O Clone
Ontem, a Esfera colocou no ar o http://planalto.blog.br. É um clone do http://blog.planalto.gov.br, alimentado por RSS, exatamente com o mesmo conteúdo do blog original, mas com uma diferença: essa versão tem espaço para que os usuários publiquem comentários sobre os posts, o que não acontece no blog oficial da presidência.
A Esfera é um projeto (ainda em fase bem inicial) que nasceu inspirado pela minha pesquisa de transparência pública no mestrado, e que agora eu estou estruturando junto com o Pedro Markun. É uma empresa com foco em comunicação, política e novas tecnologias. Queremos fomentar a ideia de que um governo aberto pode ser potencializado pela dinâmica das redes. Ainda não sabemos exatamente como, mas enquanto estudamos, debatemos com amigos e tentamos descobrir formas de atuação nesse sentido; vamos fazendo pequenas provocações por aí. O Blog-do-Planalto-Sem-o-Gov foi a primeira delas.
Observando a polêmica dos comentários fechados no Blog do Planalto oficial, e a posterior repercussão do clone, deu pra perceber algumas coisas. Acredito que a transparência das ações governamentais se dá quando os governos não ignoram nenhum canal de comunicação possível com a sociedade, e é por isso que esse conceito tem que ser totalmente repensado com a existência da internet. A criação do site da presidência sem espaço para interação com os leitores representa, de fato, a perda de uma oportunidade. O que não significa que não existam outras oportunidades, outras formas de fazer o debate acontecer. Quando o conteúdo está na rede, ele está no lugar certo pra virar discussão.
Porque o blog está sendo publicado sob uma licença branda, e porque existe um feed das postagens, foi possível “hackeá-lo” com bastante facilidade. Agora, com o clone, existe mais um espaço de articulação e de debate de questões públicas – um espaço que só é valioso quando é ocupado com a consciência dos potenciais que ele tem. E com as ferramentas da web, não somente nós podemos ocupá-lo, como podemos pensar em formas de legitimá-lo: por exemplo, criar e articular um canal de comunicação efetivo, que tenha inclusive respostas do governo para as indagações que aparecem nesse blog-clone, em outros blogs, no Orkut, no YouTube, no Twitter e pela rede afora.
Mais do que na polêmica, a iniciativa da Esfera está baseada no uso inteligente do creative commons (possibilitado pelo próprio governo, que acertadamente escolheu publicar seus conteúdos sob essa licença), do RSS, do Twitter (como forma rápida de divulgação – nesse caso, a mais rápida que eu já vi), do Wordpress. O fato é que o clone existe porque as ferramentas estão nas nossas mãos. E porque acreditamos que também cabe a nós – profissionais da rede, ativistas, comunicadores, cidadãos – a tarefa de utilizá-las em prol da abertura, do debate e da participação política.
90 comentários para “O Clone”
Trackbacks & Pingbacks
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piano repair:
piano repair…
Megacool Blog indeed!… if anyone else has anything it would be much appreciated. Great website Enjoy!…
--4 de dezembro de 2009 @ 8:26


Não canso de repetir: SENSACIONAL! Por explorar as possibilidades da web, por atuar de maneira legítima em uma brecha deixada pelo governo, por colocar em pauta a discussão transparência/ interação de maneira muito interativa. O Planalto deveria agradecê-los. Como cidadã, agradeço ainda mais.
Não conhecia o projeto, a idéia. Muito interessante..! Que mantenham as garras longe de iniciativas como essa.
Parabéns Daniela e Pedro, pusta idéia. Simples, provocadora, pontual. Muito bacana.
O que gostaria de perguntar é, na verdade, uma provocação: será que haveria a clonagem do Blog do Planalto, caso o Presidente fosse o José Serra?
Esta pergunta é pertinente, principalmente porque a questão Creative Commons começa a ser debatida e usada nos meios governamentais. Ótimo. Mas, esta provocação, como bem dizem os autores, serve a quem? Serve à sociedade?
Criando um fake, dividindo o acesso ao Blog do Planalto, minimizando o acerto na tomada de um meio de comunicação como esse? Será que 2010 tem algo a ver com isso? Será que clonariam um blog oficial do governo de São Paulo.
Porque não utilizou a primeira ferramenta que a sociedade dispunha no Blog do Planalto, uma seção de comentários. Sim, uma seção pequena, apenas um formulário com nome, e-mail e texto. Mas era uma ferramenta.
Vale a pena analisarmos isso, o que vale mais, clonar um blog wordpress oficial de um governo ou fazer campanhas para que outros governos sigam o exemplo que vem de cima?
Nessas horas me lembro de uma marchinha de caranaval – um passo pra frente / cinquenta pra trás
@Bianca Santana: acho que o conteúdo estar em CC não é uma brecha, mas um sinal de que o canal já estava aberto. Só faltava alguém para deixar isso mais exposto ainda. Ao passar os comentários para uma esfera fora da governamental, o debate passa a ser realmente público, sem problemas institucionais ou autoritários. O clone, creio, é apenas um pequeno passo para descobrir como essas centenas de opiniões e debates podem interferir de fato no próprio Planalto. Aberto este canal, cabe agora aos produtores do blog dar um andamento a isso. Pela repercussão, já se mostrou que as pessoas querem falar. O governo está preparado para ouvir?
@Diogo Hermes de Araújo: este tipo de ação extrapola qualquer vínculo partidário ou político. Não interessa quem está no poder, seja de esquerda – embora ela não exista mais no BR -, ou de direita. O canal entre governo e sociedade deve ser aberto, e isso deve ser pauta para qualquer um que for o governante. É até triste ver que ainda há esse julgamento partidário por meio das pessoas que podem muito bem usar este canal. Parece que elas não percebem que política é feita pelo povo, não por um determinado partido. Creio que esta discussão de quem é o governante não deveria nem ser levantada em iniciativas deste tipo. Se um político que você não votou ganhar o cargo, você deixa de lutar para que o país se torne melhor?
Bela iniciativa pela oportunidade encontrada! Vou citar essa ação em um texto que em breve postarei no meu blog. Parabéns!
Boa ideia. Vamos torcer agora para o nível dos debates no blog ser bom.
Thiago, toda ação é um fato político. Partidário, talvez não, mas político… sempre. Este blog 300 é um fato político, percebes? Meu questionamento é fato político, a clonagem foi fato político. O problema é que, atualmente, política significa palavrão, e as pessoas não compreendem mais o significado e nem o querem fazer.
O fato de você utilizar a palavra ‘esfera’ na resposta à Bianca, é político também. É todo um alinhamento, político, com a proposta da autora deste post. Isso é fato.
Quanto ao partidário, o tempo dirá. O que eu acho é que houve pouco tempo para a tomada desta ação. Se o intento era conseguir que os comentários pudessem ser efetuados no Blog do Planalto. Porque não buscar outras alternativas que não a clonagem?
Fugindo ao assunto, você acredita que exista direita no Brasil, mas não exista esquerda? Uma só existe por causa da outra, poderias falar sobre o pensamento único, mas nem Friedman se sustenta mais… Bobbio, provou-se estar com a razão, enfim, voltemos ao post…
Sinto discordar quando você diz que a poítica é feita pelo povo. Política é feita por um grupo de pessoas, a extensão do grupo dependerá de vários fatores, mas povo é o que não tem. Pelo menos não na elaboração, só na execução.
Nem aqui na internet!
Sinceramente, à mulher de César não basta ser honesta. Adoraria saber se se o governo de São Paulo tivesse um blog, haveria a mesma ação. E sabe porque? Porque há diferença de tratamento da mídia e desta umbigosfera no que tange determinados agentes deste jogo político. Nesta disputas entre dois poderes: o federal e o paulista.
Ignorar isso e aplaudir as ações sem aprofundar os questionamentos, é servir à propósitos de outros. O que eu digo é que a clonagem pode muito bem fortalecer aqueles contrários ao Creative Commons. E como fica?
De vez forçarmos os que dificultam a abertura e lisura dos canais de comunicação entre governo e população, bombardeamos as ações iniciadas. Então eu volto à pergunta: se o blog fosse do Serra, você acha que o Markum teria feito esta ação?
A Petrobras criou um blog, mas NÃO FOI pela licença usada pelo Blog do Planalto. O Diogo Hermes de Araújo (se estiver errado, por favor, me corrija) trabalha na Petrobras. Ele fala de um blog hipotético, uma abstração. Falo aqui de algo real: BLOG DA PETROBRAS, cujos comentários contrários eram CENSURADOS.
Isso, sim, foi vergonhoso. Isso, sim, foi absurdo.
E agora vão dizer “e se o blog fosse do fulano?”. Não é um argumento razoável. Não é plausível.
A clonagem não fortalece apenas a licença “creative commons”, mas sim A DEMOCRACIA. E digo mais, sem qualquer medo de errar (falando como advogado): A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NÃO DETÉM DIREITOS AUTORAIS QUANTO ÀS SUAS PUBLICAÇÕES.
Simples assim.
Repito: A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NÃO DETÉM DIREITOS AUTORAIS.
Se o blog fosse de uma gestão de José Serra, portanto, PODERIA SER PLENAMENTE CLONADO. Não há “copyright” de textos oficiais, haja vista que são eminentemente público, não lhes recaindo os direitos inerentes à propriedade privada, exceto quando (e se) usados para finalidades comerciais.
Abraço a todos e, mais uma vez, parabéns pela iniciativa.
Sensacional a iniciativa, o projeto, o blog. Cabe aos eleitores fiscalizar os eleitos. Temos direito de opinar, questionar, criticar ou elogiar. O compromisso de cada cidadão com o seu país deve estar acima de qualquer ligação com partidarismo. Aqui, os partidos dividem mais do que provocam coesão. O comentário do Thiago disse muito do que eu queria dizer. SORTE para vocês.
Diogo é o típico esquerdista/petista:
Quando é contra o que eles torcem, é partidário e parcial. Quando é a favor, é debate democrático.
É por causa de pseudo-politizados como você que um país como nosso é uma chiste, já não bastassem os ignorantes e iletrados que convenientemente servem num país de democracia de voto obrigatório.
Diogo!
Abrir as publicações do planalto a comentários não significa fortalecer os que são oposição ao governo. Podemos interpretar como uma maneira efetiva de ampliar a participação nos fatos políticos, sejamos favoráveis ou contrários ao que o governo diz.
E defender a flexibilização de licenças, como as Creative Commons, é encarar tudo o que pode ser feito com elas, gostemos ou não dos resultados. Ou só “quem concorda comigo pode aproveitar aquilo que publico”? (e com isso não estou dizendo que acho os comentários contrários ao planalto algo ruim).
Por fim, republicar o que diz o planalto, possibilitando críticas, discussões e elogios, dificulta a abertura dos canais de comunicação com o governo? Não concordo!
(ops, não tinha preenchido meus dados…)
Diogo!
Abrir as publicações do planalto a comentários não significa fortalecer os que são oposição ao governo. Podemos interpretar como uma maneira efetiva de ampliar a participação nos fatos políticos, sejamos favoráveis ou contrários ao que o governo diz.
E defender a flexibilização de licenças, como as Creative Commons, é encarar tudo o que pode ser feito com elas, gostemos ou não dos resultados. Ou só “quem concorda comigo pode aproveitar aquilo que publico”? (e com isso não estou dizendo que acho os comentários contrários ao planalto algo ruim).
Por fim, republicar o que diz o planalto, possibilitando críticas, discussões e elogios, dificulta a abertura dos canais de comunicação com o governo? Não concordo!
Diogo, a questão não é partidaria. Eu tenho por mim que se houvesse um acordo com a oposição para manter o blog como ferramenta oficial de comunicações dos próximos governos, seria um passo grandioso e gigantesco dentro do processo de comunicação entre governo e publico. Lógico, falo isso numa questão utópica, que não tem por hora questionar A ou B. Agora, no seu caso, voce questiona se isso tem a ver com o jogo político de 2010. Ora bolas, tudo faz parte do jogo e tem impacto nas ações politicas, mas não vamos misturar hermes com vermes. A falta de comentários no blog da presidência e a utilização do CC da forma prestada permite este tipo de atitude. E acabou. Temos aqui um blog que permite comentários, seja eles a favor ou contra. E o Jose Serra com isso? Nada. Voce pode até achar este comentário ingenuo, mas pode ter certeza que não é. E eu achei muito melhor do que a iniciativa do próprio planalto. Interação direta é tudo!
Oi Diogo,
acho sensacional que o conteúdo do Blog do Planalto esteja disponível em Creative Commons! Se um blog do Governo de São Paulo (que não existe, infelizmente), tivesse essa abertura e não tivesse espaço para comentários, fariamos o mesmo.
O curioso é que quando resolvemos montar o ‘clone’ a ideia era menos a de servir como critica ao projeto federal e mais como demonstração de uma apropriação política das ferramentas da rede. Saca?
