o Estado que decide por você.
@Quã: a meu ver, qualquer argumento que defende a discriminação perde a razão. Mas, de qualquer forma, “os homicidas, os racistas, os escravagistas, quem não educa ou vacina seus filhos, etc”, tirando a parte dos filhos (e essa discrimanação parte por você, pois acho que cada um pode escolher como tratar a saúde e educação de seus filhos), eles exercem uma atividade ilegal, o que não acontece no caso dos fumantes. A punição para quem fuma em lugares fechados e publicos já existe, tanto na lei federal, quanto na municipal. O que essa lei fez, e o mesmo ocorreu com a lei seca, foi aumentar a fiscalização. Se era só isso o necessário para resolver, por que criar uma outra lei, que legaliza o fumante a ser expulso de um estabelecimento e jogado para a rua, para criar esta consciência? Não seria melhor só investir na fiscalização e não abrir brechas para preconceitos e discriminação? E é uma pena pensar que leis com exageros podem ser aprovadas já que se podem ser lapidadas depois. Teoricamente, não deveria haver este espaço de abusos legais, não é mesmo?
Eu nao gosto de cigarro, mas acho que este tipo de proibiçao é mais letal socialmente que propriamente o cigarro.
É, nao aprendemos muita coisa com a ditadura nao!
O Brasil a cada dia que passa esta se tornando um lugar insuportavel de se viver, ta um país muito ministerio publico pro meu gosto. O mais interessante em alguns comentario é a burrice agora tem contornos academicos intelictuais, ou seja, pessoas quem sabem se expressar ler e escrever, mas que nao pensam!
Pra onde vamos?
Hoje, Fumantes proibidos de fumar em locais, PRIVADOS, fechados.
Amanha
Obesos proibidos de andar de transporte coletivo por estressar a pessoa ao lado – Mulheres proibidas de utilizar salto alto em hospitais devido ao barulho – proibido circular nas ruas centrais com motores 2t -proibido o uso de walkman, a populcao esta ficando surda…….
Avante Cidadaos, o apoio cego um dia lhe afetara, e mesmo que eu nao tenha nada com isso, farei questao de estar ao seu lado. Pois sou adepto da liberdade.
Nao esperem a criminalizacao do cigarro, as pessoas que aprovaram a lei sabem que dependem desse imposto e que nao tem tanto poder contra o Lob das empresas. Sabem seus precos, Sabem a capacidade de reacao na midia, sabem da pressao externa etc… Mais facil criminalizar o cidadao, ja que a outra parcela da populacao apoia a segregacao.
@Daniel de Souza Telles: concordo que o ato de fumar prejudica não só quem está tragando, mas todos no entorno. Mas é uma escolha, como se escolhe um carro a diesel, de 2t, para transportar uma única pessoa pela cidade. Eu realmente creio que deva ser proibido fumar em locais fechados, mas deve-se ter um espaço para que os fumantes possam se matar sozinhos, por escolha. O que não pode é se restringir a ida dele ao estabelecimento ou escoraçá-lo de um bar para ficar embaixo de chuva ou frio intenso (afinal, está previsto na lei que nem toldos podem-se colocar). A liberdade funciona para os dois. Se você se sente irritado em não poder ir a um lugar, por que o outro não se sentiria? E é nesse pensamento de maioria que muitas coisas erradas foram feitas… [2]
Disse tudo, Thiago. Sou absoluta e irrevogavelmente a favor dos direitos dos não-fumantes de não terem que respirar a minha fumaça. Sou a favor da proibição do fumo na maioria dos lugares. Só não consigo entender por que o estabelecimento não pode fazer um fumódromo, isolado das demais áreas e proibindo até mesmo a entrada de garçons (exceto se estes quiserem dar suas baforadas também). Já me disseram que existiam fumódromos mas não funcionavam. Se for assim, acabem também com a polícia, já que existem policiais corruptos… Porra! É SÓ FISCALIZAR! Se o fumódromo for inadequado e não proteger a contento os não fumantes, fechem o estabelecimento e condenem o dono à cadeira elétrica!