@Diogo Hermes de Araújo: realmente, o blog é um ato extremamente político. Meu comentário é extremamente político. Seu comentário também. E eu sou extremamente político. Não é a união desses seres políticos que conseguimos fazer política? Sempre quando eu fico na dúvida, recorro ao dicionário – pois acho que é a referência mais democrática para termos – e, de acordo com o Wikcionário (dicionário feito colaborativamente), das dez definições que surgem apenas a penúltima diz respeito às relações humanas: “habilidade de alcançar objetivos através de relações humanas”. De resto, a maioria se refere a Estado e à administração pública. Sendo a palavra “política” considerada feminino de “político”. Não somos nós, então, que fazemos esta política?
E creio que não há meios de mensurar se foi, é ou será partidário porque não entra nesta, hum, bola (para não usar “esfera” e não entender que há um posicionamento em relação à autora do post).
Quanto existir esquerda ou direita, ainda bem que administração pública (e essa mesma autora já fez um comentário sobre a definição deste “público”) é pública, ou seja, qualquer um pode ver, ouvir, compreender e analisar o que se está sendo feito, planejado e levantado como bandeira. Logo, acho que o presente pode ser o melhor tempo para ser averiguado e/ou esperado, não?
Ainda bem que foi levantado o tratamento da mídia diferenciado. E é justamente por causa disso que fico triste com o enquadramento – volto a dizer – partidário de uma ação como esta. Não deve ser pensado como uma atitude que aconteceu porque tal governante está no poder e não outro. A rede possibilita com que a comunicação entre não pares seja considerada entre iguais. E isso para a administração pública é o que deveria ser cultivado desde o princípio. O clone do Blog do Planalto é uma demonstração de como a sociedade está interessada em opinar nas ações presidenciais. E ela deve mesmo mostrar sua opinião de forma clara, fácil e visível. O carinha que está no cargo de presidente, afinal, está defendendo uma nação formada por seres políticos, não? Eu só não consigo ver como isso pode ser considerado de interesses de outros sendo que é da própria sociedade.
A clonagem do Blog do Planalto pode mesmo levantar a discussão sobre o Creative Commons. E isso não seria interessante? Afinal, um mundo em que a maioria das pessoas não conhecem licenças mais brandas do que o copyright não pode estar interessado nestes questionamentos? E tirar as próprias conclusões? Tomara mesmo que questionamentos que podem até ser contrários ao CC surjam por aí. Só assim para criar pensamento crítico sobre autoria, principalmente de textos informações criados pela administração pública.
O que você acha?
Os comentários são oportuos para o debate proposto, vamos à eles:
1) o Sr Fernando Gouvêia, alcunha de Gravataí, assessor da deputada Soninha, aliada política do governador de São Paulo, escreve sobre o blog da Petrobras, fato que nem de longe mencionei. Fazer o quê? Cada qual utiliza a granola que quer no café da manhã. Passemos ao próximo.
2) Gino é o que prega por uma democracia de eleito. Parabéns, Platão adorava os reis-filósofos, mas democracia significa aceitarmos todos e dizer que um iletrado não sabe votar é de uma arrogância muito ensinada nas escolas mackezianas. Próximo passo para o Gino, só pode comentar os letrados.
3) Bianca, sou a favor da publicação de comentários, mas, em uma instituição pública, não concordo com a publicação de comentários totalmente aberta. Há que ver moderação, com regras claras e coerentes. Assim como a publicação de links em um comentário também deva ser analisado. O direito de um, acaba quando começa o do outro. Se houvesse um sistema onde as pessoas efetuassem login para comentar, poderia haver o comentário livre, mas apenas para os logado. Este é o meu pensar.
4) Thiago, parabéns por reconhecer o jogo. Concordo que a Presidência vacilou em não colocar os comentários, mas entendo-os. Há uma polarização radical, a internet é agressiva e a equipe pequena. Porém, eles podiam ter sinalizado que atentavam para a falta de comentários e que trabalhariam por isso. De outro lado, o movimento por comentários nào partiu da população ensandecida por querer se realcionar diretamente com o veículo oficial, partiu de um pequeno grupo que NÃO tentou outra medida senão a clonagem. Foi uma jogada. E me desculpa, mas o Serra tem tudo a ver com isso. É governador, é presidenciável e controla com mão de ferro a comunicação do gabinete e dos seus veículos oficiais.
5) Pedro Markum, que bom que tenha respondido, mas a minha pergunta é válida: não seria mais proveitoso pedir a criação de outros blogs governamentais? Não seria melhor uma campanha para darmos a Presidência a chance de abrir os comentários? Não seria ingenuidade apontar um erro da ação federal nestes tempos beligerantes e achar que não haveria uso político desta ação? Você clonaria um possível blog do José Serra e anunciaria aos quatro ventos? Espero que não leve ao campo pessoal, mas acontece que o seu sobrenome é diretamente vinculado ao governo paulista.
@Diogo Hermes de Araújo: eu também entendo o porque de eles não terem liberado os comentários. Só não significa que eu concorde. Eu já acho que todos os comentários, em todos os lugares, deveriam ser liberados, sem precisar sequer logar para que ele seja possível. E a iniciativa de clonagem do blog realmente saiu de um pequeno (bem pequeno, por sinal) grupo, e não pela população desesperada. Mas, afinal, este pequeno grupo não faz parte da população? E a repercussão que se tem chegado (principalmente, demonstrada pela quantidade de comentários) não é de aprovação pela maioria?
Eu acho que os produtores do blog sinalizaram que iriam trabalhar para que os comentários pudessem ser feitos. Querendo ou não que os comentários sejam feitos, eles deixaram bem visíveis os links para outros blogs que referenciam os posts do canal oficinal. Já não é um início de conversa? Agora, se esse é o melhor meio, creio que não. E até por isso que considero a iniciativa da clonagem ótima para se questionar quais os canais de comunicação entre governo e população conectada podem ser os mais eficazes. É o que eu comentei me respondendo a Bianca: o governo quer ouvir?
E se quer ouvir, por que este pequeno grupo que criou o clone deve ser o responsável por fazer outra medida de comunicação e não o governo? Se desde antes do lançamento, podiam-se ver reclamações de todos os tipos (principalmente pelo Twitter) referentes à falta de comentários, por que a produção do blog não tentou arranjar outros meios mais eficazes, do que apenas linkar outros veículos que citam o oficial da presidência? Acho que essa alternativa deveria ter sido pensada e questionada por lá, até com a participação da população. Ela não seria a melhor para opinar sobre o melhor meio de se comunicar com o governo?
E eu ainda não consigo ver onde o Serra ou qualquer outro candidato a uma vaga na administração pública tenha a ver com esta iniciativa. Para mim, ela está só mostrando como a comunicação entre governo e população conectada pode ser feito. Não vejo filiação alguma em nenhum aspecto disso. Estou sendo ingênuo?
Thiago Carrapatoso, ontem a Folha Online publicou notícia sobre o clone http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u619252.shtml mas sem identificar o autor. Bem, se até o meu filho já sabia quem o tinha feito, porque será que a Folha não publicou. Conveniência, ora pois.
De resto, concordo com o que disse. Enfim, eu sou a favor da liberdade de expressão e a favor do CC. Se o debate for ser realizado no campo das idéias, melhor.
@Diogo Hermes de Araújo: eu acho que a Folha Online não publicou os nomes dos autores por mero descaso e jornalismo barato, pois a versão impressa (no caderno Brasil, página A9), de hoje (4 de setembro de 2009), cita tanto a Daniela Silva quanto o Pedro Markun. Não é uma questão de quem fez para defender tal posição. Como eu disse, a iniciativa é boa por si só, por levantar questionamentos que já estavam latentes.
@Diogo Hermes
Diogo, não sou assessor da Soninha. Já fui, não trabalho com ela desde 2008. E ela não é deputada. Aliás, o post não mencionou José Serra, você o fez nos comentários. Seria o caso de dizer que essa é sua “granola”. Você, sim, trabalha na Petrobras, cujo blog NÃO TINHA COMENTÁRIOS e NEM ERA EM CREATIVE COMMONS. E desse debate fugiu. Em vez de debater, correu para a argumentação pessoal. Ruim.
Quanto ao mais, repito: nenhum conteúdo produzido pela administração pública é protegido por “copyright”. Mesmo se o blog não fosse em CC, acreditem, ele poderia ser “clonado”, sem que configurasse crime.
Desta feita, a tal “clonagem” não fortalece nem enfraquece a licença CC, mas antes e acima de tudo é um alento para a DEMOCRACIA.
Mas, repetindo, a única pessoa que mudou de assunto aqui foi você, Diogo. O post fala sobre Blog do Planalto e você chegou atacando uma hipótese, uma abstração, citando coisas inexistentes (José Serra). Pois bem: ele tem coragem de estar no Twitter, “falar com a própria boca e ouvir com os próprios ouvidos” até mesmo agressões grosseiras de gente que posa de “elegante”.
Feliz ou infelizmente, a Internet é também feita disso. E, tirando violência física, as manifestações exacerbadas ‘contra’ os políticos são parte do jogo democrático. Abrindo os comentários, é um pouco do que veremos.
Pessoalmente, não apóio. Mas, vale lembrar, o hoje COORDENADOR DO BLOG DA PRESIDÊNCIA, há bem pouco tempo, já comentou em blog de adversário chamando o câncer do antagonista de “bolotinha”. Isso é ser civilizado?
Abraços.
Olá, Diogo!
Com certeza absoluta a clonagem do Blog do Planalto é um ato político. Um dos motivos de eu ter escrito de post foi a vontade de deixar isso claro: essa é uma ação assumidamente e orgulhosamente política. Não é uma ação de humor, não é uma ação de marketing viral, não é uma ação de promoção do formato blog como mídia social. Se fosse qualquer coisa dessas, ainda assim ela seria uma ação política; mas nesse caso a intenção sempre esteve muito clara. Porque nós entendemos política como espaço de empoderamento do cidadão. A ação cidadã tem poder, e na rede o cidadão pode ser autor, não apenas coadjuvante do processo.
Não dependemos do político profissional nem dos partidos pra fazer a política acontecer, e a ideia é usar justamente essa possibilidade. Não estamos respondendo a nenhum interesse pessoal ou partidário nesse caso. Temos consciência do jogo, mas nossa vontade aqui foi a de transcendê-lo, não de jogá-lo.
Da mesma forma que a nossa ação de clonagem não foi ingênua ou leviana em relação ao jogo político, a ação do governo, escolhendo a licença Creative Commons para o blog, também não foi. Minha avaliação pessoal é a seguinte: quando eu, indivíduo, publico minhas fotos em CC no Flickr, eu até posso estar dizendo apenas “pode usar”. Mas quando esse governo publica um blog em CC, por causa da história desse próprio governo, pra mim ele está dizendo “use, abuse, remixe, ressignifique, leve esse conteúdo pra muito além das fronteiras que nós poderíamos levar sem contar com o coletivo, experimente”. Porque a licença CC teve o seu uso incentivado pelo governo federal de forma muito consistente nos últimos quase 8 anos. E se o simples fato dela ter sido utilizada por alguém, totalmente dentro das regras, colocar a sua adoção em risco, é mesmo essencial que essa adoção seja repensada – de forma transparente para o cidadão.
E Diogo, que bom que você esclareceu melhor o contexto da sua questão sobre o Serra a partir do seu segundo comentário. Pelo que eu entendi, além de questionar o valor da ação de clonar o blog – se é ingênua, se é precipitada, se não atrapalha mais do que ajuda, todas essas questões muito válidas pro debate –, você também se preocupa com a legitimidade da ação, por conta do fato do Pedro Markun ser Markun.
Acho que a única coisa importante a se dizer a respeito disso, mais uma vez, é que essa é uma ação política e apartidária. Somos pessoas que acreditam que é possível participar da política sem fazer parte de um ou outro partido. E eu acredito e defendo que nós temos esse direito, legítimo, claro, explícito, não importa qual seja o nosso sobrenome (aliás, adianto que, apesar de Silva, eu não sou parente direta do Presidente Lula).
Acho excelente que essa discussão tenha ganhado fôlego aqui no Trezentos. Podemos pensar aqui, juntos, em formas de legitimar o clone como um espaço não apenas de comentários, não apenas de discussão, mas sim de participação política consciente e engajada, pra qualquer lado da moeda que caia. Alguma sugestão?
@diogo
Eu posso estar enganado, mas me parece que sua motivação ao trazer para discussão se o Esfera teria ou não teria feito um clone do blog do Serra é reduzir não apenas o debate, mas apontar que “ó, mas isso é uma coisa motivada politicamente!”. Obviamente que tem uma motivação política. O blog do planalto é um veículo para o governo publicar sua versão, e tem uma motivação política, seus comentários tem motivação política, eu estou escrevendo isso como parte de um discussão política…
A pergunta que eu faço é: e daí?
Me parece que você está confundindo um blog com um espaço “neutro” e apolítico. Blog não são neutros. São veículos de opinião, assim como seus comentários. Isto não é um espaço acadêmico (e mesmo que fosse, espaços acadêmicos são espaços políticos, mas divago). O clone está fazendo uma declaração política sim, e essa é uma declaração válida. E, como você diz, isso é um fato.
Parece que sua tentativa de menosprezar (e, ao fazer isso, silenciar) o clone é uma fuga de um debate com um lado que, sim, está na luta política por um espaço na sucessão presidencial. Qual é o problema? A oposição não pode ter voz? É esse ranço autoritarista de silenciar as opiniões contrárias que me assusta.
Daniela, mais claro, impossível. Sinceramente, a única coisa que acho é que o Blog do Planalto deve ter espaço para comentários sem que seja necessário um clone para tanto. Se quiserem clonar para ‘N’ motivos, beleza. Mas não por que os matutos não compreenderam as novas interações sociais em sua plenitude e furtado à nós de comentarmos por lá. Eles tem que entender estes novos tempos.
Há o problema da agressividade dos internautas escondidos atrás de IP’s, nicknames e outros subterfúgios, mas fazer o quê. São meninos, alguns nem tanto, amargurados, nem sempre, que utilizam este canal para acusações eivadas de certezas. Mas isso é da vida, faz parte do jogo.
Boa sorte e espero que continuem com a ação em cima das esferas que ainda não entenderam ou utilizam as novas formas de comunicação. Por enquanto, o movimento, governamental, só partiu de quem não tem as grandes mídias associadas.
1. Tenho a impressão de que todos @s envolvid@s no debate compartilhamos a luta pelo conhecimento livre e por uma cultura política que vá além da representação. Mas, como diria John Swigert, temos um problema. A clonagem do blog do Planalto, feita com a melhor das intenções, está virando um gol contra. Dos feios.
2. Entusiasmado pela iniciativa, tentei participar hoje do debate sobre o pré-sal. Investi um tempinho e postei dois ou três comentários. Percebi que é perda de tempo. O blog-clone foi tomado por vândalos que não estão interessados em nenhum diálogo. Querem atirar contra o “Mulla”. Façam uma visita e constatem: o nível é, sem exageros, o dos blogs-cloacas da Veja.
3. Seria interessante estudar por que. Talvez, num clima de ressentimentos da direita como o que vivemos no Brasil, abrir qualquer vitrine atraia muito mais pedras que inteligência. Tenho a impressão, por exemplo, de que pouca gente que frequenta o “Trezentos” se dá ao trabalho de participar dos debates no blog-clone. Mas ele atrai muita gente interessada em compensar seus recalques.
4. O direito à comunicação é ótimo e a gente adora. Isso não significa que qualquer iniciativa é proveitosa. Um blog presidencial enfrenta uma contradição para a qual não conheço saída. Para gerar debate verdadeiro, precisa ser moderado. Mas qualquer critério de moderação será considerado injusto, pela maioria. Talvez por isso, os autores do blog-clone preferiram também não moderar. Mas qualquer visita aos comentários do blog mostrará que, *na atual configuração*, ali não pratica nada que se possa chamar de debate democrático.
5. E estão surgindo fatos políticos negativos. Os blogs e sites mais conservadores estão instigando os leitores a visitar o blog-clone e continuar a depredá-lo. O nível dos comentários está caindo, post após post. Ávidos como estão para criar factóides, daqui a pouco os jornais do PIG vão criar placares, comparando comentários contra e a favor, reproduzindo bobagens, tentando apresentar o falso debate que se dá no clone como expressão de maiorias ou minorias na sociedade. Ou, então, um fanfarrão como o César Maia vai entrar e fazer ele próprio suas provocações etc etc etc. Ou seja: no momento em que estamos construindo uma grande esforço de mobilização em favor do conhecimento livre e de novas formas de democracia, corremos o risco de ver o blog clone como uma arma contra estas idéias.
6. Repito: sei das excelentes intenções de quem criou o clone. Também me sinto parte do problema e me proponho a ajudar a encontrar uma saída. Instalar moderação no blog clonado, criando critérios explícitos e expondo o contexto e os objetivos da clonagem? É uma possibilidade. Mobilizarmos gente para inverter a correlação de forças e tentar estabelecer um debate real? É outra. Só não dá pra deixar como está.
Abraços
Antonio
(mando sem revisão)
Antes de tudo, sou obrigado a concordar com o Diogo, sim. Se o presidente fosse o Serra, o ‘Blog do Planalto’ NÃO seria clonado – pelo menos, não pelos mesmos autores do clone em questão.
Concordo também com o Antonio Martins. A clonagem, além de precipitada, está sendo um gol contra. Lá, não há diálogo e duvido que os próprios criadores do clone venham a postar comentários. É como se tivessem criado algo em que nem eles mesmos acreditam. Não podemos ser hipócritas a ponto de rejeitar qualquer tipo de moderação. Vivemos em uma sociedade moderada por instituições, leis etc.
Finalmente, vamos lembrar que a internet é democrática, mas não chega a todos – infelizmente. Há analfabetismo e exclusão digital só para começar. Portanto, não se pode dizer, como fez o Thiago, que o tal clone está sendo ‘aprovado pela maioria’. De que maioria estamos falando? De jornalistas que blogam e usam Twitter? É um universo bastante pequeno em termos de Brasil, convenhamos…
Antes que me julguem pelo discurso, sou a favor da internet, da democracia e do CC. Sempre fui. Porém, fico um tanto frustrada quando vejo que o virtual é encarado como – totalmente – real. Talvez, antes de criarmos um blog livre, aberto e tal, devêssemos pensar em conceitos como educação e inclusão digital. Aí sim, todos poderiam participar – algo que, sinto muito, NÃO está acontecendo.
Eu acho este site uma bosta. É um reduto de loucos especializados em criar uma realidade alternativa e bizarra. A única coisa boa que saiu daqui foi essa idéia do clone. Daniela, parabéns e saia rapidinho daqui que você tem futuro.
Assino embaixo do que disse o meu xará Antonio Martins. Nos comentários do clonado só se lê elogios ou criticas à iniciativa de clonar. Mais elogios do que críticas. Debate sobre o assunto da postagem não existe. Nem de leve. Muito longe disso.
E claro, os hidrófobos estão cada vez mais assanhados. Todos os Troll estão soltos por lá.
Se a intenção era um novo espaço de discussão dos temas postados pelo blog do planalto original, acho que não está funcionando. Mas sempre é possível fazer uma moderação, vetar os “cachorro louco” que aparecem, os autores da idéia (Markum e Daniella?) fazerem algumas entradas para ver se o diálogo começa. Quem sabe funcione. Ou alguém sugira uma idéia melhor que a minha. O que não é nada difícil.
Bom, então vamos lá. Abaixo, um link que demonstra o verdadeiro Diogo Hermes de Araújo, sob o pseudônimo usado no Twitter:
http://farm3.static.flickr.com/2656/3888744062_d01d4aed61_o.jpg
Vejam que “propositivo” e que de “alto nível” seu debate. Na ocasião, notem, dirigiu-se DIRETAMENTE a José Serra. Não precisou de “creative commons” nem nada. Falou e foi lido, pois não é bloqueado nem nada do tipo.
Essa é a mesma pessoa que vem até aqui falar numa HIPÓTESE para descer a lenha na iniciativa brilhante da clonagem de um blog que nasceu repleto de censuras e cortes pelo medo de críticas. Um TROLL, portanto.
Mas não paramos por aí. Daniel “Duende” (a alcunha é do próprio), também no Twitter, fez a mesmíssima coisa, em tons ainda piores. Vejam:
http://farm4.static.flickr.com/3504/3887948503_6185dbc5dd_o.jpg
Ele apagou, mas ainda está no cache do Google (aparece na busca, mas não no Twitter). Enfim, essas são as pessoas que reclamam do “baixo nível” dos comentários do blog clone.
Sim, é verdade, muita gente ali pega pesado. E eu, como já disse, discordo veementemente dessas ofensas. Não contribuem em nada.
Mas ao menos duas pessoas não podem abrir a boca para falar disso. São elas: Daniel Duende e nosso querido funcionário da Petrobras Diogo Hermes.
Aquele abraço fraterno a todos e, de novo, parabéns pelo blog-clone – reiterando que NENHUM CONTEÚDO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POSSUI COPYRIGHT, o que torna inócuo o uso de licença CC ou coisa que o valha.
Abs.
Fernando
Na boa, quem usa expressões como”blog-cloaca” “PIG” e “novas formas de democracia” não pode reclamar do nível de qualquer discussão.
Caro Diogo,
É uma pena que uma ação tão interessante tenha virado motivo para guerrinhas particulares e partidárias. Isso – pelo que vejo – da parte daqueles que condenam o chamado clone.
Assustei-me ao ler os comentários e ver você apontando um a um – e tentando denegrir os posts associando-os a algum partido político ou algo que o valha. É a velha história – ataco para me defender? Bem, no meu caso, apenas uma cidadã comum – sem qualquer vínculo político além de prestar consultoria a uma OSCIP mineira e empresas de TI – você terá que se esforçar bastante para isso.
Me identifico primeiro. Faço parte do Movimento Nossa BH. Um movimento apartidário e interreligioso que busca a melhoria da qualidade de vida na cidade de Belo Horizonte. Como? Através da criação e monitoramento de indicadores que mostrem como andam as políticas públicas na cidade. Não sou política, atuei mais no mercado privado e meu sonho é simplesmente ter uma sociedade melhor para se viver.
Mas também sou administradora. E, como administradora, conheço bem a teoria da agência – onde o principal deve manter o controle sobre o agente para que ele aja de forma a atender as necessidades do primeiro – e não de forma oportunista. No Brasil – e em qualquer cidade do país – somos os acionistas que contratam os agentes para administrar nosso recurso a fim de obtermos ao final o bem estar social. E temos todo o direito de cobrar transparência e – o mais importante- manter um diálogo aberto com os nossos “empregados” para que as metas sejam alcançadas. Temos direito a diversas ferramentas para isso – e o Planalto – aparentemente por demagogia pura – finge que atende o desejo de diálogo da sociedade criando um blog. Moderno né? Mas ora pois – sem espaço para comentários? Idéia infeliz. Para que afinal das contas? Ao invés de discutir com quem criou o clone, ou jogar o problema para debates pessoais, sugiro que vá em busca dos responsáveis pela comunicação no Planalto e mostre que a sociedade – seus acionistas e portanto, os verdadeiros proprietários desse país – querem diálogo! Somente isso. Simples assim.
Ah – como consultora de marketing e comunicação: parabéns pela idéia da clonagem. Excelente!
Um abraço
Gravatai Merengue disse: O seu comentário está aguardando moderação
Bom, então vamos lá. Abaixo, um link que demonstra o verdadeiro Diogo Hermes de Araújo, sob o pseudônimo usado no Twitter:
http://farm3.static.flickr.com/2656/3888744062_d01d4aed61_o.jpg
Vejam que “propositivo” e que de “alto nível” seu debate. Na ocasião, notem, dirigiu-se DIRETAMENTE a José Serra. Não precisou de “creative commons” nem nada. Falou e foi lido, pois não é bloqueado nem nada do tipo.
Essa é a mesma pessoa que vem até aqui falar numa HIPÓTESE para descer a lenha na iniciativa brilhante da clonagem de um blog que nasceu repleto de censuras e cortes pelo medo de críticas. Um TROLL, portanto.
Mas não paramos por aí. Daniel “Duende” (a alcunha é do próprio), também no Twitter, fez a mesmíssima coisa, em tons ainda piores. Vejam:
http://farm4.static.flickr.com/3504/3887948503_6185dbc5dd_o.jpg
Ele apagou, mas ainda está no cache do Google (aparece na busca, mas não no Twitter). Enfim, essas são as pessoas que reclamam do “baixo nível” dos comentários do blog clone.
Sim, é verdade, muita gente ali pega pesado. E eu, como já disse, discordo veementemente dessas ofensas. Não contribuem em nada.
Mas ao menos duas pessoas não podem abrir a boca para falar disso. São elas: Daniel Duende e nosso querido funcionário da Petrobras Diogo Hermes.
Aquele abraço fraterno a todos e, de novo, parabéns pelo blog-clone – reiterando que NENHUM CONTEÚDO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POSSUI COPYRIGHT, o que torna inócuo o uso de licença CC ou coisa que o valha.
Abs.
Fernando
(como o IP do Gravatai Merengue está inexplicavelmente moderado, o comentário segue agora)
Bela ação de marketing para lançar a empresa de vocês. Agora me contem, quem vai assumir a responsabilidade pelos comentários não moderados naquele blog, que são de cunho altamente difamatório, preconceituoso e etc? Até gente pedindo a separação do nordeste do resto do país eu li por lá! É um prato cheio para trolls. E eu não estou defendendo só os esquerdistas, mas qualquer pessoa simpatizante da oposição que possa sofrer danos na imagem por conta dessa brincadeira. A internet é um território onde não vigoram as leis anti-racismo?
Boa noite e boa sorte.
Alguns exemplos de comentários:
O TINHOSO says:
September 3, 2009 at 8:24 pm
franklin martins teve um caso com ze dirceu na ditadura
anastacio says:
September 4, 2009 at 3:11 pm
PEDRO MARKUN…CHUPA MINHA PICA SEU VIADO
anastacio says:
September 4, 2009 at 3:11 pm
RONALDO
Fora PT says:
September 4, 2009 at 4:09 pm
Lulla é o maior LADRÃO da história “destipaiz” !!!