Mas não dá pra entender, condenarem até mesmo fumar debaixo de um toldo num lugar aberto… Se chover, hahaha, o fumante se fudeu (consigo até imaginar o Serra com sua risadinha sádica de Mr Burns pensando nesta frase). E olhem que costumo votar no PSDB, até já votei no Serra pra presidente e governador, e penso seriamente em nunca mais votar nele (o empecilho chama-se PT, acho que vou votar na Heloísa Helena ou na Marina Silva, que tb são péssimas, mas de qq forma no segundo turno não vai ter jeito).
E outro dos argumentos que mais ouvi foi: não fumo, então fodam-se os fumantes. O problema é este. Agora vou dizer minha opinião: não sou negro, então mandem todos de volta para a África e deixem que passem fome lá. Também não sou judeu, portanto, que reativem os campos de concentração. Não sou deficiente, e acho que eles só atrapalham com esta maldita necessidade de instalações especiais, rampas, etc, portanto sou a favor que incinerem todos os deficientes, livrando a sociedade deste mal…
(espero que ninguém aqui seja tão burro a ponto de não entender a ironia, hein. A propósito, tenho um primo com síndrome de Down que é um grande exemplo de pessoa para mim)
Concordo que os fumantes são suspeitos para opinarem, mas os não-fumantes são tanto quanto, portanto, não adianta, devemos usar o RACIOCÍNIO. O fato de se pertencer a um grupo favorecido ou desfavorecido por uma lei não pode impedir as pessoas de raciocinarem o que é justo ou não, independente da sua situação pessoal.
Sou a favor do que alguns já disseram, que se proíba de uma vez o cigarro então. Eu acharia isto muito mais decente do que esta lei ridícula. Aliás, aumentei bastante o meu consumo de cigarros desde que a lei entrou em vigor…
“Amanha
Obesos proibidos de andar de transporte coletivo por estressar a pessoa ao lado – Mulheres proibidas de utilizar salto alto em hospitais devido ao barulho – proibido circular nas ruas centrais com motores 2t -proibido o uso de walkman, a populcao esta ficando surda…….”
Eu poderia ter citado isto também… Hehehe. Aliás, como é inconveniente andar de avião, que já é um aperto para os meus 1m87, ao lado de um obeso… Que proíbam mesmo! E os direitos do obeso? Foda-se, não sou obeso!!!
Hehehe, não é isso?
Se procurar no Google, a frase “Não Contrato Fumante”, aparecerá em primeiro lugar a matéria da revista Info Professional, que começa dizendo que fumantes são piores que ex-presidiários condenados por crimes.
http://info.abril.com.br/professional/carreira/nao-contrato-fumante.shtml
Logo que saiu a matéria, fiz um longo, aliás, enorme comentário, que teve que ser dividido em vários pedaços e está lá, para quem quiser ler e divulgar.
Considero a abordagem que os eco-chatos, socio-chatos, paty-chatos, mari-chatos, tudo-chatos, etc como algo que pode ser taxado como facista, preconceituosa e imoral.
O que explica o tom levemente (muito sutil, nem se nota) do meu comentário naquela revista.
Aliás, praticamente discussão, pelo menos naquele lugar, acabou. Como já disseram os colegas acima, hoje é o cigarro, ontem foram os negros e judeus, amanhã quem será?
Uma cópia do comentário está também no meu blog.
Se as pessoas se acham no direito de me chamar de “doente” como se eu fosse um cão sarnento, então tenho todo direito, por exemplo, de questionar certas famílias “tradicionais” que criam suas filhas como vacas a serem comercializadas pelo melhor preço?
Camionete de duas toneladas para levar só uma pessoa é pouco. E quem se acha no direito de pagar R$ 15 por um refrigerante comum enquanto pessoas morrem de fome na sua porta? E as viciadas em sapato? Ou os fanáticos por música chata? etc, etc
A lei pode ser boa ser lembrarem que existem dois lados na questão. E nenhum dos dois é criminoso.
Mudei de tatica. Como nao posso compartilhar de bares em Sao Paulo. passei a ratear algumas cervejas com amigos e tomamos em casa. Acreditem apos o segundo encontro temos hoje uma equacao paritaria ( 50% fumantes e 50 % nao ). esses amigos, comecam a mudar de opiniao qto a lei ate porque deixamos claro se for pra defender a segregacao, neste grupo serao os primeiros a serem segregados.kkkkkkkkkkk
E bem verdade que 1 ja foi, mais tenho certeza que ele volta logo. Rs
E que se fodam os nao fumantes, Que paguem para o arista liberado da lei jogar fumaca em vossas caras, pois sao esclarecidos, inteligentes e cultos o suficiente.