Lulla assassinou Celso Daniel, ex-prefeito de Santo-André-SP. Lulla da Silva é ASSASSINO !!!
Deveria ser enjaulado urgente. Lulla e o PT são nocivos e perigosos para a sociedade !
Fernando says:
September 5, 2009 at 12:50 am
Na verdade para mim é tudo igual, voto no meu estado, se a Vilma fosse da minha rua, votava nela!
Sinceramente tô cansado de ver o Lula ajudando o pessoal “lá de cima”, quero um cara que olhe para quem gera a maior parte das riquesas do país.
Não quero ficar pagando a conta de neguinho que fica na rede o dia inteiro para receber o esmola-familia no final do mês.
O brasil para quem trabalha de verdade! Nós aqui no sul e sudeste.
=========
E isso porque eu não achei os piores que li da primeira vez que naveguei por lá.
Tem coisa muito pior.
vcs são todos filhinhos de papai, nunca trabalharam por necessidade são todods reacionários de plantão. Só conhecem o Brasil por viagens de férias. Por vcs O FHC ainda estaria na presidencia.
e o Serra por vcs estará!`É interessante que nenhum de vcs comentou o terceiro mandato do Uribe na Colombia!!! e muitos de vcs temeram o terceiro de Lula. É claro vcs são como os da estirpe do Uribe, FHC e Serra! o tempo de vcs está passando!
Cara Adriana,
me desculpe se respondo um a um, mas é porque não há contradição neste espaço, só uma pequena associação de pessoas. Resultado? Postei o meu comentário e vieram ataques de todos os lados, pessoais inclusive. Então, quem ataca aqui? Fui muito sincero indicando que era provocação. Agora, você me dizer que é uma cidadã comum é surreal. Você é administradora e consultora, fato esse que a posiciona numa ínfima parcela de 5% da população economicamente ativa deste país. Portanto, comum você não é.
Em segundo lugar gostaria de dizer o que já disse acima, JULGUEI PRECIPITADA A QUESTÃO DA CLONAGEM. E aí eu te pergunto: porque os autores do clone não procuraram primeiro os responsáveis da Comunicação do Planalto (SECOM) para a instalação dos comentários? Quem inverte o ônus da culpa, sorry, não sou eu.
Sugiro Ana à você, procurar ler bem TODOS os comentários aqui e procurar a isenção antes de responder. O levianismo se expresa através de várias formas. Procurar enxergar através do óbvio é difícil, mas é a melhor solução.
Porque você explicita muito bem o seu posicionamento político ao dizer que o planalto age de forma demagógica, coisa que nem o Markum fez. Assumir um lado é difícil, mas também é a melhor solução. Deste modo, facilita o debate.
Os que me conhecem, sabem que luto por uma sociedade igualitária, mais justa. Por uma classe política mais sincera, por um projeto de Brasil que não existe mais. Porém, a internet tupiniquim ainda é um retrato oligárquico antigo nosso. Temos os nossos coronéis e sua trupe de capitães do mato cibernéticos, chega a impressionar. Não sei mais se é o caso educacional ou psiquiátrico ou prisional.
Para enriquecer o debate
Publicado por Ivson em 05/09/2009
Faz muito bem o governo de não realizar nenhuma ação contra o pessoal que clonou o Blog do Planalto. A galera está dando uma tremenda mão ao Nove-Dedos (com trocadilho, por favor). Entendeu não? Olha só: se o blog verdadeiro desse opção de comentário, o que aconteceria? De cada 100, 99 seriam ofensas e besteiras escritas “por quem não sabe o que diz” (obrigado, Stanislaw), certo? OK, tem a moderação, mas quantas pessoas seriam necessárias para moderar o número gigantesco de mensagens que chegariam?
Ora, os blogueiros resolveram esse problema. Agora, o pessoal do governo pode ir lá olhar os comentários, selecionar aquele entre os 100 que presta e botar na base de dados, para avaliação e tomada de decisão. Tudo sem contratar mais gente ou desviar alguém de função, e sem o desagradável peso institucional de ser xingado dentro de sua própria casa virtual.
http://coleguinhas.wordpress.com/2009/09/05/maozinha-blogueira/
Diogo,
Então estamos do mesmo lado, certo? Queremos um país justo. Queremos democracia. Deveria ser simples, mas não é. Não é a internet que está tomada por coronéis. É a nossa nação…
Eu li todos os comentários, de forma isenta – pois gosto de observar o posicionamento da sociedade. Logo no início, mensagens normais – de apoio ou desaprovação. Mas você abriu seus comentários já se posicionando: se fosse um blog do José Serra… Ora, ninguém estava falando de Serra, ou Lula, ou seja lá quem for. Como bem posicionou a Daniela, foi uma ação apartidária.
Claro, após você abrir a frente logo vieram ataques – se você tivesse apenas se posicionado enquanto cidadão e discordado, isso com certeza não teria acontecido. Mas você claramente tomou uma posição partidária – e isso ocasiona reações…
Sobre seu comentário – sim, faço parte de uma pequena parcela da população brasileira que teve acesso a um estudo melhor e hoje trabalho por conta própria. Mas me julgo sim uma cidadã comum, pois minha história é de luta como da maioria que hoje vive nesse país. Trabalho desde os 14 anos de idade – estudei em escolas públicas e fiz faculdade com meus próprios recursos, após 14 anos de trabalho árduo. Apesar de hoje estar investindo cada vez mais em estudo e conhecimento, a luta diária pelo pão nosso de cada dia é uma realidade. E minha maior luta segue para que cada indivíduo desse país possa ter um acesso facilitado ao que eu lutei tanto para conquistar…
Vejo demagogia na ação – pois qualquer jovem que tenha acesso a tecnologia hoje sabe a finalidade de um blog – e com tantos mestres e doutores no corpo técnico federal eu acredito que a assessoria de comunicação do Planalto sabe muito bem que um dos espaços mais importantes de um blog é a parte de comentários – que pode ou não ser moderada, mas vital para atender seu objetivo. Não estou criticando o PT, o Lula ou quem quer que seja – estou criticando a ação – você entende a diferença? E as críticas a esse posicionamento fechado do governo já foram realizadas bem antes deste clone ser colocado no ar – e a Assessoria se fingiu de morta – como aliás, continua fazendo…
Vou lhe dar um exemplo do que é ser apartidário. Duas semanas atrás, em Belo Horizonte, foi votado um projeto pela transparência na Câmara dos vereadores. Projeto esse criado por um ex-vereador, o Carlão, do PT. Foi derrubado – e eu, como cidadã e conhecedora dos meus direitos de ter acesso às informações de como meu dinheiro vem sendo gasto – fiz diversas manifestações pela internet e através da mídia impressa. Não me importa de quem é o projeto – era um ótimo projeto, caramba!
Vou continuar me posicionando a favor ou contra ações políticas que me agradem ou desagradem. É um direito meu. Mas continuarei fazendo isso sem olhar se partiram do PT, PV, PSDB, etc. Sugiro fazer o mesmo.
Abraço
P.S Quem é Ana?
Oi, pessoal!
Estamos acompanhando a discussão sobre a “qualidade” e o “nível” (palavrinhas traiçoeiras, não?) dos comentários no clone do Blog do Planalto. Acredito que, no clone, temos a oportunidade de experimentar alguma forma de atuação colaborativa em direção a esses questionamentos (moderação é mesmo a melhor opção? como ela pode ser feita? que tecnologias podemos usar para isso?).
O que acham?
Colocamos no ar o Blog da Esfera, onde pretendemos lançar ideias de ações políticas na rede, com um convite pra participação da comunidade. Já postei lá uma chamada para pensarmos, juntos, um sistema de moderação para o blog-clone. Se puderem, por favor, participem da discussão.
http://blog.esfera.mobi/moderacao-colaborativa-para-o-clone-do-blog-do-planalto/
Além da questão partidária – que, apesar de os autores tentarem negá-la, existe, é um fato -, há um grave problema metodológico: a própria rede, com a velocidade que a caracteriza, já identificou, para os círculos mais informados, tratar-se de um clone, o que naturalmente desencoraja as pessoas que levam política a a sério a comentar no blog, ao mesmo tempo em que estimula toda a sorte de provocadores, trolls, e ativistas da oposição a fazê-lo.
Não vejo como, ante tal premissa, possa se estabelecer um protocolo acadêmico válido para utilizar o blog como objeto de pesquisa acadêmico. Como estabelecer parâmetros que permitam uma aferição em bases cartesianas de tal objeto de estudo? Afigura-se algo impossível.
E há, é claro, a grave questão ética, já que não é oferecida pelo próprio blog nenhuma informação que avise o internauta incauto que se trata, alegadamente, de um experimento acadêmico. Pelo contrário: trata-se de uma cópia ipsis litteris do blog original, o que ainda por cima naturaliza o plágio, uma das piores práticas em voga na academia.
Por mais boa vontade que tenhamos, é realmente muito difícil levar a sério que isso não passe de provocação política. Espero que a sociedade acompanhe de perto o desenrolar dessa pesquisa acadêmica, se é que é disso mesmo que se trata.
O Blog do Planalto é acusado de não dialogar, mas tem trackback (que ainda não implementaram totalmente, mas disseram que vão implementar) e formulário de críticas e sugestões. O Blog do Planalto liberou generosamente TODO o seu conteúdo em Creative Commons (e não era obrigado a fazê-lo), com feeds completos. Os funcionários do Blog do Planalto são atacados na Internet e ainda assim tentam explicar com boa vontade como a “abertura” do blog só tem como ser gradual, devido aos cartolas da comunicação do governo.
E qual o resultado?
Empresinha feita às pressas aproveita pra ficar famosa às vésperas de ano eleitoral, “clona” o trabalho em construção e quer fazer todo mundo acreditar que centenas de comentários grosseiros, inúteis e fora de contexto era o que faltava pra evolução da política brasileira. Genial.
Qual o próximo passo, ó grandes estrategistas do “clone”? Vender muito em 2010?
Julgo que quando o trackback estiver implementado a questão aestaŕa resolvida: quem quiser responder à postagem, que poste em seun próprio blog euqme se interessar por ler o queb se comentou, que clique no link. aimples assim
Sobre o “nivel” dos comentários no blog-clone:
Muito se engana quem pensa que na internet não há “formadores de opinião”, que é um “território livre”; infelizmente, o nível da “opinião formada” na internet consegue ser mais baixo do que nos demais veículos tradicionais. Instigados pelo véu do anonimato, trolls e boçais proliferam como baratas. E o alimento das baratas vem de onde? Dos próprios “formadores de opinião” da net, como alguns blogueiros famosos.
Vou me ater aqui a 2 (um do Fla, outro do Flu): Reinaldo Azevedo e Paulo Henrique Amorim. Alguns posts desses blogs de altíssima frequência são até piores que muitos comentários aqui “colados” do blog clone: ridicularização dos desafetos – inclusive com citações a imperfeições físicas -, charges ofensivas, lógica torta e desonesta para justificar a divergência ideológica, jornalistas (sim, eles são!) dando informações falsas, distorcidas ou incompletas…
A caixa de comentários desses dois (são só exemplos, temos muitos outros) é praticamente uma reunião da Gestapo para planejar novos massacres contra desafetos. em muito se assemelham com comunidades de torcidas organizadas no orkut planejando o novo ataque. Não se debatem idéias contrárias, limitam-se (blogueiros e comentaristas) a enxovalhar tudo o que venha do “outro lado”. É proibido ressaltar qualquer aspecto positivo na movimentação política de qualquer um que não seja “dos nossos” (deles, eu tô fora).
O resultado, como não poderia deixar de ser, é esse aí: pessoas participando dessa coisa chamada internet, que poderia ser uma revolução na comunicação entre humanos, se sentindo “politizado” quando lança, feito um bovino, hashtags no twitter do tipo #fora(……..) – complete com o nome da vez -, incensado por um “formador de opinião”, ou uma pseudocelebridade qualquer. Ler, conhecer todas as versões, julgar e só depois escrever é um processo muito complicado. Melhor já sair escrevendo. O teclado é aí na frente mesmo, como um comedouro fica à frente do boi confinado e marcado para morrer.
É bom saber dos nexos e possíveis motivações de quem fez o clone, mas não acho que isso deslegitime a iniciativa. A licença permitia isso, e hora ou outra alguém teria a ideia. Também não entendo qual o problema de “dividir o acesso” ao blog do Planalto; por acaso o êxito da iniciativa deve ser mensurado pelo número de visitantes ao blog oficial? E discordo, por fim, do argumento de que deveriam ter cobrado que os comentários fossem abertos. Isso *já estava* ocorrendo, da parte de muita gente, desde que o blog oficial foi lançado.
Por outro lado, assim que vi a história, supus que esse problema dos trolls e do spam surgiria. E quem sabe não eram essas as “dificuldades técnicas” previstas pelo pessoal do blog oficial… Agora, quem executou a ideia de clonar, que encontre um jeito de exercer algum tipo de moderação — sob pena de o clone tornar-se completamente inútil.
Diogo.
Você concluir o que eu prego distorcendo as minhas palavras mostra bem a que veio. Convenientemente (como todo esquerdista, diga-se) não percebeu que meu comentário se dirige ao problema de mentecaptos como você que se julgam intelectualizados distorcerem os fatos. No seu caso, o blog clone não é uma brilhante idéia que resolve uma palermisse criada pelo governo. Não, como você é um poodlezinho do governo, torce a idéia colocando-a como uma manobra para 2010. So faltou avisar os criadores do blog clone disso.
Quanto à questão “mackenzista” (afe) é realmente notorio que grupos politicos (principalmente o PT) usem esta suposta democracia, de voto obrigatório, para que pessoas sem instrução (e nem vontade de te-las) frquentem as urnas.
Vinicius Duarte:
Internet Seriouz Buzinesss
É apenas um reflexo do mundo real. O público que você imagina nele, fosse real, não permitiria uma realidade política como a que temos hoje. Porém como você bem sabe, estão mais preocupados com o resultado do jogo do corinthians e saber o que algum moloide da MTV postou na net…
A discussão sobre “alto nível” é das mais hipócritas, sobretudo vindo de quem vem. Conheço o Vinícius e sei que ele em geral defende o Governo Lula. Ele, sim, sei que tem alto nível e prima pelo debate qualificado. Mas muitos – Diogo incluído – não o fazem.
Apóiam blogs como “Cloaca News” e “Quanto Tempo Dura”, entre outros, e basta uma rápida visita para notar o naipe das coisas. Eu mesmo, recentemente, fui alvo de acusações horríveis e até hoje elas são tratadas como “verdades absolutas”. Quis o destino, vejam só, que o próprio Markun TAMBÉM sofresse acusações do mesmo tipo e DA MESMA PESSOA (o pai, inclusive, diuturnamente, e igualmente injustas). É um procedimento péssimo, com uma saraivada de comentários injuriosos sem que se possa defender a contento. Vida que segue.
Mas, agora, cabe falar sobre os Trackbacks. No Blog do Planalto eles estão DESABILITADOS. Isso mesmo: DESABILITADOS. Não se trata de uma “falha” ou “bug”, mas de um macete para que os leitores NÃO TENHAM ACESSO AOS DEMAIS BLOGS QUE COMENTAM AS POSTAGENS.
Qualquer programador sabe que, ao habilitar trackback, AUTOMATICAMENTE se faz o endereçamento a quem citou/indicou a postagem. A supressão deriva de uma linha de comando, e não da falta dela. Houve, portanto, um TRABALHO NO SENTIDO DE OMITIR esse dado.
Além disso, TAMBÉM OMITEM O RESULTADO DE “POSITIVO” E “NEGATIVO”. Pode-se votar, mas não se tem ali o resultado da “enquete” abaixo de cada post. Mais uma vez, OMITIRAM A LINHA DE COMANDO, pois o widget é automático (uma vez instalado, ele funciona em sua totalidade).
Resumindo: não se trata de ‘bug’ ou ‘falha’, mas de aplicativos manuseados a fim de PREJUDICAR A TRANSPARÊNCIA E A DEMOCRACIA de um veículo que serve para a comunicação entre Administração Pública e Sociedade.
Desculpem, mas é indefensável. Não há como vir aqui falar “ah, mas numa gestão de fulano, blablabla”. Fizeram errado, continuam errando e, sim, insistem no erro.
E o PIOR caminho é botar a culpa nos que falam palavrões nos comentários abertos do blog-clone. Sim, essas pessoas são deploráveis, mas elas existem e sempre existirão. Inclusive nos blogs-trolls badalados pelos que agora hipocritamente usam essa saída pela tangente para justificar a supressão de comentários no blog oficial.
Abs
Fernando
Gravatai:
É o pior caminho mas para quem quer criticar é o melhor. Pois no fim é o único gancho que eles tem para tal. Não houvesse isso, restaria fazer coro com o Diogo e chamar todo mundo de Tucano e acusar o blog de uma conspiração para 2010, tal qual o referido sugeriu.
Aliás, o diogo poderia explicar porque seria uma manobra eleitorera: Onde comentar as notícias do um blog que até então o impossibilita seria uma conspiração da direita/sionista/nazista/capitalisa/imperialista/agronegocio/azevedista ?
Resposta de bípede que usa talheres, por favor.
Os tucanos fizeram um blog para acompanhar a CPI da Petrobras: http://petrobrasblogdacpi.blogspot.com/ Esse blog também não permite comentários. Por que ninguém resolveu cloná-lo?
Gino, um sujeito que escreve palermisse (sic) pode ser julgado como iletrado? Caso positivo, o voto para ti, de acordo com suas convicções democráticas, não seria obrigatório. Triste, mas verdadeiro. A sua agressividade, Gi(ri)no, é caso psiquiátrico.
E o ex-assessor, ex-qualquer coisa Fernando Gouvêia, é uma pessoa em que o jornalista Nassif pesou sérias acusações a respeito de práticas, digamos, no mínimo, anti-democráticas. É a tropa de choque que existe na internet, fazendo a pressão, querendo execer uma coação sobre todos, é o neoliberalismo internético com o suposto pensamento único ou calem-se os contrários à mim. http://www.idelberavelar.com/archives/2009/06/gravatai_merengue_era_mesmo_autor_no_blog_anonimo_de_difamacao_contra_luis_nassif.php e http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/gravatai-exassessor-da-vereadora-soninha-pps-e-o-blogueiro-que-difamava-nassif/ e http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/06/08/a-turma-do-anonimato/
À mulher de César não basta ser honesta, dizia o poeta…
Ao caríssimo detetive/advogado/jornalista marrom Gravataí Merengue, ou Fernando Gouveia, um rápido esclarecimento.
Os únicos tweets que apaguei até hoje foram aqueles que continham um link errado ou algum erro de digitação (sim, eles acontecem), e mesmo assim só depois da publicação de outro tweet com o link ou redação corrigida. A “alegação” de que, portanto, eu tenha apagado alguma twittada é equivocada e, digo mais, provavelmente mal intencionada. Pois não sabe o caro detetive que as twittadas tem “tempo de vida” — isto é, não são mantidas eternamente pelo twitter, tornando-se indisponíveis após algum tempo? É por isso que a dita twittada não foi mais encontrada em sua denodada busca, meu caro cara, e não por ter sido apagada, como “alega” nosso marrom Merengue.
Pelo visto o senhor Gravataí Gouveia segue esforçadamente praticando à risca aquilo que sugere no nome do seu blogue: Imprensa Marrom. Será que a carapuça da twittada em questão também te serviu, Gravz?
Em tempo, por que é mesmo que eu não posso abrir a boca para falar sobre trollagem, senhor Gouveia? Estás a me alçar a seu excelso nível de expertise no assunto? Sinto dizer que não seria lá uma honra.
Daniel Duende
Blog não foi feito pra ser travado. Bem feito pro governo. Agora Escuta.
ESCUTA GOVERNO! E ATENDE E MELHOR.
Parabéns pela iniciativa criativa pessoal! Vamo botar fogo no congresso.
…E por onde andam os caras pintadas?
Estão clonando o blog do governo e espalhando no twitter.
Gravz:
(1) Como eu disse no teu blog, a lista de trackbacks e o contador do “gostou?” são funcionalidades que ficaram pras próximas atualizações do Blog do Planalto. As razões, como eu também disse lá, são: quem decide sobre interatividade não é a equipe do blog. Quem decide está disposto a construir conversas, mas nunca houve um projeto assim lá dentro. Eles estão aprendendo e vão se movimentar nesse sentido. O próprio uso de CC, o canal de críticas-e-respostas, e o uso parcial do trackback já são sinais dessa caminhada – mesmo que lenta e frustrante pra maioria.
Você e quem mais quiser pode enxergar “censura” nisso, mas NADA exclui a possibilidade de eu estar falando a verdade.
(2) Acho idiota a guerra partidária por trás desse joguinho de vandalismo… eu jamais fui envolvido com partidos políticos ou qualquer outra ação partidária formal – “petralha”, “chupeta” e outros apelidos bestas não querem dizer nada pra mim. Não sou de espalhar mentiras nem de detonar pessoas ou projetos dos quais pouco sei. Fui no teu blog pra conversar, não pra te desconsiderar ou depredar suas ações quaisquer que sejam suas convicções políticas.
O Pedro Markun, que está longe de ser um “petralha”, fez o clone do blog e está puxando uma boa conversa sobre moderação coletiva, que pode apontar caminhos pra todo mundo interessado em democracia na Rede. E você, que é tão inteligente quanto, tá fazendo o quê, cara?
@Daniel Pádua
Obrigado por esclarecer que realmente falta o TrackBack. Continuamos sem saber quem falou o quê sobre o Blog do Planalto. Enquanto isso não é corrigido, é realmente impossível saber as reações aos posts – além da já mencionada falta de comentários.
@DanielDuende
Se você não apagou, tanto melhor. Então confirma que chamou o adversário político de mentiroso, naquele baixo calão como está registrado. E agora usa essa prosa bonitinha. Paciência. Eu não ligo para o seu cinismo, ainda me aborreço mais por pagar seu salário enquanto você passa o dia no Twitter. Sério. Isso que me deixa realmente chateado.
@Diogo
Essas versões são as das partes. Assim, trago a minha:
http://www.interney.net/blogs/imprensamarrom/2009/06/23/entendam_de_uma_vez_o_caso_luis_nassif/
Vale lembrar que o caso até hoje não foi para o judiciário. Repetindo: NÃO FOI PARA O JUDICIÁRIO. E ficou provado que você, como funcionário que trabalha na Petrobras, também é parte interessada no que diz respeito ao Governo Federal. Pena que não revela esse fato quando começa a discutir sobre os temas do Planalto. E agora, como foi desmascarado em meio às suas trollagens, partiu para isso. Mas a resposta está aí. Deu em nada, como sempre
E não ria do rapaz que escreveu “palermisse”. Você escreve “à mim” com crase (acento grave). O roto não deve rir do rasgado. E, sobre a mulher de César, não foi poeta algum que falou. É adágio romano. Estude mais. Fará bem a você.
@gravz
Incomoda-o tanto assim que eu chame certo político, que adversário político meu não é pois político não sou, de mentiroso? Isso é bem suspeito, já que em seu incômodo você não se preocupou em refutar minha afirmação, e sim em tentar me atacar por tê-la feito. Mais suspeito ainda quando confundes “afronta à intelingência do (e)leitor” com palavras de baixo calão. Será que qualquer crítica a um certo político soa como baixo calão para você, enquanto qualquer crítica a um certo outro político é apenas expressão da democracia? Por quê este “dois pesos duas medidas”, meu caro cara? Você está se enrolando, Gravz.
Além do mais, acho engraçado que você afirme que a equipe passe o dia no Twitter. É falta do que dizer, ou é você que passa o dia todo procurando por nós lá no microblogland? E se não twitássemos nunca, você ia dizer que “a equipe, que antes era formada por pessoas ligadas à rede, abandonou suas raízes?”. Pra quem quer jogar pedras, nunca falta munição enquanto houver chão, né? Mas acho que tá faltando assunto, ou trabalho, para você.
Abraços do cara com anel no dedão.
@duende
Não passo o dia, basta apenas ver o horário. Esse comment, mesmo (o seu), foi postado às 12:13. Duvido que não seja em seu horário de trabalho – e não preciso passar o dia para saber disso (agora, p.ex., são nove e quarenta da noite).
Quanto ao comentário, acho que todos vez por outra nos manifestamos, sim, de forma brusca contra políticos. Daí o que disse: é HIPÓCRITA dizer o contrário. Por isso mesmo, vocês deveriam ABRIR os comentários.
E não cabe a mim refutar o que você disse. Eu não sou soldado de ninguém. Ao contrário de você, não estou a soldo de político nem administração alguma. Se fulano ou sicrano fala a verdade ou mente, cabe a qualquer um deles se defender. Lula sabia do Mensalão? Eu acho que sim. E seria muito bacana ter uma área de comentários aberta para que todos os cidadãos questionem isso.
Ou, quem dera!, ele estivesse no Twitter para que cidadãos – como você fez – o questionasse acerca desse tipo de coisa.
Mas não se pode exigir coragem e hombridade de todos. Há os que dão a cara a tapa e os que pagam menininhos para apanhar em seu lugar.
Abraços a todos.
@Gravz
Não há impedimento, e espero que nunca venha a haver, para que cada um manifeste sua opinião, seus questionamentos, suas críticas, e até mesmo seus desabafos, em seus suportes digitais — seja o seu blog, sua conta no twitter, seu fotolog ou flickr ou youtube… exatamente como eu fiz. Mais do que isso, espero que a caixa dos comentários do seu blogue esteja sempre aberta aos questionamentos, bem como aos elogios, de todos, assim como as caixas de comentários dos meus blogues sempre estiveram. Somos cidadãos digitais, e prezamos nossa liberdade, nossa voz, e nosso direito de conversar. E ninguém está tolhendo o seu direito de se manifestar como quiser a respeito do conteúdo do Blog do Planalto por aqui, ou em seu blog, ou no twitter. Ou está?