Alem do mais se for cancer da fumaca de um artista, vale a pena.
Se os animais tivessem conviccao como dizem ter, teriam boicotado a peca. Ja teriam a muito boicotado os bares e danceterias, etc. A verdade e que se trata de um bando de gente indo na onda. Sem opiniao propria. Papagaios da midia ( vide Classe media, Festival cultura 2005 ).
Tabagistas sempre aparecem com seus argumentos absurdos: “tenho o direito de fazer o que quiser com minha saúde”. Claro que tem, mas não tem absolutamente nenhum direito de ferrar com a saúde dos outros. OU vc acha que a fumaça de que é expirada pela seu cinzeiro em forma de boca e a fumaça que o vento leva desaparece magicamente? Que se danem os tabagistas e seu maldito egoísmo.
Talvez eu meu comentário seja tardio mas eu acho uma graça de certos indivíduos. “Egoísmo tem limite”: argumento patético detected. A lógica do que você diz cabe perfeitamente contra você. E o seu egoísmo em me abster de fumar? Cada uma que aparece…
Vejo que é unânime que todos acreditam que o cigarro é mortal. Aqui, desafio qualquer um a me apresentar uma pesquisa conclusiva que o cigarro é uma causa (e não fator – alguém aqui é humilde o suficiente para reconhecer que não sabe a diferença?- de doenças) de qualquer doença? Não sejam idiotas de engolir todos os estudos que a mídia oferece. Hoje falam que cerveja ou chocolate faz mal, amanhã sai um novo estudo que faz bem. E aí cara-pálida?
O último ponto que julgo sensível: o estabelecimento. Existem umas coisinhas chamadas propriedade privada, livre concorrência, iniativa econômica e a fundamental: liberdade.
Um estabelecimento empresarial em sua essência não é público, é privado. Podem alegar qualquer besteira esquerdista, mas é privado essencialmente. O dono tem o direito de definir qual será sua estratégia econômica e irá dirigir seu estabelecimento sim como bem entender. Quero um restaurante que permitam funamentes. Abra. Quem quiser frequentar frequente, quem não quiser não o faça.
Porra, as pessoas tem uma mania de complicar as coisas…
Sou fumante e não defendo só o meu hábito (digam o que quiser, não é um vício, é uma forma própria de viver, idiossincrasias). Devem conformar-se, é a vida.
Repito aqui uma frase sensacional do texto de um jurista brasileiro que tem uma opinião moderada sobre o assunto, mas termina seu escrito da seguinte forma: “Recuso-me a viver para minha saúde.”
Vocês que apoiam cegamente essa lei não são sensatos. Aguardem, a vez de vocês irá chegar. E vou sentar rir no meu sofá, dando uma bela tragada. Vão perder muito mais do que eu.
Ps.: Relevem os erros de concordância. Está um pouco tarde e não me atentei para isso.
Quem quiser argumentar de forma lógica, evidente, faça-o. Do contrário, reserve-se ao direito de ficar calado ou vai ler um pouco (melhor, um bocado).
Estou de acordo,essa lei é mesmo uma decriminação, pois o fumo é uma opção de cada pessoa
e não é nosso cigarro somente que mata, a puluição do ár e todo o lixo que deixar jogado por ai
matam muito mais e mais rapido do que o cigarro, que nos proporciona um prazer e fomos proibidos
de desfrutar disso em lugar de nossa escolha!.
mande um imail para mim por favor me deo seu msn
NÃO CONSEGUI LER TOODOS OS COMENTÁRIOS, NA DECADA DE 30 HITLLER TAMBEM COLOCOU UMA LEI ANTI FUMO. MAS A LEI EM SÃO PAULO É ANTI FUMANTE!!! O GOVERNO GASTOU EM 2009 90 MIL COM FUMANTES ATIVOS ME PASSIVOS!!! FILHO DA PUTA DO SERRA GASTOU 250 MIL EM PROPAPAGANDA QUEM FAZ MAIS MAL Á SAUDE O CIGARRO OU O SERRA!!! GRANDE FILHO DA PUTA, MENTIROSO, E EX FUMANTE!!!