Por outro lado, no que tange a um blog de um governo, parece-me que a questão dos espaços abertos de interação é mais complexa. Digo “parece-me”, pois assim como já disse muito bem o @dpadua, não cabe a nós mais do que ter uma opinião sobre a questão. As decisões desta esfera — haver ou não uma área de comentários no blog — repousam em outras mãos, e se você quer saber, creio que em mãos bem competentes. Não falo pelo “Blog”, e nem gostaria de falar. Falo e penso apenas por mim, graças aos bons Deuses. Dito isso, fazemos o que podemos com as cartas que temos nas mãos. Tem alguma crítica ao nosso texto, ou aos assuntos que abordamos? Há algo de errado com o template do blog? Nos sugere algo para melhorar o blog e que esteja ao alcance da equipe? Se sim, conversamos, ou você pode usar a área de críticas e sugestões do Blog do Planalto, que, acredite, existe justamente para isso.
Abraços do Verde.
Sr Imprensa Marrom, ou Fernando Gouveia, ou Gravataí, os links publicados não eram versões do caso, quero dizer, pelo menos o do Idelber não. No caso dele, ele escreveu sobre a sua versão do fato, algo que ele julgou ser extremamente confusa e que sua resposta também não o convencera. Assim como também não me convence. Conheço o trabalho do Imprensa Marrom desde 2002, juntamente com o Mariscada, Mordendo os Cães de Guarda e o Marinildadas. O seu trabalho sempre foi pautado pela trollagem (eca!). Diferente dos outros blogs, você era de uma esquerda que não ousa dizer o seu nome. Resultado? Bandeou-se à direita paulista e foi trabalhar diretamente com políticos, no caso a Soninha, um modelo exemplar… Você sim é que sempre foi parte interessada…
Já que tanto me acusas de trabalhar na Petrobrás (quem dera), por que não mostra como chegou à este belo raciocínio. É o tal do ônus da acusação. Aí as pessoas vão descobrir como ocorre a sua extensa e perspicaz pesquisa de campo…
Sabe o que é mais ridículo? Você se vangloria pelo fato da acusação do Nassif não ter ido ao judiciário. Que puta glória essa, hein? Até Pirro, merecia uma vitória melhor.
Saiba, ó cão de guarda, que quem pediu o voto APENAS para os letrados, foi aquele alfabetizado à la Sasha. Coitado dele, tanto estudou inglês que não aprendeu escrever em português…
E quanto à mulher de César, assim contaram os poetas e trovadores daquela época, pois adágio tanto se refere a provérbio quanto a andamento musical. Sabe porquê? Porque os trovadores foram os primeiros colunistas sociais, retratando a sociedade de então. Ah, os estudos…
O seu caso é gravz, tratamento psiquiátrico seria solução. Ou não.
@duende
Um blog público e governamental, atendendo aos princípios constitucionais da transparência, deveria ter como premissa básica a transparência. Um blog privado, ao contrário, pode ou não estar aberto. Tanto que todo e qualquer órgão público possui Ouvidorias e afins. Já o blog, que é essencial e inescapavelmente um canal de comunicação, NÃO POSSUI NADA MINIMAMENTE CORRELATO! Convenhamos, é bizarro – sobretudo quando 99% dos blogs da web contam com algo do tipo. Pior ainda porque os trackbacks não dão o “back” do “track” mesmo depois de infinitos alertas.
@diogo
Se você, mesmo, diz que me “acompanha” desde 2002, por que seria tão estranho eu o conhecer?
Ok, procuro um psiquiatra. Dê o endereço do seu e, em seguida, procuro outro (porque obviamente não o ajudou). Fui acusado de “difamador”. Para ser algo assim, é preciso um processo. Não fui processado, tanto menso houve sentença. E você fala em “vitória de pirro”? Sobre a Petrobras, é simples: você trabalha por lá? Presta serviços à empresa? Diga que não, ora essa. Temos amigos em comum
Governado pelo DEM, de Arruda, o Distrito Federal está censurando a blogosfera: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/11/o-gdf-censura-os-blogs/
@gravz: Acho que não acompanhei seu raciocínio que liga “princípios constitucionais da transparência” (sic) com a criação de uma área de comentários no Blog do Planalto. Pode explicar pra mim, e para os outros que tiveram a paciência de acompanhar esta quixotesca discussão até aqui? Até onde entendo, não existe lei escrita ou tácita que obrigue um blog a ter uma caixa de comentários, nem em nome dos “princípios constitucionais da transparência” (sic), nem em nome de qualquer princípio da boa administração pública. Por outro lado, acredito que a comunicação institucional do governo está evoluindo a olhos vistos. Por outro lado, há sempre quem prefira fechar os olhos e gritar que não vê nada, na tentativa de chamar alguma atenção.
Além do mais, quanto ao blog “NÃO POSSUIR NADA MINIMAMENTE CORRELATO” a uma “ouvidoria”, vou pacientemente repetir: o Blog do Planalto possui um mecanismo de ouvidoria, mais conhecido como àrea de Críticas e Sugestões. Se você não achou o link (lá no canto superior direito do template 1, ou logo abaixo da imagem do Palácio nos templates 2 e 3), eu repasso o endereço aqui: http://blog.planalto.gov.br/criticas-e-sugestoes/
Achou? Posso mandar um printscreen assinalado se você precisar.
Sinta-se à vontade para criticar, elogiar ou perguntar.
Abraços fraternos,
Daniel Duende
@danielduende
Confesso: sou muito ruim na parte internética. Para mim, por exemplo, não faz o menor sentido ainda não terem arrumado os “trackbacks”. Seria perfeitamente plausível tudo estar funcionando, de modo que os leitores soubessem quais sites e/ou blogs se referem aos posts respectivos. Mas, veja só, ATÉ HOJE isso não funciona (mas misteriosa e milagrosamente há uma contagem dizendo QUANTOS falam, mas não DE ONDE e SEM os links…). Estranho…
Ah! Os ’sics’… Você deveria ter perguntado a algum advogado antes de usá-los, para ao menos evitar a explicação que ora segue. Senão vejamos o quanto disposto no Artigo 37, e parágrafo 1º, da Constituição Federal de 1988 (vigente, embora vocês não a apliquem no Blog do Planalto):
“Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (…)
§ 1º – A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.”
Princípio Constitucional é aquele preconizado pela Carta Magna. Transparência, nesse caso, é um sinônimo para “publicidade” (não, o legislador constituinte não se referia ao curso da Faculdade de Comunicação).
Mas o pior não é isso. Deixo de barato sua brincadeira dos “sics”. Tudo bem, você quis fazer graça supondo um erro de minha parte. Faz parte na guerrinha das ironias. Mas prefiro falar sério: vocês cometem uma falha grave inconstitucional e, se quiser, podemos marcar uma reunião com a Procuradoria da República – nela, prometo levar todos os textos legais que você faz questão de ver reunidos.
Isso porque o Blog do Planalto traz uma pletora de vídeos, fotos e afins. Vale a releitura do parágrafo primeiro quanto à impessoalidade: nada de foto, nada de fulanizar, nada de transformar o governo e o Estado em PESSOAS.
O texto diz “dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens…”. Mas, claro, vez por outra alguma foto é necessária, bem como menção nominal. Mas daí a colocar vídeos e mais vídeos?
Pois o legislador constituinte veda exatamente isso.
Quando se fala em promoção pessoal, é esse tipo de coisa que se busca coibir. E não adianta dizer que se tem em mãos “uma nova linguagem”, pois o texto é oriundo de uma Emenda de 1998, e não constituinte originário. Ademais, nada justifica o atropelo da Lei Maior.
Se quiser, faço um printscreen para você assinalar.
Sinta-se à vontade para consultar um advogado.
Abraços fraternos.
Fernando Gouveia
ps – O canal de “críticas” não tem qualquer semelhança com uma Ouvidoria, vez que não gera um processo que possa ser acompanhado e fiscalizado. Em qualquer tipo de Ouvidoria, é possível acompanhar a solicitação. Como podemos fiscalizar o quanto requerido no Blog do Planalto? Como posso acompanhar minha solicitação? Se houver essa possibilidade, faça um printscreen que vou adorar assinalá-lo
Diogo, depois do “neoliberalismo internético” encomendei uma caixa de gardenal para você.
Aí de quebra ajuda na sua capacidade de entender o que os outros falam, pois o seu caso eu daria como perdido.
@gravz
Não é que eu seja também um grande conhecedor da tecnologia e das ferramentas que ficam “por trás” destes suportes digitais que tanto gostamos. Sei, se muito, que a questão dos trackbacks no Blog do Planalto não é de minha alçada, nem técnica nem decisória. Portanto, acho mais útil que você leve sua crítica à área de sugestões do blogue. Aconselho, aliás, que todas as suas críticas ao blogue sejam direcionadas àquela área, agora que você a descobriu, uma vez que escrevo aqui como Daniel Duende — cidadão digital e escritor — e não como membro da equipe do BdP. Não ache, portanto, que discutir comigo aqui vai poder mudar muita coisa lá. Não vai. Nenhuma destas decisões cabe a mim.
Posto isso, seguimos a conversa.
“Sic”, para quem não sabe, é uma expressão latina que quer dizer mais ou menos “assim”. É usada, muitas vezes, após a citação de uma palavra ou expressão de uma outra pessoa, quando o autor não está certo ou não quer assumir a responsabilidade por sua grafia ou adequação. É uma destas muitas sutis facas de dois gumes, que pode de um lado mordiscar o ego de quem foi citado, e de outro simplesmente esconder à vista de todos a ignorância de quem escreveu. No caso, achei sua concordância um tanto bizarra em “princípios constitucionais da transparência”. Se o princípio citado é apenas um, por que arrogá-lo um número plural? É para que pareça mais importante do que já é?
Quanto à “legislalia” que você escreveu ali, seu moço, acho que está latindo na porta errada. Que tal levar estas críticas à área de críticas e sugestões do blogue também?
Quanto à existência ou não de uma ouvidoria no blogue, sou forçado a discordar de você quando você diz que uma ouvidoria só o é mediante mecanismos estruturados de “acompanhamento de processo”. Se assim fosse, uma área de comentários não seria também uma ouvidoria, não é mesmo? Quando falo de ouvidoria, e acreditava estar acompanhado nesta acepção da palavra, falo do sentido mais lato — daquilo que pode ser entendido como, e não apenas aquilo que está juridicamente (ou, como no caso, não) amarrado como “a coisa”. Desta forma, creio que um sistema de envio de emails que são, por sua vez, lidos e respondidos, me parece algo bem adequado a ser chamado de ouvidoria. Se você discorda, tem todo o direito de dizer que na sua opinião não há ouvidoria nenhuma e, veja que bacana, pode até mandar um email para o Blog questionando isso.
Em suma… aguardamos pelos seus emails.
Por hora, acho divertida mas muito pouco produtiva esta conversa.
Abraços do Verde.
@danielduende
Por “hora”? Sério que você escreveu isso? Não é bacana dizer que estou “latindo” e escrever “por hora”. Releia, repense, a enrascada de usar expressões latinas é que às vezes o tropeço acontece nas mais triviais locuções da nossa Língua.
Mas achei estranho isso. Mostrei, de forma didática e até simplória, uma INCONSITUCIONALIDADE do Blog do Planalto. Como aqui estamos debatendo justamente esse blog, supus que fosse a “porta certa” para “latir”. E agora foi-me sugerido enviar uma sugestão para aquela “caixinha”? Repito a pergunta (não houve resposta, mas insisto): COMO POSSO ACOMPANHAR MEU REQUERIMENTO?
Se houver meio de acompanhamento, algum número gerado e/ou protocolo, aí sim. Até serviços de telemarketing trabalham dessa forma, com um número e/ou senha que nos permitem consultar o andamento daquilo que pedimos.
Tenho aqui uma queixa clara, objetiva e evidente. Escrevo lá e…. E nada? Não pode, não é mesmo. Seria adequado acompanhá-la. Ou então procurar o Ministério Público de uma vez. Aguardo sua resposta, Daniel, sobre como posso acompanhar minha “sugestão/crítica/dúvida”.
Em caso negativo, diga para nós, se for possível, também o motivo pelo qual essa possibilidade não foi implementada e, aproveitando, gostaríamos – acho que todos – de saber o porquê de ATÉ AGORA não terem resolvido o problema dos trackbacks, já que não há possibilidade de comentários naquele blog.
Ah!!! Caso não seja possível acompanhar meu requerimento, então faço por aqui a pergunta: vocês vão insistir na Inconstitucionalidade? Vão manter a quantidade absurda de fotos e aparições do Presidente da República e demais servidores, quando a Constituição Federal expressamente determina o contrário?
Abraço
Fernando
ps – Pus no plural “os princípios” porque há vários que tratam da transparência; um deles está previsto no artigo já transcrito. Outros estão, p.ex., em alguns incisos do artigo 5º, e assim por diante. Juro que, por um momento, achei que sua dúvida fosse jurídica (de fato, há certa controvérsia quantoa a isso). Sendo um sarro lingüístico, peço licença para brincar um pouco: seria divertidíssimo receber aulas de Português de quem escreve “por hora”. Para não deixar confusões, vamos lá: é “por ora”. Abração
Nao entendo pq tanta cisma com essa historia do blog do planalto nao ter comentarios. Todo blogueiro vive se pavoneando que o blog dele só tem comentários se ele quiser, se ele achar q tem que ter moderação ou não, ou se não tem nem mesmo comentário, os leitores q aceitem isso ou vão reclamar em seus proprios blogs, twitters, etc.
O Blog do Planalto nao tem comentarios, pronto. Se tivesse, isso não significa que seria mais transparente, porque comentario nao é ouvidoria. Aceitem e sigam com suas vidas.
Agora, imagina se o Blog tivesse comentarios, e algum malandro de má-fé entrasse lá, colocasse um comentario polêmico em algum post aleatório e depois a oposição ou algum outro vivão resolvesse processar o governo, ou pelo menos o blog, por causa do conteúdo do tal comentário. Acho que pensando em evitar armadilhas desse tipo que resolveram desativar comentários. Deve ser bem mais leve aguentar trolls perdendo tempo com ataques futeis do que correr atrás de armadilhas jurídicas de opositores.
@Daniel Araujo
Isso aconteceu com meu blog, Daniel. Fui processado. Mas, honestamente, nem debato mais sobre comentários. Queria saber da Inconstitucionalidade e do motivo pelo qual até agora não corrigiram a linha de comando do Trackback (é só arrumar uma linhazinha de comando). O que houve?
E a assessoria jurídica já deu uma olhada no desrespeito à Constituição Federal?
A parte dos comentários o blog-cover já supriu. E, de mais a mais, a Administração Pública não pode ser processada por Responsabilidade Civil subsidiária num caso de comentário em blog (nisso, ela difere da pessoa física; como houve no meu caso). Mas, de fato, valeu sua tentativa, sobretudo pela lembrança histórica daquele caso de 2004
@Gravz,
Pelo visto, meu caro cara, você não entendeu ou prefere fingir que não entende que eu não respondo pelo Blog do Planalto. Insiste, ainda assim, em sua sanha por espetáculo, a tentar transformar esta conversa em uma conversa sua com o Blog. Não é, e não será. Se quer falar com a equipe do Blog, mande um email para lá e não finja que não entende a diferença entre uma pessoa e seu trabalho. Aqui eu falo como Daniel Duende, que, graças aos bons deuses, é muito mais do que o emprego que ocupa.
Quanto aos trackbacks, infelizmente não tenho como responder sobre o andamento do processo de desenvolvimento, pois não é a minha área e já trabalho doze horas por dia fazendo meu trabalho e não tenho como, nem pretendo, acompanhar o andamento de áreas alheias. Se você quiser transformar isso em uma esquiva da minha parte ou fazer um enorme espetáculo (destes que você faz apenas para chamar atenção para si mesmo), sinta-se à vontade. De minha parte, acredito apenas que não deva a ninguém satisfação a respeito de decisões e trabalhos que me são alheios. Insisto, se quer saber sobre isso, pergunte à equipe através da área adequada.
E por falar em área de críticas e sugestões, se quer saber, não sou eu também o responsável por seu projeto e gestão. Trabalho apenas produzindo conteúdo. Portanto, você está realmente latindo na porta errada e apenas querendo chamar atenção ao insistir que eu te responda a respeito disso.
Por outro lado, se você acha que o conteúdo do blog é inadequado — se pensa que o Blog do Planalto não deveria focalizar as atividades, decisões e opiniões do governante do País — creio que existam, além da área de críticas e sugestões que você parece deplorar, outros meios de levar a sua inquietação a efeito. Vá às ruas, faça barulho (sei que você adora esta parte!), mostre que você não é o único a acreditar que o blog da presidência não deveria falar dos atos do presidente no exercício de sua gestão. A equipe me parece estar tranquila a respeito da qualidade e adequação do conteúdo que produz, e também me parece que a maioria dos leitores concorda com isso. Se você discorda, o que é um pleno direito seu, fique à vontade para questionar da mesma forma que eu me sinto à vontade para não discutir o tema com você. Limito-me a dizer que acho absolutamente natural que o Blog do Planalto focalize as atividades do presidente.
Abraços do Verde
E quanto ao clone do Blog do Planalto, acho uma iniciativa muito válida — o conteúdo do Blog do Planalto é livre, e a rede é um espaço de reaproveitamento, resignificação e diálogo. Para alguns, o clone é um espaço de expressão e desabafo que é bem vindo. Para outros, é um palanque bem vindo para suas convicções políticas ou egóicas. Somos todos brasileiros, mas cada um é cada um.
Por outro lado, acho também que o clone do planalto é uma experiência interessante para mostrar a quem ainda não sabia que o trabalho de moderação de comentários em busca de uma conversa produtiva é delicado, árduo e difícil. Boa sorte pra galera do clone.
Abraços do Verde
@danielduende
Eu trouxe um artigo da constituição. Ele mostra claramente que o blog é inconstitucional. Não se trata do que “eu acho”, mas do que está escrito ali. Não se trata da minha opinião, mas da DETERMINAÇÃO CONSTITUCIONAL. Não sou eu que faço o espetáculo, mas o CONTEÚDO DO BLOG que não obedece ao quanto determinado pela constituição.
Se a equipe está “tranqüila”, isso é inquietante. Não vejo razões para tranqüilidade quando um dispositivo constitucional é flagrantemente violado. Os atos da presidência podem e DEVEM ser relatados, mas há uma normatização quanto à impessoalidade na forma desses relatos, e isso não está sendo obedecido (nomes, fotos, filmes etc.).
Ah, não fui eu que o chamei aqui. Você apareceu e começou a falar em nome do Blog do Planalto, estabelecendo dessa forma a interlocução (saudável, por sinal). Desse modo, me desculpe, tudo que fiz foi me dirigir a você pedindo respostas acerca de tal blog – tendo em vista que você trabalha por lá. Não há como adivinhar quem é de qual área.
Por fim, não entrarei nessas suas provocações pessoais. Só gostaria de saber, mesmo, por que diabos não arrumam os trackbacks para que os leitores possam saber o que falam do blog e, enfim, por que não obedecem o que a constituição claramente determina (repito: não se trata do que acho, mas do que MANDA a CF de 1988).
Abs.
ps – não acho que seja preciso ir às ruas, né? bastaria apenas que cumprissem a lei…
Caro Gravatai,
sobre a inconstitucionalidade do blog, creio que você está enganado.
Num primeiro nível, digo categoricamente que a violação ao § 1º do art. 37 dependeria da caracterização de uma “promoção pessoal do presidente Lula”. Não há no blog menções à vida pessoal, mas à vida pública do atual Presidente. Não há menções à “gostos pessoais”, “cor preferida”, enfim, elogios enaltecedores à pessoa do presidente, mas relatos informativos das atividades presidenciais. Uma fonte direta de informação, sem a intermediação pela mídia tradicional. Se você me apontar um espaço em que o uso da imagem ou do nome do presidente tragam “promoção pessoal”.
Não vou me dedicar a tratar do blog como publicidade ou não, embora ache que isso seja pertinente.
Acho mais importante pensar o que pode representar um blog no espaço da internet. É um nada. Um gasto irrisório e um uso de um espaço insignificante, no universo da comunicação digital. Pense em um anúncio, com os textos do blog, na Folha de São Paulo ou no jornal nacional. Ali teríamos um uso de muito recurso público para uma divulgação “excludente”: no mesmo momento, quem vê a Rede Globo, não poderia ver outra coisa. A internet está aí e visita o blog quem quer. A escassez do espaço online é tendente a zero. Diferente das colunas impressas ou do horário televisivo, o que está sendo usado é, formalmente, nada.
Então, você pode perguntar, pq o uso? Qual o interesse das pessoas? Respondo: O interesse é prévio e está ligado ao conteúdo. Basta ver a visitação do Clone. O blog não contribui para a “promoção pessoal” do presidente. Pelo contrário, ele se vale da imagem do presidente para abrir uma nova comunicação. E uma comunicação que poderá (essa é a proposta, se bem entendi) ser usada no futuro pelos demais presidentes, e que poderá inclusive ser cobrada pela população: “sr. (ou sra.) presidente, cadê as atualizações do blog?”, “cadê as atividades, o que tem sido feito?”; Serve como promoção, sim, da ferramenta “blog”, mas não promoção pessoal.
Vou peguntar para ver se me fiz claro e se concorda comigo: vc acha que o Lula ganha em “promoção pessoal” pelos que está sendo publicado no blog? Me indique, por favor, um post específico.
Acredito que o Paulo Rená tenha sanado a dúvida do @gravz muito melhor do que eu poderia, avesso como sou ao “legalês”.
Agora, quanto aos meus motivos para entrar na conversa, se o caro @gravz não lembra, posso relembrá-lo. Entrei na conversa quando você, Gravataí Merengue, insinuou cheio de segurança que eu havia deletado um tweet que criticava um certo candidato e uns certos jornais. Se você não quer se dar ao trabalho de rolar a página para relembrar, eu posso resumir que te mostrei que, primeiro, não havia deletado tweet algum e você, portanto, estava como sempre apenas falando a primeira coisa que te vem na cabeça só para aparecer e, segundo, que não tenho nenhuma intenção de esconder ou macaquear aquilo que penso só porque ocupo agora este ou aquele cargo.
Depois disso, foi você que aproveitou — oba, tem um dos caras do blog aqui! — para puxar o assunto para o tema que você gosta tanto. Eu, então, de boa vontade, aceitei discutir o tema, mas não como “membro da equipe do blog”, e sim como cidadão digital. Se você se der ao trabalho de reler a conversa, verá que eu disse desde o princípio que falava por mim, e não pelo blog, e que expressava minha opinião pessoal, e apenas isso, uma vez que os temas abordados sequer são da minha alçada. Em suma, você não podia adivinhar, mas bem que podia se dar ao trabalho de ler o que dizem os seus interlocutores, né?
Em resumo: so much ado about nothing, mr. Merengue.
Abraços do Verde
@Paulo Rená
Sobre o “Princípio da Impessoalidade”, e do quanto o Blog da Presidência o infringe – revelando-se, assim, Inconstitucional -, vale reiterar o Art. 37 da CF/88, bem como o parágrafo primeiro (incluídos em razão de Emenda de 1998):
“Art. 37- A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte (…)
§ 1º – A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.”
Está aí, expressa e objetivamente o seguinte: “não podendo constar nomes (…) ou imagens…”. Ponto final. Não há o que discutir, não há meios de se impor “achismos” contra determinação tão simples.
Vamos a seu comentário, com argumentos meus abaixo:
“Num primeiro nível, digo categoricamente que a violação ao § 1º do art. 37 dependeria da caracterização de uma “promoção pessoal do presidente Lula”. Não há no blog menções à vida pessoal, mas à vida pública do atual Presidente.”
Desculpe, mas não é verdade. E peço gentileza de que traga, na doutrina ou jurisprudência, qualquer entendimento nesse sentido. Se assim fosse, por exemplo, “promoção pessoal” de Paulo Maluf seria uma propaganda com a foto do ex-prefeito e agora deputado falando de suas predileções gastronômicas, e não das obras que “fez”. Não é por aí.
Promoção “pessoal” é quando promove-se A PESSOA do gestor em vez de divulgar A ADMINISTRAÇÃO. Exemplo simples: no lugar de “a presidência”, fala-se “o presidente Lula”. Simples assim. Personaliza-se, portanto. É isso, meu caro. Não confunda “gosto pessoal” com “promoção pessoal”, por favor.
“Não há menções à “gostos pessoais”, “cor preferida”, enfim, elogios enaltecedores à pessoa do presidente, mas relatos informativos das atividades presidenciais. Uma fonte direta de informação, sem a intermediação pela mídia tradicional. Se você me apontar um espaço em que o uso da imagem ou do nome do presidente tragam “promoção pessoal”.”
Já comentei sobre “gostos pessoais” e “cor preferida”, mas cabe mais uma ressalva sobre os elogios. Até pode-se discutir a existência de um banco de dados com fotos oficiais, em local próprio, para uso da imprensa. Mas o Blog da Presidência divulgar uma miríade de imagens desse tipo, em inaugurações e eventos, contrariando o quanto disposto no parágrafo primeiro do artigo 37 (está lá, expressamente proibindo isso!), convenhamos, é sim uma violação.
É isso – e exatamente isso – que configura a promoção pessoal. E não cabe aqui dizer se é de pequeno, médio ou grande porte. Não cabe dizer se Lula ganha muito ou pouco com isso. É promoção. O fato do blog não ter leitor ou não gastar muito (embora alguns salários digam o contrário), creia, não diminui o fato de que há uma inconstitucionalidade praticada.
O MP seguramente terá opinião similar.
“Não vou me dedicar a tratar do blog como publicidade ou não, embora ache que isso seja pertinente. Acho mais importante pensar o que pode representar um blog no espaço da internet. É um nada. Um gasto irrisório e um uso de um espaço insignificante, no universo da comunicação digital. Pense em um anúncio, com os textos do blog, na Folha de São Paulo ou no jornal nacional. Ali teríamos um uso de muito recurso público para uma divulgação “excludente”: no mesmo momento, quem vê a Rede Globo, não poderia ver outra coisa. A internet está aí e visita o blog quem quer. A escassez do espaço online é tendente a zero. Diferente das colunas impressas ou do horário televisivo, o que está sendo usado é, formalmente, nada.”
É quase um nada, pois há os gastos salariais. São cinco pessoas, ganhando em média R$ 5 mil cada uma (por mês). Claro que anunciar num jornal de grande circulação é mais caro, e sempre haverá algo mais caro e assim por diante. Mas o fato de haver um delito maior não faz da infração menor algo “inócuo”.
No mais, retirando as fotos e substituindo as personalizações por “a Presidência”, p.ex., não haveria qualquer tipo de inconstitucionalidade, além de seguramente manter o blog dentro dos padrões jurídicos adequados. Faltou, creio, algum tipo de instrução jurídica nesse sentido – e alguma habilidade textual por parte da equipe de redação.
“Então, você pode perguntar, pq o uso? Qual o interesse das pessoas? Respondo: O interesse é prévio e está ligado ao conteúdo. Basta ver a visitação do Clone. O blog não contribui para a “promoção pessoal” do presidente. Pelo contrário, ele se vale da imagem do presidente para abrir uma nova comunicação. E uma comunicação que poderá (essa é a proposta, se bem entendi) ser usada no futuro pelos demais presidentes, e que poderá inclusive ser cobrada pela população: “sr. (ou sra.) presidente, cadê as atualizações do blog?”, “cadê as atividades, o que tem sido feito?”; Serve como promoção, sim, da ferramenta “blog”, mas não promoção pessoal.”
Nós, internautas, temos uma visão de blog que, infelizmente (diante da legislação), ainda não se aplica à Administração Pública. E isso – reitero – não é necessariamente a MINHA opinião. Não cabe ao gestor público aplicar “desobediência”, quando está justamente adstrito ao Princípio da Estrita Legalidade.
Quanto ao mais, reveja essa leitura feita sobre “promoção pessoal”, pois não se trata de gostos, minúcias ou privacidade, mas sim da prevalência da PESSOA sobre o governo/Estado/gestão.
“Vou peguntar para ver se me fiz claro e se concorda comigo: vc acha que o Lula ganha em “promoção pessoal” pelos que está sendo publicado no blog? Me indique, por favor, um post específico.”
Todos os posts em que se fala “Presidente Lula”, com foto, desobedece o determinado no parágrafo primeiro do Art. 37 da Constituição Federal. E quando o legislador constituinte o redigiu, assim de forma objetiva, ele o fez de maneira clara para justamente evitar que perguntassem o que eu “acho”.
Mas, já que perguntou, respondo: sim, ganha. Bem pouco, dada a falta de audiência do blog, mas ganha. Trata-se de uma forma de promovê-lo por meio de propaganda política velada.
@danielduende
Desculpa, começou o papo entre adultos.
Abs.
Minha nossa, se tudo isso que o Gravatai falou tem alguma consistência (e com ele é sempre prudente o pé atrás), então o twitter do José Serra – iniciativa que eu, na minha ignorância legal, achava muito bacana – é um monstro de inconstitucionalidade. Ali tem promoção da pessoa em detrimento do agente governamental, auto-eanltecimento pelas obras e eventos do governo, foto do Serra com sorriso e até falatório sobre “cor favorita, preferências musicais” etc. Não quero ser cúmplice de incostitucionalidade, vou dar Unfollow no Serra e só volto quando o twitter dele chamar @governadorSP e no lugar da foto colocarem o brasão do Estado de SP.
O estrangeirismo “eanltecimento” no comment anterior pode ser lido como “enaltecimento”
Eis a diferença, Daniel. O Twitter do José Serra é particular. O Blog do Planalto é PÚBLICO. Assim como os twitters de Daniel Araújo, Daniel Duende, Jorge Cordeiro (todos funcionários públicos), o dele é particular. Não é mantido com verba pública e ninguém é remunerado exclusivamente para abastecê-lo.
A diferença é basilar.
Basta conversar com algum advogado. Aliás, vocês poderiam ter tido essa conversa antes de iniciar algumas premissas do Blog do Planalto. Falo aqui numa boa.
Rindo aqui da coça que o Daniel levou agora…
Mas Gravata, você está exigindo muito dessa gente. Esquerdopata não sabe diferenciar público de privado, já se esqueceu?
Ue? Levei coça aonde? Por causa dessa explicaçãozinha mequetrefe do Gravatai? O Serra twitta na hora do expediente dele, ou seja, no período em q estou pagando-o p/ ser governador ele esta no twitter pessoal dele. Alem disso, usa a ferramenta descaradamente como propaganda da gestão dele, o twitter é assumidamente um canal governador/eleitorado, ele fala como governador e as pessoas se dirigem a ele como tal tbem. E sou eu q misturo publico e privado?
Mas gostei do seu conselho de conversar com um advogado. Quando aparecer algum por aqui, converso com ele
É, o Daniel ficou bravo. Na sanha de ofender, xingou até o advogado que veio aqui defender o Blog do Planalto. Paciência.
Serra tuita de madrugada, nos horários de almoço etc. Não é exatamente um Jorge Cordeiro, um Daniel Araújo ou afins, que PASSAM O DIA no Twitter. E, sim, ele FALA COMO GOVERNADOR. Fala como cidadão. Fala como ele bem entender. Mas usa uma FERRAMENTA PRIVADA. Essa é a diferença.
O Blog do Planalto é uma ferramenta pública, usada por pessoas remuneradas com dinheiro público, mas que fazem propaganda pessoal usando aquele meio. É essa a diferença. Advogados e juristas conhecem facilmente a distinção. Os demais, que não conheço a formação e no máximo já trabalharam em outros mecanismos fraudulentos, como portais municipais envolvidos com mutretas com a RITS, talvez não saibam mesmo a diferença.
A coisa vai longe, né?
Aliás, viram isso?
http://twitpic.com/ichhq
Não permitem comentários no Blog do Planalto porque as pessoas podem “ofender”. Mas veja o que faz o Coordendor de tal blog, lá no Twitter.
O advogado q defendeu o blog do planalto não apareceu mais. Quando ele aparecer, converso com ele.
Vejo twits do Serra o dia inteiro, e acho admirável, já q não consigo twitar durante o dia, em horário de trabalho, apenas acompanho pelo RSS. Não sei se ele twitta tudo pessoalmente ou tem uma equipe ajudando.
“[...] usada por pessoas remuneradas com dinheiro público [...]” Ué, o Serra não é remunerado por $ público? Sei lá, quanto mais o Gravataí tenta explicar a diferença, mais aparecem as similaridades. Esses advogados e juristas q conseguem “ver a diferença”, sei não… realmente acho melhor esperar aparecer uns melhores por aqui. Aliás, deve ser por ver seus assim chamados “argumentos” fazendo agua q o Gravatai começa a apelar pra coisas q não têm nada a ver. RITS? Portais Municipais? Mutretas? O que eu, o twitter do Serra ou o Blog do Planalto têm a ver com isso? Apelou perdeu
Daniel, há comentários de vocês, aqui mesmo neste post, em horário de trabalho. Comparar UM tweet com longos comentários chega a ser risível. Ou mesmo comparar os inúmeros tweets de toda a equipe, contratada desde abrill, que tuíta O TEMPO TODO, convenhamos…
Diferença entre twitter particular e blog do planalto: um é veículo oficial, outro é canal particular. A única “apelação” aqui foi seu ataque pessoal aos “advogados”, sem trazer qualquer justificativa legal, doutrinária ou jurisprudencial. É o seu achismo embasado em… Bom, embasado em nada. É apenas seu achismo, mesmo.
E mencionei o Governo Eletrônico porque, por ali, havia uma metodologia de contratação também fraudulenta, com cerca de 90 (NOVENTA) processos na Justiça do Trabalho. Quem trabalhava por lá? Jorge Cordeiro, que hoje coordena o Blog do Planalto. E mais outro. Não sei se eram diretamente contratados pela PMSP ou pela RITS/Cooperativa.
É sobre esse tipo de “conhecimento jurídico” que falamos aqui. E isso não é “apelar”, mas trazer à baila o tipo de problema legal/constitucional que muitas vezes acontece, o gestor não percebe ou faz vista grossa, e depois acaba no judiciário.
Desenhei agora, Daniel?
Aliás, por pouco quase o confundo como alguém também da equipe do Blog. Você não é da equipe do Blog. Obviamente não faz o menor sentido comparar os SEUS tweets.
Daniel, sem querer ser chato e sem considerar a argumentação do Gravataí que é bem fundamentada, é muito ruim quando a defesa de Fulano seja simplesmente “-Mas Beltrano também faz!”.
O modo como você ataca o Serra é para mim fútil. Ora, se o presidente está insatisfeito com as “tweetadas” do Serra durante o expediente ele responde montando uma máquina movida a dinheiro público para revidar?
E sim, a quntidade de fotos do presidente Lula faz aquilo parecer um álbum de família e não um canal de comunicação da Presidência.
@Gravz
Eu não sei se você notou, mas eu não sou o Daniel Araújo. Pelo visto, sua preocupação em checar a procedência das informações nas quais se baseia antes de publicar seus comentários tende a zero. Vide a sua afirmação categórica de que eu havia apagado aquele tweet, né? Mas sobre isso, você pelo visto vai continuar desconversando. Não tem problema.
Quanto minha preguiça em discutir com você ter algo a ver com “ter começado a conversa de adulto”, cada um enxerga e categoriza a sua realidade como convém, né? Eu não me preocupo se você acredita que meu motivo para desistir da discussão foi falta de maturidade ou argumento, e nem vou me sentir compelido a continuar discutindo só porque o Sr. Fernando Gouveia tem uma opinião desabonadora sobre mim. Da mesma forma, poupo você e seu “público” de minha opinião a respeito da sua pessoa, na medida do possível. Mas tenho que dizer que ao contrário de você, eu não estou aqui pelo espetáculo ou oportunidade política, não preciso me promover, e não estou preocupado em convencer ninguém a respeito de nada. Então, volto a dizer… tá latindo na porta errada, Gravataí.
Quanto a suas opiniões a respeito do Blog do Planalto e sobre a lei que você citou, respeito infinitamente o seu direito a elas, o que não quer dizer que eu seja obrigado a discutí-las com você e muito menos concordar com elas. E peço que não se esqueça que são apenas opiniões. Você diz que citou a lei — não me preocupei em checar a redação citada — e sobre ela tirou suas conclusões. Uma vez que você não é juiz, sua opinião vale tanto quanto qualquer outra, e não vai ser o seu pequeno espetáculo de cidadão preocupado que vai convencer qualquer leitor inteligente de que o que está escrito alí é algo mais que a sua opinião, ou a opinião de algum advogado amigo seu.
Quando digo para você levar em frente suas inquietações, e fazer o que bem quiser com elas, mas não contar com a minha interlocução, o que quero dizer é simplesmente isso: não tô afim de discutir questões sobre as quais não decido e muito menos me fazer de “voz” de algo ou alguém que não represento. Quer discutir o blógue com a equipe, manda uma crítica pra lá, cara. Você tá parecendo aqueles conhecidos chatos que me pediam para olhar o extrato deles para eles, nos tempos em que eu trabalhava no Banco do Brasil.
Abraços do Verde
P.S. pq é que o meu avatar em sua esforçada “tirinha” é mais fofo e bonitinho que os outros? tá me cantando, mano?
Não tem comentários meus “em horário de trabalho”, e se tivesse não sei o que isso prova. Você não “quase” me confundiu, vc não presta atenção nas coisas antes de atacar e me confundiu ANIMAL.
Aliás, eu não ataquei “advogados”, muito pelo contrário. Estou inclusive esperando que apareça algum bom por aqui. O que defendeu o blog do planalto infelizmente não voltou mais, provavelmente resolveu abrir mão depois de rir bastante da “conversa de adultos”. De modos que estou esperando um que pelo menos saiba distinguir um Daniel de outro.
Enquanto isso, sigo frustrado por ver que duas iniciativas de que gostava muito – twitter do Serra e Blog do Planalto – são, aparentemente, inconstitucionais.
Um dia eu aprendo.
#ficaadica – http://bulevoador.haaan.com/2009/09/19/nao-alimente-os-trolls/
Abraços do Verde
P.S. Ao que me consta, não há nada de inconstitucional no Blog do Planalto, xará. É claro que, quando se quer chamar a atenção, você sempre pode distorcer um fato aqui, forçar a barra na interpretação de uma lei (ou da realidade que te cerca) ali, e pronto: cria-se um factóide. A escola do jornalismo marrom tem tradição no Brasil. Não vale a pena perder tempo discutindo com seus filhotes. Você mostra que eles estão falando um absurdo aqui, e eles já movem toda a carga para acolá, inventando outro absurdo — tudo em nome de fazer um pequeno espetáculo troll, na esperança de cair nas graças do público e, quem sabe até, arranjar um empreguinho. So boring…
clone e pior coisa que existe no mundo!